
Domestic na Kanojo é aquele tipo de mangá ao estilo ame ou odeie, afinal de contas são tantas reviravoltas na história que isso faz os ânimos de qualquer um ir por água abaixo. Podemos dizer adeus felizmente(ou infelizmente) a obra.
O desenvolvimento de uma nova família nunca é fácil dentro de uma história, e essa obviamente não seria diferente. A família Fujii com Natsuo e Akihito se junta a família Tachibana com Rui, Hina e Tsukiko.
Por mais que a relação entre eles não seja algo “normal” a história em si gira sobre a vida dos três, principalmente a de Natsuo que tem o papel de “satisfazer” os desejos mais eloquentes de qualquer adolescente e que não sabe muito sobre o que quer da vida.
Temos a Rui uma adolescente com personalidade difícil e com traumas de abandono por conta de seu pai, esse fato em si faz com que a personagem queira afastar os outros por medo dessa aproximação.
Do outro lado temos Hina, uma professora recém formada, esbelta e que deixa qualquer adolescente a sua volta com olhos vidrados.
Acompanhamos a vida dos três em diversas fases da vida, desde o crescimento como escritor e superação de crises variadas dentro da história. Por sinal as crises entre esses três são para deixar o leitor com o anseio de quero mais.
Esse é o tipo de mangá que se aproxima do leitor pelo seu tema slice-of-life, então acompanhamos a família Fujii iniciando uma nova jornada assim como a dos personagens que rondam a história. É difícil dizer no início o que Natsuo quer da vida, o mesmo acaba por experimentar os prazeres carnais pela primeira vez e isso para ele foi algo transformador, o mesmo fica em impasse, deve tentar novamente uma relação que não vai chegar a lugar algum ou tentar algo novo porém difícil de acontecer realmente? Provavelmente você leitor iria escolher o fácil não é mesmo? Natsuo pelo contrário quer ser ousado e tenta as duas coisas ao mesmo tempo. E essa briga de gato e rato continua nos 276 capítulos do mangá, por sinal essa ideia chega a causar revolta em diversos momentos.
Eu não sei se em algum momento da história a autora se perdeu mas tiveram diversos personagens que a mesma simplesmente esqueceu de fechar o arco ou dar um respaldo sobre como o personagem ficou após tantos anos ou meses e acabavam sendo lembrados por um quadro do mangá ou uma fala rápida.
Tiveram personagens marcantes durante as passagens da vida e sem duvida os que me marcaram foram: Momo Kashiwabara (amiga de Rui), Masaki Kobayashi (Dono do Café / ex-gangster Yakuza), Miyabi Serizawa (amiga/estudante/atriz de Natsuo). A história e os seus arcos foram muito bem empregados na história e agradeço a autora por proporcionar tais momentos.
Não vou dizer que não aconteçam histórias similares a essa, mas a mesma me marcou tanto, mesmo com tantas reviravoltas que não seria justo não dar uma nota similar ao que eu sinto.
Sem dar spoiler: Fico muito feliz com a conclusão que a história teve, por mais que a mesma entregue um final medíocre foi o que eu esperava, eu como leitor precisava desse final e isso me satisfez de uma forma impressionante.
Com spoiler: Dar a Hina a oportunidade de voltar a vida e ter o casamento que sempre quis foi para mim a melhor coisa que a autora pode fazer nesse momento, por mais que a história tenha corrido nos últimos capítulos eu me senti realizado por poder presenciar esse momento. Infelizmente eu também queria um final feliz para a Rui e me marcou muito quando ela cancelou o casamento no quarto do hospital, chorei muito sim nessa parte e isso me marcou afinal de contas você abre mão daquilo que tu ama por saber que seria o certo. Vocês imaginam a quantidade de esforço mental para aceitar isso? É algo absurdo a se pensar, chega a ser inimaginável abrir mão de um casamento pronto, perfeito mas sem a pessoa que você ama.
