
☑ Preparação adequada pra comentar sobre meu assunto favorito

Provavelmente, ser fã de Kana Hanazawa é o que mais me define entre as pessoas que me conhecem unicamente pela internet (e mesmo entre algumas que me conhecem pessoalmente). Seja no Anilist, no MAL, no Discord ou em qualquer outro lugar, estou sempre falando sobre suas atuações e outras coisas relacionadas a ela. No meu blog, que é um lugar onde posso falar extensivamente sobre dublagem japonesa, também há vários posts sobre Kana ou que a mencionam diretamente. Mesmo que ser fã de alguém possa parecer algo estranho para muitas pessoas, não é algo que faço questão de esconder.
E desde que comecei a assistir Odekake Kozame, mencionei que é uma obra especial e uma peça obrigatória para qualquer um que se considere fã de Kana Hanazawa. Atribuirei a mim mesmo a missão de relatar os detalhes de como ela recriou o Kozame-chan e deu significado a este curto anime sobre as adoráveis aventuras de um bebê tubarão.
O anime, distribuído exclusivamente e gratuitamente no YouTube, é uma adaptação do mangá escrito e ilustrado por Penguim Box, pelo selo da KADOKAWA ComicWalker. A obra, que retrata o cotidiano de um bebê tubarão vivendo na cidade de Yao (Osaka), tornou-se muito popular no Twitter e no Instagram.

Odekake Kozame tem um forte apelo ao público infantil. Junto com o anime, também foram anunciados vários produtos de merchandising. Claramente, o principal objetivo da adaptação são as vendas de produtos relacionados, visando transformar Kozame-chan oficialmente em yuru-chara, os mascotes japoneses. A cultura de mascotes no Japão é algo muito lucrativo, com alguns desses personagens fazendo tanto sucesso a ponto de se tornarem ícones pop, como a Hello Kitty e seus amigos da Sanrio.
Para dar vida ao Kozame-chan, a audição de dubladores do anime queria mais do que apenas uma voz que combinasse com o tubarãozinho. Teria que ser alguém que pudesse compor o personagem e sua comunicação. Assim, o script das falas de Kozame-chan tinham apenas símbolos como "☆△〇", seguido de uma breve explicação sobre o sentimento do personagem no momento. Cada pessoa que participou da audição, teve que criar seu próprio Kozame-chan, ao invés de tentar se encaixar ao personagem, algo que não é nenhum pouco comum em uma audição de cast de voz.

Em preparação para a audição, Kana assistiu muitos vídeos de crianças de 2 e 3 anos de idade para tentar chegar em um tipo de voz que fizesse sentido pra um bebê tubarão. Ao longo da obra, é possível reconhecer algumas palavras que são corriqueiras aos ouvidos de quem está acostumado a assistir animes com o áudio original em japonês. Geralmente, ela apenas tira alguma letra ou vogal, ou adiciona algum som chiado. Então, ao longo da trama se consegue assimilar um pouco da fala de Kozame-chan e entender palavras que ele repete com certa constância, como "tomoachi ("tomodachi", amigo)" ou "shameyo ("same", tubarão)".

Quando as gravações de voz começaram, a composição do personagem se iniciou através da música da ending. Kana recebeu a letra da música "Yorimichi (よりみち)" junto com o pedido de adaptar a música para a linguagem dos bebês tubarões. Novamente, ao invés de ter as instruções exatas de como cantar, Kana teve que pensar em como seria a fala de Kozame-chan na canção.

"Yorimichi" é inspirada no pop francês. Quando cantada por Kozame-chan com a interpretação de Kana, parece como uma voz que está sendo reproduzida de trás para frente e não dá a sensação de ser de nenhum outro idioma que não do próprio bebê tubarão. É uma canção bem engraçada e diferente de qualquer outra que ela já gravou.
Nos créditos da ending, Kozame-chan foi creditado como letrista da música. Então, é como se Kana fosse co-compositora da música, assim como de certa forma ela é co-criadora do personagem no anime.

As instruções específicas que Kana recebeu foram poucas, mas não é realmente um personagem feito no improviso, segundo as palavras da própria seiyuu. O autor da obra, Penguim Box, recomendou que ela falasse alto e que sempre fosse difícil compreender as palavras de Kozame-chan. Também sempre há algum sentimento que ela precisa transmitir em cada cena.

Ao longo dos episódios, Kana foi pensando em palavras e pronúncias que ela acha que Kozame-chan diria. Então, ela foi escrevendo por cima do script uma tabela de expressões e significados de algumas falas que o tubarãozinho consegue imprimir. No último episódio, Kana já havia tabelado mais de 70 palavras do dialeto de Kozame-chan.

Portanto, a composição de personagem do Kozame-chan foi desenvolvida durante cada um dos 60 episódios de Odekake Kozame. Segundo Kana, mesmo quando ela estava em casa, entre uma gravação e outra, ela ficava pensando em palavras que o bebê tubarão diria. Com isso, os símbolos "☆△〇(----)" realmente ganharam uma forma que foi criada pela própria Kana. Mesmo eu, que acompanho a carreira dela há algum tempo e já devo ter assistido cerca de 70% dos animes em que ela participou ao longo de 20 anos de carreira, nunca tinha visto um personagem como esse. É isso que me refiro quando digo que Odekake Kozame é um anime obrigatório para os fãs dela.

Inclusive, se você assistir ao anime no YouTube com a legenda gerada automaticamente a partir da legenda japonesa (esse método funciona perfeitamente, aliás), as falas do Kozame-chan realmente virão escritas em formas de símbolo, assim como estava no script recebido por Kana.

Kana já teve uma experiência relativamente semelhante quando gravou o anime Potemayo, onde interpretou a personagem título. Na época Kana era uma adolescente de 18 anos, com apenas 3 anos de experiência nesse ramo. A criaturinha Potemayo, que nasceu em uma geladeira, é um personagem que Kana sempre cita como um dos mais importantes para ela. Parece ter sido uma base sólida para ela conseguir interpretar Kozame-chan.

Além do próprio desafio de criar a linguagem de bebê tubarão, em Odekake Kozame Kana também multifacetou o personagem. Em vários episódios aparecem outras formas do Kozame-chan. Como em um episódio em que Aoi deixa Kozame-chan cair no lago e logo após tem que escolher entre o Kozame-chan normal ou o Kozame-chan de ouro. No Kozame-chan de ouro Kana tem que interpretar as mesmas falas, mas no tom de um bebê tubarão divino. Em outro episódio, Kozame-chan escorrega em um tobogã cheio de curvas, então Kana sugeriu tremer a garganta com as mãos durante o grito super longo e agudo, para dar um toque mais realista. Existem vários episódios assim, e em outros ela interpreta mais personagens além de Kozame-chan.
Também existem diversas referências na parte sonora do anime. Logo no primeiro episódio, quando o bebê vai ao cinema, toca uma música tensa com algum instrumento de som divertido. Aquela música é o tema do clássico filme de Spielberg, "Tubarão". E claro, também há referências à própria Kana. Em 3 episódios há a participação de Haruka Tomatsu, que é conhecidamente muito amiga de Kana. Haruka ficou marcada entre seus fãs como uma grande otaku de tubarões. Ela estudou a fundo sobre o tema e até faz parte de uma associação japonesa de apreciadores de filmes de tubarões (bem específico).
Claro, todo esse contexto enriquece muito a obra, mas mesmo sem saber disso, Odekake Kozame ainda continua sendo um anime curto e bastante divertido. Mas, como parte do que o torna divertido são as atuações de voz, acho que tudo que foi detalhado aqui é interessante mesmo para uma assistida casual. É sempre bom saber como as coisas se tornaram o que são. Já para os fãs de Kana e mesmo pra quem gosta desse mundo dos seiyuus, acho que é maravilhoso assistir ao anime sabendo como ocorreu o processo da atuação de voz.
Até a próxima-shame.


Como seria de se esperar, KanoKari nem bem terminou sua segunda temporada e já tem mais uma sequência anunciada. Essa é uma obra que acho que possui alguns pontos muito positivos. Infelizmente, existe também um gigantesco ponto negativo, que tem nome e sobrenome, e que você certamente já sabe do que eu estou falando, considerando que o nome dele está escrito no título desse texto. Por causa desse problema em particular, KanoKari se torna uma história difícil de se acompanhar. Não tenho certeza se irei continuar na próxima temporada, portanto, vou escrever tudo que quero agora.
Nota: A score atribuída ao final dessa review não é a mesma nota que dei ao anime. O Anilist obriga que um número seja adicionado ao fim dos textos, como se os argumentos não fossem o suficiente, então escolhi um valor intermediário. Você está plenamente livre para concordar, discordar, dar upvote ou dawnvote, mas, por favor, faça isso baseado nas minhas palavras e não em um número que não significa nada. Números não são adjetivos, não são argumentos, não carregam o valor de uma obra. Just listening to the song.
Deixando de lado esse meme da desconstrução, eu acho que a parte principal da trama de Kanojo, Okarishimasu tem, de fato, uma ideia ligada à reversão de expectativas. Isso parte do pressuposto idealizado em sua sinopse sobre "a garota perfeita saindo com um perdedor". Ambas as ilusões, da garota ideal e do perdedor, vem diretamente da percepção gerada pela narração em primeira pessoa. E então, de certa forma, o desenvolvimento de personagem da Chizuru parte dessa base, da idealização que a narração do Kazuya gera nele mesmo e nos telespectadores. De que Chizuru é uma mulher perfeita no mundo do anime, uma Yamato Nadeshiko na cultura japonesa, ou uma waifu na cultura otaku. Essa pré-caracterização da Chizuru é o que realmente quebra... melhor dizendo: Essa pré-caracterização da Chizuru é o que aperfeiçoa a expectativa. Conforme o Kazuya vai adentrando na vida íntima da Chizuru, vamos descobrindo que ela está longe da perfeição. A Chizuru é significativamente insegura, se entristece fácil, se sente solitária e tem dificuldade em continuar seguindo em frente quando as coisas não saem como ela desejou. Nesse ponto, não temos mais uma pré-caracterização ou uma falsa ilusão de uma mulher sem defeitos. O que existe é apenas a Chizuru como ela é. E assim, o fato dela ser uma namorada de aluguel e ser uma aspirante a atriz, se interligam com toda sua personalidade mais profunda. A sua personalidade que a mantem forte em frente as adversidades, mesmo que, na verdade, ela se entristeça facilmente e queira chorar. A sua personalidade de ser independente, mesmo que ela tenha tendência a se sentir solitária. A sua personalidade que nunca desiste, embora ela queira desistir. O caráter da Chizuru é feito de qualidades, defeitos e atuações. Mesmo o que pode ser uma mentira dela, não tem problema nessa ilusão. Porque a máscara da Chizuru, nesse ponto da obra, já caiu. Ela deixou de ser uma mulher perfeita, uma Yamato Nadeshiko e uma waifu. Ela é bem mais que isso. A Chizuru é uma pessoa extraordinária, o que a caracteriza como uma personagem incrível, muito além das expectativas superficiais de uma waifu. Isso em si, já é uma reversão de expectativa.
Desde sempre eu me sinto atraído por obras que abordam o tema do luto. E parte disso vem do fato de que amo quando as características de um personagem são passadas através da perspectiva de outrem. Eu adoro a subjetividade que existe nesse tipo de caracterização. Pois, a forma que se entende um pessoa, nunca é o que essa mesma pessoa é naquilo que a metafísica define como "essência"; a característica imutável que denota a natureza de um ser. Essa percepção inexata combinado com as possibilidades que o arco de desenvolvimento do personagem em questão pode gerar, é algo extremamente significativo. KanoKari tenta usar esse fato e confrontar a expectativa com a realidade. Ao mesmo tempo em que o Kazuya percebe que a Chizuru não é perfeita, ele acaba por entender que a vida dele é muito mais confortável do que ele antes imaginava. Uma ideia muito boa. Ou assim seria, se não fosse...
A narração em primeira pessoa é o tipo mais poderoso pra se aplicar em uma narrativa. Ao acompanharmos algo pela perspectiva de um personagem e ouvir até o mais proibido de seus pensamentos, isso torna o espectador como confidente dele. Criar um personagem cheio de problemas em uma trama com esse tipo de narrativa é algo complicado. O ideal seria que a índole desse personagem estivesse além do bem e do mau. Basicamente, é o tipo de recurso que nas mãos de um bom escritor torna-se algo incrível. O que não faltam são bons exemplos de animes e mangás com narração em primeira pessoa. Infelizmente, pra KanoKari isso se torna um problema irremediável. Se eu simplesmente dissesse que o Kazuya é um personagem chato e irritante, seria fácil alguém me contradizer indo até minha lista de obras assistidas e encontrando algum anime harém que gosto e que também é protagonizado por alguém apático e de personalidade sem graça como o Kazuya. Se o problema fosse apenas ele ser um protagonista mal escrito, isso seria facilmente remediável pela personalidade encantadora da Chizuru. O maior problema e que torna KanoKari difícil de se assistir, é a narração em primeira pessoa do Kazuya. Ao invés disso me aproximar dele, enquanto expectador, acaba gerando apenas repulsa. O Kazuya não é só chato, ele é insuportável. Todas as coisas que deveriam ser pontos positivos, ele torna negativo. Por exemplo, existe a reversão dele perceber que os problemas dele são realmente simplórios, e que a Chizuru enfrenta coisas mais difíceis de coração aberto. Ao invés disso quebrar seu tropo de "perdedor", Kazuya apenas se torna mais e mais underdog. Ele narra que se sente um lixo porque a vida dele é boa. Ele narra que se sente um lixo porque a vida da Chizuru é mais difícil que a dele. Isso não gera empatia, gera apenas irritação por toda essa redundância. Mesmo a parte que idealiza a Chizuru como uma mulher perfeita e depois a remonta como uma mulher que apenas está dando tudo de si, não é realmente sobre ela. Além do underdog, ele também é dono de um gigantesco egocentrismo. Toda a perspectiva gerada pela narração em primeira pessoa do Kazuya para os demais personagens, ao fim de tudo, é sempre sobre ele mesmo e sobre o grande lixo que ele ressalta ser em todos os episódios. Todo esse anime é sobre o Kazuya, e não sobre a Chizuru. Além de tudo, todos os monólogos dele são mal escritos, talvez na tentativa de o tornar real. O Kazuya é um grande buraco negro que sempre se coloca no centro da trama, engolindo todas as melhores características da obra.
Como isso é uma review, suponho que eu deveria escrever sobre coisas técnicas e sobre os demais personagens. Não vou fazer isso. Preferi focar apenas no que existe de melhor (a Chizuru) e de pior (o Kazuya) em KanoKari. Esses são realmente os dois pontos que acho que fazem KanoKari merecer uma chance e não merecer uma chance, simultaneamente. Agora mesmo, apesar do protagonista ser insuportável, ainda me pego pensando que talvez eu deva assistir mais uma temporada só por causa da Chizuru. O episódio 12, que é focado em contar o passado dela, foi incrível.

For me, there are four concepts that predominate throughout the narrative of the Yuusha de Aru franchise: Religion, The Passed Baton, the language of the flowers and the value of the sacrifice. Hero History Apocrypha used them all with mastery.
This review cover only the first volume of the light novel (but the score is for the work as a whole). And it will be divided in two parts, one without spoilers and other with spoilers.
Part 1 - without spoilers:
I admit that when a spin-off for this franchise I love was announced, I was a little afraid. Afraid that maybe it could change something in NoWaYu. Or worse, change that perfect ending of Yuusha no Shou. What I didn't expect was the amount of things Hero History Apocrypha would add to the franchise as a whole. Mainly to the concept of religion and the language of the flowers.
The first volume chronicles the backstage of the NoWaYu events. What was happening in the Taisha as all the events that led to the change of ages unfolded. How each news about the heroes was received and the shock it brought. The chronology of the story is very well located since the first chapter. In addition to showing us how Taisha really looks like from the inside, the work also brings a lot of new information about the religiosity present in the main plot of the franchise. A simple reference to the book "The Science of Near-Death Experiences" was enough for me to understand that this novel wouldn't be a common work in the franchise.
Despite belonging to the Yuusha de Aru franchise, Hero History Apocrypha is not a action genre work. It is actually about humanity, religion, psychology and politics. And as such, it wouldn't work if it were not for the excellence of its narrative and its characters. The first part is divided into three different narrations, by Aki Masuzu, Yoshika Hanamoto and Hinata Uesato. They are the Miko who guided Doi Tamako and Anzu Iyojima, Chikage Koori and Wakaba Nogi respectively, and a brilliant feature of the narrative is the differences between them. Each time the narration changes, it is as if you are reading something entirely different. Aki has a super relaxed way of being, but is radically shaken by unfortunate events. Yoshika is serious and has very strong ideals. Hinata is very intelligent, but has a very low self-esteem. Reading monthly may not be enough to notice, but if you read at once, you'll be shocked to feel so strongly the personality and pain of each of these girls. Among them, I need to highlight Yoshika Hanamoto. She is very different from the other characters in the franchise. Owner of a strong personality, she does no blindly accept everything Taisha dictates. She questions not only the institution, but even Shinju-sama himself. Okay, I know that other characters have already done this in the franchise, Like Fuu Inubouzaki in YuYuYu and Sonoko Nogi in Sonoko in Reminiscence (追憶の園子 Tsuioku no Sonoko), but Yoshika's case is different. She has a religious outlook that comes from before Shinju-sama's presence was known. And she doesn't give up what she learned during her life. Such a character could only exist before Anno Domni, when people still had much more knowledge of pre-Shinju religions. Due to her vast knowledge, she doesn't faithfully accept everything dictated by Taisha and supposedly by Shinju-sama. Even after so much material and among so many incredible characters, Yoshika manages to be a breath of fresh air within the franchise.
Part 2 - With spoilers:
In just five chapters, the work narrated how the events of NoWaYu affected the Miko of the Taisha, and subsequently, how it led Hinata to assume the leadership position within this religious, political and technological institution. And as you would expect, the pain of loss is very severe. Even more because one of the strongest points of the work is the depth of the narrative. Each passage is narrated in a very crude way, without preparing the reader before. It is outstanding how each describes their pain, fears and frustrations. An especially strong one is when Yoshika go out to search the dead body of Chikage. It takes place on a day of heavy rain, and because of that, Yoshika had to go through a flood with the water hitting up to her waist, and as she suffers from aquaphobia, she needs to overcome her biggest trauma. This confrontation is described by Yoshika of a very visceral way. No media other than a book could achieve such a strong narrative. Takahiro's writing skills are more developed than ever here.
Now, about how this first volume masterfully used each of the main concepts:
•Religion: The concept of religion created in the franchise was explored in its best within this spin-off. Yoshika says several phrases that can be interpreted as small explanations of how Shinju-sama's presence affected the world. She also says several terms that had not been used before. For exemple, the possible name of the religion that worships Shinju-sama. And by being a great scholar, Yoshika makes many analogies, paradoxes and explanations about psychology in religion. There are passages in which she explains perfectly how situations of severe stress can lead communities of people to irrational violence. This is something that could easily be proven today, with all this COVID-19 situation. Besides being a character of extreme importance to understand several other events of the Yuusha de Aru franchise, Yoshika is such an extraordinary chracter that she even questions wheather people really have equal values. There's a passage where she says: "What if the damage is done? Just leave it. Even if a city is destroyed, it's not like someone dies. Since seeing Heroes as sacred is part of your Shinjuist doctrine, Koori-sama's life must be more important than a human life, no, dozens, even hundreds of them!"
•The Passed Baton: "Even if they died... Anzu-chan and Tamako were still here. What they left behind would still have meant for posterity." What dou you want to leave behind? What messages? What teachings? The passed baton (託されたバトン Takusareta Baton) is perhaps the strongest and most subtle concept in the franchise. Each novel and anime always makes use of this concept, always showing how small acts of courage can lead the world to a better future. As the struggle and death of each hero was not in vain. In Hero History Apocrypha, this concept presents itself when the characters face the pain of loss in order not to let any death be for nothing. Near the end, the novel uses this concept in a way that makes it connected with all the arcs of the work. Yoshika incites revolt and leadership at Hinata. From there, Hinata starts to be a leading figure in the Taisha, until the end of NoWaYu reaches, when she, together with Wakaba, decided what to do to improve Taisha for the next generation of heroes, when not even human sacrifice would be enough to sustain the wrath of the heavenly gods. These improvements were presented in WaSuYu and later in YuYuYu. Therefore, Yoshika was also responsible for the heroes of the future having managed to defeat the heavenly gods. Again, the passed baton.
•The Language of the Flowers: My personal favorite concept of the franchise. As it is an extremely comprehensive concept, I won't explain it here. I really found it amazing how this novel used it. Chapter four and some parts of chapter five shows how Yoshika faced the grief of Chikage's death, and in one of his last appearances in the novel, Yoshika appears near the tomb of Chikage, in a place filled with red spider lilies and just a single white spider lily. The symbology behind this landscape is really impressive. The red spider lily is Chikage's representative flower throughout the franchise, and it is a sepulchral flower, which means it grows near tombs. Among many things it represents death, abandonment, loss and longing. But is can also represent the afterlife. This flower never reveals its petals and leaves at the same time. For this reason, there is a chinese legend about two elves: Manju, who kept the petals, and Saka, who kept the leaves, but they never met, because the plant never gives flowers and leaves at the same time. But the elves were curious to know each other, so they defied the orders of the gods and made a meeting. Because of this disobedience, the two elves were punished, being separated for eternity. This legend is reflected in Yoshika, who never knew Chikage. And when Yoshika decided to find Chikage, that was not allowed. And they were separated forever and ever. On the other hand, the white spider lily represents chastity and purity. The lily is also the flower that represents the genre of works about love stories between girls in Japan. So I want to acclaim something that made me very happy in this novel. That it was finally verbalizing a girl's love for another girl. This franchise has a lot of queerbait. Most, in fact, I would love to see becoming true (I think all of them, actually). The franchise even went relatively far a few times, with Washii and YuYu, and even further with Wakaba and Hinata, but this time, it was openly stated that Yoshika was passionate about Chikage. It was probably a simple posture of respect that became idolaty and, finally, became love, which after became something even stronger. It was not subjective, it was obvious. And it was beautiful!
•The value of the sacrifice: I don't know if this is exactly a franchise concept. Not officially, at least. But an important fact is that power comes at a cost in Yuusha de Aru. Shinju-sama is not omnipotent. By observing Yuusha de Aru's plot well, you can see that the more power you use, the more things are lost in return. This goes for heroes, Taisha and Shinju-sama. This is very clear in the girls' transformations. In Hero History Apocrypha, this was explained a litle more with Yoshika's questions and in the final part, in which it shows the fire sacrifice with more details than in previous works. Literally Hinata was measured to have the same value as several Mikos. And that is how this wonderful first volume ends. Showing all Hinata's dissatisfaction with the sacrifice. And how she even plotted to take over Taisha's leadership. Uesato Hinata is a Miko!