
Antes de começar a ler Spice & Wolf eu pensava que seria uma história mais suave de ler com um ritmo bom e um "Slice of Life" de viagem bem reconfortante, só que parte disso se concretizou e outra parte não, isso de ser uma história suave de ler foi um erro bem longe... a história enxuta muitas informações que faz com que a leitura seja mais travada, você realmente demora mais do que se espera lendo capítulo por capítulo, no caso também são mais longos só que fica variando bastante, entre capítulo de 17 a 25 páginas e outros para 25 até 32 páginas.
Eu gostei da história até que bem, a interação entre os personagens principais, as reviravoltas mais bem boladas para os acontecimentos com uma boa antecipação e também a parte de economia envolta das conversas são legais, só que não considero o máximo de nota possível por eu considerar que a história tende a ser mais extensa além da conta, entendo boa parte ter uma explicação só que daria para condensar melhor elas ou fazer com que soassem mais naturais conforme a leitura e por causa disso reduzo a nota e também pela arte ser meio capenga em alguns momentos.
Em resumo, para ter uma melhor experiência é bom já ficar extremamente focado e ler com calma para ir compilando as informações e entendendo de pouco em pouco se não tu ficará mais perdido, mesmo ainda tendo como entender os elementos base vai ter vários detalhes que irá deixar passar e esses pequenos detalhes podem ser mais relevantes do que você imagina, espere uma história de viagem que aborda bastante sobre economia e focado bastante na construção dos personagens principais.

Algo que eu gostei é da maneira que o autor atribuiu mais valor em relação as cidades envolta da parte de mercadoria e economia que a obra discute, dilemas e certos problemas que a cidade está passando vão sendo retratados conforme essa discussão na obra e é valorizada dessa maneira, de invés de abordar uma conexão de contemplação ao ambiente e a cultura do local como seria em One Piece o autor representa uma conexão a cidade de forma próxima em que foi feito em Magi, onde a gente aborda a estrutura da economia e dilemas que estão tendo para adquirir dinheiro, eu prefiro muito mais em outras obras pois eu ainda acho que em Spice & Wolf as informações da cidade que são transmitidas pela discussão de economia que está tendo não são feitas de maneira agradável e tão bem organizadas em informações, Magi faz isso sem ser tão enxuto de informações mesmo tendo envolvimento político no meio mas ela não se perde e acaba sendo deixando bem compreensível, agora em Spice & Wolf não é da maneira que mais elogiaria mas que funciona bem nessa temática, um bom Worldbuilding mas não tão luxuoso assim.
O que eu acho curioso é que não lembro de ver com muita frequência páginas duplas envolvendo a ambientação, e das que eu lembro é a do inicio com a apresentação da Horo e depois umas páginas duplas do ambiente da guerra no arco final, e mesmo assim essas páginas não foram lá tão marcantes por causa da arte do autor que eu não acho muito boa, e quando faz o cenário da montanha lá, parece meio simples e não tão boa, mas ainda sim foi legal o momento e eu apoiava totalmente o autor quando fazia páginas com menos informações pois eu estava ficando cansado de tanta informação em alguns momentos.
Se também o autor tivesse abordado uma conexão de maior exploração e compreensão cultural nas vilas e cidades que passavam eu acho que melhoraria na quantidade de informações, sairíamos de momentos em que tem muitos diálogos e passaríamos em locais da cidade só mostrando eles conhecendo a cidade e tentando ter menos diálogos pois mesmo quando tinha isso ainda sim tinha uma quantidade além do necessário com as informações, se abordassem isso de forma mais destacada como forma de aliviar a tensão, ter mais momentos entre os dois e ainda deixar a leitura menos extensa em informações valorizaria ainda mais esse aspecto de Worldbuilding por mim.

Algo que eu achei bem medíocre em alguns casos foi a forma que o autor transmitia as informações, vários diálogos já eram muito diretos ao ponto e não soavam com delicadeza de espaçamento de interações que valorizasse a naturalidade da conversa, a construção de um diálogo para o outro ás vezes era bem meh, a história em si já tem bastante corte brusco de momento para momento e os diálogos muitas vezes pareciam ser meio assim bruscos.
Os diálogos além de extensos com MUITAS informações, ele também certas vezes parecem existir muito mais para informar do que "agir", em uns momentos em específico tinham essas reações só que de forma meio metódicas, conforme a história se passa pelo menos vai soando mais naturais pois vamos entrando melhor na personalidade e perspectiva dos personagens e isso faz com que certos trejeitos e até o diálogo pareça ter melhorado, ainda tem uns momentos que parece meio Infodump meio estranho, mas conseguiu melhorar comparado com o inicio.
Diferente de outras obras que li que é adaptação de Light Novel, essa é a que mais me transmitiu a "essência" das informações que tem na original, não em questão de fidedignidade mas sim de parecer um texto vindo direto da light novel por causa da maneira que é transmitida, não parece algo totalmente "natural" e ornamentado tão bem com o estilo de mangá as informações e ficando mais extensas do que deveria pois pelo menos nas light novels tem essa maior liberdade de ser muito mais específicos e detalhistas, só que essa adaptação em relação as informações que tem da light novel para o mangá eu achei muito medíocres.
O que eu elogio é as informações transmitidas no 1° capítulo, começamos com um monólogo da Horo sobre sua percepção cultural e achei legal isso ao também transmitir uma paisagem graciosa por trás dela e complementando o monólogo de forma boa, tem uns momentos de interação do Kraft onde ele tem uns diálogos com o guarda que indiretamente reflete nesse diálogo o que ele faz e sua função, e algo que eu achei estranho é que tinham informações que ficavam a esmo sem explicação e isso mostrava que provavelmente quando fosse explicada fosse ter maior relevância, que é o que acontece quando a Horo aparece e temos a explicação e relevância por trás do que é um "Horo" que ficava em aberto durante a leitura e que só víamos as pessoas fazendo um "festival" envolta desse tema que não sabíamos, em si gostei dessa parte só que as informações transmitidas entre a Horo e o Kraft são feitas de forma muito monótona e ambíguo sem ter algo que agregue maior destaque na personalidade do Kraft até esse momento, eu achei MUITO estranho essas interações pois parecia muito mais por Infodump do que por ser algo natural pelas interações.
A partir daí as informações muitas vezes eram bem extensivas de formas que pareciam desnecessárias em algum ponto da história e que não soavam tanto naturais assim, somente a partir do arco da Elsa ou um pouco antes disso eu consegui ver uma grande melhora nas interações, eram bem diretas em alguns pontos só que existia uma lógica por trás que já tínhamos compreendido nesse momento e que facilitava muito para não parecerem só um Infodump, eram bem simples sem serem tão excessivos quanto eram antes, até o direcionamento dos acontecimentos ficou melhor ainda, esse arco foi o momento em que eu considerei ter dado um pulo de qualidade e que foi um dos melhores arcos de Spice & Wolf, só acho que a finalização dele foi meio apressada.
Agora outro defeito que eu queria comentar no final em relação aos diálogos é que os momentos de destaque sobre a mudança dos personagens em relação ao Timeskip que tivemos é muito medíocre e sendo colocados de forma muito simplória, tem até umas informações ali que realmente eu fiquei na dúvida do porquê serem tão específicos ou extensos de forma desnecessárias, isso me lembrou que em Undead Unluck também fez a mesma coisa em Spice & Wolf, só que comparado com Spice & Wolf as informações foram ainda mais extensas pois ele viu a necessidade muito maior de ter essa quantidade de informações para boa parte do elenco enquanto em Spice & Wolf foram só com alguns, daria para o autor ter feito isso também com a Elsa, Nora e Eva mas ele decidiu ser menos informativo de forma mais natural do que foi com o Col e uma random que nem lembro o nome.
É uma leitura pesada, só que pelo menos compensa em outros elementos e por ser interessante boa parte das informações, por isso entendo completamente quem achar chato.
Diferente de outras obras que li adaptadas de light novel, esta foi a que mais tentou preservar a “essência” das informações do original, não exatamente pela fidelidade, mas pela forma como elas são transmitidas — quase como se tivessem sido transportadas diretamente do texto. O problema é que isso compromete a naturalidade, já que a exposição soa pouco orgânica dentro da linguagem do mangá e não se integra bem ao formato visual. Como resultado, as informações acabam mais extensas do que deveriam, funcionando melhor no contexto mais detalhista de uma light novel do que em uma mídia que pede mais fluidez, o que faz com que essa adaptação, no geral, pareça fraca nesse aspecto.

Em geral, boa parte dos personagens tinham uma função clara e direta em relação a influência deles na trama daquele momento, mesmo muitos deles não sendo extremamente profundos eles conseguem fazer bem as suas funções na trama e trazer até momentos legais, além dos personagens principais os que considero terem se destacado mais foram o Col, Eva e Elsa.
Os momentos de interação e funções do Col foram muito bons, ele foi como uma maneira de variar ainda mais nas interações entre a Horo e o Kraft e ainda servindo como um aprendiz, ele também serviu como forma de tornar a exposição mais natural pelo fato de estar em aprendizado e o pequeno desenvolvimento dele foi legal.
A Eva acho legal a influência e a maneira que era direciona a trama por essa característica mais dúbia dela como mercadora, ela também acaba criando uma conexão mais especial com o Kraft que é legal, só fiquei bem ruim aquele momento dela dizendo que o seu objetivo é adquirir o máximo de dinheiro por ela ser extremamente arrogante e prepotente... eu achei tão pouco impactante e isso nem é levado muito a sério então fica só algo meio jogado a esmo na personagem.
A Elsa já é um caso dela ter seus dilemas a serem lidados e que são construídos durante o arco dela, ela tentando adquirir coragem para conseguir ser decidida com sua função é bem feito e tem bons momentos de interações com ela sem parecerem mais extensos do que precisava.
Em relação a Nora não considerei ela tão interessante pois teve uma trama e um dilema que tornava ela mais interessante como personagem, mas na maneira que foi trabalhada pareceu meio jogada e estranho.
A Horo em si eu achava meio conflitante no início, parecia ter uma personalidade mais contagiante e marcante do que o Kraft mas ao mesmo tempo tinha diálogos bem abruptos com ela dela mudando muito a direção da conversa de forma que fazia parecer que o autor estava tentando tornar ela mais carismática do que já estava, era uma louquinha que era meio desconexa em relação as interações de forma meio estranha e por isso no inicio eu não me simpatizei tanto.
Conforme a obra foi passando o autor foi fixando melhor seu carisma como personagem e foi retratando ótimos momentos entre ela e o Kraft, a cada vez tinha algum momento emocional que valorizava ainda mais a conexão entre os dois e foi ficando cada vez mais marcante conforme a leitura, ela acabou se tornando mais icônica na obra e eu até entendo pois ela realmente foi bem valorizada conforme a obra foi desenrolando.
E além disso tem bastante sexualização da personagem, pessoalmente não me incomodei mas para outros pode soar desnecessário e só ruim mesmo.
O que eu senti meio decepcionado foi que no inicio sempre era destacado o quanto que sua forma de lobo era aterrorizante ao ponto de até pessoas próximas dela sentirem extremamente amedrontados com ela e por isso que não usava essa forma desde o inicio, algo legal pois chegou em um momento da trama em que foi construído uma tensão enorme onde tudo poderia dar errado e a Horo finalmente se transforma no Lobo enorme para solucionar o problema, algo que sempre foi comentado e dito dentro da história sendo agora utilizado para solucionar um problema e trazer uma reviravolta bem feita, o momento eu gostei bastante já que o autor realmente desenha a forma de Lobo dela de forma mais marcante e todo esse momento tem um destaque de que o Kraft mesmo conhecendo ela ele ainda fica amedrontado enquanto todos os inimigos ficam apavorados e sem nem ter como reagir.
Então... qual seria o problema? o que me incomoda um pouco é que depois desse momento, boa parte das vezes essa transformação é representada de forma menos icônica e aterrorizante como foi no inicio, eu até entendo o Kraft deixar de sentir medo pois a gente já teve uma construção de laço entre os dois que faz eu achar de boas ter esses momentos mais de boas nessa forma entre ela e ele, só que o que eu não gosto tanto é da facilidade dos personagens secundários de se adaptar a essa forma, em específico a Nora, Elsa e Evan tiveram muita facilidade de aceitar essa forma e mal tiveram medo dela, a Nora foi só por algum período mas logo em seguida já estava de boas enquanto os outros 2 mal sentiram medo, além disso até a maneira mais brutal e pesada que ela era representado envolta dos seus inimigos ficou mais soft, deixou de ser tão marcante quanto era na 1° vez e se tornou uma transformação menos amedrontador em geral, se tivesse por exemplo momentos em que a Nora, Elsa e Evan tivessem que fechar os seus olhos para não sentir medo facilitaria para eu aceitar o fato deles não sentirem tão amedrontados com a personagem, agora em relação aos inimigos eu até entendo que o autor quer refletir alguma dificuldade então não tem como ser da mesma maneira que foi na 1° vez onde todos ficaram sem nem reagir de tanto medo que tiveram dela, e até certo ponto também entendo os colegas não sentirem mais medo, só que a representação dela como algo amedrontador na 1° vez foi tão marcante para mim que eu sinto meio decepcionado de ter se tornado "outra coisa" conforme a obra...
É tipo o Super Sayajin 1 virar só uma transformação random e básica do Goku, tem até sentido mas ainda é decepcionante em algum ponto.
E na finalização da história temos finalmente a relação entre os dois se consagrando em casamento, gosto da relação dos dois e com esse final foi bem agradável de se ver isso acontecendo, uma boa personagem e uma das que mais se destaca entre o elenco.

Com essa personagem não gostei mesmo da introdução por falta muito carisma nele logo de cara, ele vai melhorando conforme a leitura e no final consegue ainda ter maior valorização como personagem mas em específico com o inicio eu realmente não gostado dele, com uma introdução bem simples e com poucos elementos que se destacavam para ter interesse por ele.
Nos próximos ele tem isso de servir como Infodump mas ainda sim tentando transmitir algumas características dele em interação ou coisas do tipo, só que até o momento nada que fosse tão memorável, mas conforme progredi a relação entre ele e a Horo vai se destacando e tendo mais momentos interessantes do personagem além de uma personalidade que vai sendo cada vez mais fixada.
Um personagem que sofre de caracterização na introdução mas que vai se elevando na história ao ponto de ser genuinamente um bom personagem.
Na 1° interação entre ele e a Horo eu achei um desperdício, de inicio vemos até uns momentos dele estranhando ela e ficando confuso mas não parece ser nada carismático, ele vê alguém pelada na sua frente e a reação dele é o mais seca possível, normalmente trariam aquela representação do personagem cafajeste com alguém pelada na sua frente, alguma timidez provindo do personagem pela situação constrangedora e mesmo se não sentisse nada o autor iria ter uma construção rápida para caracterizar melhor esse aspecto do personagem mas praticamente não teve nada disso, sendo uma péssima abordagem de retratação do personagem pois de invés de utilizar esse momento para dar mais carisma ao personagem ele é mostrado como alguém seco e que tá pouco se lixando para isso que tá acontecendo.
Conforme a história se passa aí sim a gente vai vendo ele melhorando, o momento dele sendo salvo pela Horo na forma de Lobo é muito bom, essa característica dela ficar devendo para ele é internamente uma justificativa do personagem para "impor" que eles fiquem juntos de sua maneira, no arco final ele tem uns momentos independentes da Horo para solucionar os problemas envolta da Guerra criando ainda mais independência ao personagem, algo que poderia afetar ele é o fato da Horo ser alguém tão forte que poderia tirar o foco e os momentos de destaque do Kraft mas o autor sabia disso e por isso queria que ele tivesse essa característica de tentar ser independente para assim ter seus próprios momentos de destaque na trama, e por isso considero que ele vai sendo melhor caracterizado com o aspecto de alguém rígido, que busca ser independente além do necessário e que trás bons momentos de destaque com ele.

A arte acho nada demais, a quadrinização eu considero razoavelmente fora do convencional das que eu vejo mas que eu acho que o maior problema é a exposição e não no direcionamento, pois quando tem Infodump de coisas que forçam você a pensar muito mais do que algo simples isso trava mais a leitura de tal maneira que eu acho que mesmo uma quadrinização boa não poderia fazer passar de forma suave.
Dororo eu considero um exemplo, ele tem momentos de exposição estranha e conveniente para os momentos, mas sempre é algo simples e fácil de entender pois diferente de Spice & Wolf em que a exposição é extensa em texto e ainda tem conexão grandes de relevância, Dororo tem conexões de relevância mas a história reflete muito mais algo simples e direto e por isso a quadrinização complementa muito bem para passar por essa exposição de forma mais agradável enquanto em Spice & Wolf por terem informações muito mais específicas acaba que isso te faz se prender muito mais a cada explicação e balão de fala e acaba que a quadrinização não consegue compensar o suficiente na minha opinião, mas quando tem poucas falas eu acho até agradável a leitura, só não sei o que dizer dela de forma mais técnica.
A Arte visualmente eu acho bem medíocre, por ser uma obra que eu acho que é mensal pelo tamanho de capítulos isso me fez acreditar que poderia ter uma grande melhora de qualidade mas não é o que acontece, a arte fica melhor só que não é de uma forma memorável ou que se torna muito marcante a diferença, acho que melhorou em questão de Gestual que ficou mais diferente e melhor, o desenho do ambiente é bom só que tem alguns momentos que não é lá essas coisas mas em painéis de tamanho médio consegue compor bem o suficiente o ambiente e também a forma que desenhar os personagens achei que ficou mais bem desenhados, de inicio tinha muito disso dos olhos e do rosto dos personagens serem desenhados de forma muito genérica e também com uns erros e exageros além da conta, e depois foi melhorando e ficando mais fixo a qualidade dos desenhos, só que nada que fosse extremamente perceptível.
Boa parte das vezes a quadrinização não passa das 4 linhas que é até bom, se já tem muita informação em 4 linhas que é o recomendável num mangá imagina se tivesse com mais frequência 5 linhas ou até mais? com 4 é aquele linear entre ficar leve a leitura ou pesada.
E acho que o autor desenha bem os animais, Lobos, Coelhos etc eu vi que pareciam realmente bem desenhados, e ironicamente parece que quando ele faz as capas coloridas a arte parece ainda mais bonita do que dentro da história então eu acho que é mais o peso de se fazer página por página, pois as pinturas são até bonitas.
É isso que tenho a dizer, acho só um bonzinho para medíocre mas tá pro gasto.

O que posso dizer é que as informações e infodump é o que reduz a qualidade da obra junto com parte da arte que não consegue ajudar a elevar tanto ela, mas os diálogos melhoram, os personagens são bons, as discussões sobre economia são interessantes, boas reviravoltas criativas, o Worldbuilding consegue se destacar, gosto de uma obra de exploração e viagem e por isso ganha uns pontos extras comigo e as interações entre a Horo e o Kraft se destacam de maneira boa, diria que ficaria entre 8 e 8,5 então deixarei como 8,2.
Não tenho nenhuma nostalgia com essa obra então é totalmente pessoal e sem levar em conta tanto sentimentalismo por minha parte, espero que tenham gostado e tudo bem gostar dela, se eu tivesse tido mais releitura em relação as informações talvez eu aumentasse a nota mas quem sabe se irei rever ou não.



Antes de começar a obra, eu tinha expectativas mistas. Ao mesmo tempo que ela me parecia excessivamente carregada de informações e detalhes de época, também esperava algo bom por já gostar de The Climber. No fim, a experiência foi bem diferente do que eu imaginava, de forma positiva.
Comparando com The Climber, aqui o autor se solta mais, especialmente no uso simbólico e visual, o que combina com a ambientação. Ainda assim, continuo preferindo The Climber, por achar a narrativa mais linear e envolvente.
Essa é provavelmente a obra mais desconfortável que já li. O gore é bem intenso e detalhado, e a violência é muito menos suavizada do que em outros mangás. Além disso, há cenas sexuais bem explícitas, com pouca censura, o que aumenta ainda mais o impacto. A obra exige adaptação ao seu estilo exagerado e teatral, embora algumas interpretações sejam mais diretas do que complexas.
No geral, a leitura vale muito a pena, mas exige preparo para o estilo do autor. Como já conhecia The Climber, consegui me adaptar melhor. Ainda assim, entendo que possa ser uma obra excessiva para alguns, mesmo que essas escolhas façam parte da proposta de criar esse desconforto.

Um dos recursos que o autor mais utiliza na obra são os simbolismos, tanto explícitos quanto implícitos, muitos deles apresentados de forma visual. Pessoalmente, achei essa escolha excelente, pois ela transmite indiretamente visões e perspectivas da época de maneira criativa, explorando ao máximo a linguagem dos quadrinhos e a composição das cenas. Em vários momentos, esses elementos também servem para aprofundar sentimentos e dar mais dimensão aos personagens, sem depender apenas de explicações diretas.
Na minha visão, isso traz uma variedade que mantém o engajamento constante, já que o autor frequentemente surpreende com representações artísticas inesperadas. Não considero esse recurso exaustivo, justamente porque ele sempre apresenta algo novo e criativo, com detalhes que enriquecem cada momento. Em vez de recorrer apenas a diálogos para expressar emoções como frustração ou angústia — algo comum em muitas obras —, ele opta por comunicar tudo visualmente. Embora algumas pessoas possam interpretar isso como um excesso ou um “enfeite” desnecessário, acredito que funciona muito bem dentro da proposta da história e fortalece sua identidade.
É curioso que temos uma breve explicação da época quando começamos e logo em seguida já vemos 5 páginas consecutivas sem nenhuma fala ou em que eu acho nem tem onomatopeia de som, isso é extremamente ousado já de principio já que ele começa sem nem mostrar o protagonista e quase nenhuma informação, ele transmite curiosidade ao leitor de querer fazer a gente entender, nós vimos tudo na perspectiva de uma criança curiosa que passa pela casa e invade uma sala que não sabemos o que é, só nessa introdução sabemos o status da sociedade em que o protagonista vive mas por trás mostra que tem algo errado na mansão, ambientando e representando algo que para frente será frequente, de representar vários elementos e símbolos trazendo curiosidade e só representado pela imagem, um inicio ousado e que trás curiosidade mesmo sem nem nos mostrar o protagonista.
Algo que eu considero legal é que isso serve de certa maneira como um "desconforto" incompleto, imagina que o Carrasco vai cortar sua cabeça, no momento durante o corte o autor não mostra a sua cabeça sendo cortada... e sim uma espiga de milho, isso é uma maneira de refletir a fragilidade e facilidade de cortar o corpo humano mas ao mesmo tempo esse momento fica em "aberto" e a mente do leitor que reflete o "corte" que aconteceu deixando a mente do leitor "sentir" aquilo em expecífico, tem um momento em que o autor faz algo bem diferente, ele pega o Charles e demonstra ele como um Anjo, uma forma de representar o fato dele estar levando os criminosos pro "céu" ou pro "inferno", a maçã a primeiro momento eu associei com Adão e Eva já que ele estaria representado como o "Anjo" e pela associação bíblica de Adão e Eva eu já direcionei para isso, mas na verdade o Autor vai por um lado mais pé no chão e demonstra que aquilo era a maçã que caiu na cabeça de Newton e que naquele momento ele estaria fazendo os cortes somente usando a gravidade do próprio corpo, isso é legal pois a primeiro momento poderia ser só um corte padrão se fosse somente representando o momento já que o corte com ele caindo é quase o mesmo visual que um corte padrão que ele faria nesses momentos, então trazer essa representação simbólica da maçã ajuda a retratar essa característica momentânea dele tendo que usar o próprio peso, e eu acho que pode simbolizar que a "queda" da maçã estaria levando também a queda do prisioneiro para o Inferno, eu acho que pela representação do Anjo e pela queda ir para baixo e serem prisioneiros que até foram estupradores, faz eu considerar essa interpretação também.
Tem também momentos em que a pessoa tá tendo a morte mais BRUTAL possível e quando finalmente morre o autor tira a parte escura do visual e retrata algo angelical representando não só o alívio da morte e que o cara foi para o céu, mas também o peso para o leitor, estava extremamente brutal, representações extremamente pesadas de escuridão e aí saímos desse momento para um céu lindo, com nuvens brancas e um detalhamento e composição com pouquíssimo preto e o branco destacado, trazendo aquele alívio depois desse momento.
Tudo isso não só ajuda a transmitir o sentimento ao leitor de forma simbólica e visual como também atribuí na ambientação e representação visual da época, tem alguns momentos que vai até um pouco longe refletindo o futuro mas é algo conectado aos objetivos e percepções dos personagens e que conforme essas representações sempre vão refletindo os conhecimentos e visualizações daquela época, isso ajuda a ter melhor compreensão de conhecimentos daquela época que eram bem mais enrijecidos em relação a mitologias, história, cultura etc, ajudando na ambientação e compreensão do leitor a cerca da época, não é muito frequente que essas representações saíam da visão da época, e se ela acaba saindo tipo mostrando o futuro é mais algo "abrangente", não é tipo uma representação da 2° Guerra Mundial ou até da 1° que seriam momentos históricos que o Autor poderia trazer, mas não é o que ele faz, ele se utiliza de informações que JÁ aconteceram, se fosse de informações que provêm além dos acontecimentos atuais isso poderia atrapalhar na imersão visto que as informações que o autor representa visualmente são baseadas nas visões dos personagens também, então é algo fixo e bem feito.

Um ponto que pode incomodar algumas pessoas é o nível de explicitude e detalhamento com que a obra retrata elementos inspirados na vida real, dando uma sensação de grande fidelidade histórica. Ao mesmo tempo, o autor exerce uma liberdade artística marcante nas interações, nos trejeitos e na forma como os personagens se comportam, muitas vezes de maneira quase caricata e fortemente teatral. Vejo isso como algo intencional: o desconforto faz parte da proposta, servindo para transmitir a “distopia” daquele período. O uso do gore e dos exageros reforça essa ideia, mostrando um mundo estranho e distante da nossa realidade. Nesse contexto, o protagonista Charles, por sua postura mais humana e hesitante, acaba sendo o ponto de identificação em meio a figuras tão excêntricas e cruéis.
Esse exagero visual e comportamental, aliado à ambientação e às interações, intensifica a sensação de estranhamento. Em alguns momentos, a obra parece até ultrapassar certos limites de forma deliberada, o que inicialmente pode soar desagradável, mas depois se revela coerente com a proposta do autor. Até mesmo expressões faciais consideradas “feias” podem fazer parte dessa intenção artística. Ainda assim, é compreensível que alguns leitores preferissem uma abordagem mais realista para retratar a época. Para quem já conhece outras obras do autor, essa estilização pode ser mais fácil de aceitar, mas para novos leitores, pode causar um impacto maior.
Comparando com The Climber, fica claro que as duas obras tratam o realismo de maneiras bem diferentes. Enquanto The Climber se inspira em uma figura real, não passa a mesma sensação de reconstrução histórica detalhada. Já aqui, há um cuidado muito maior com informações específicas e com a ambientação, o que cria uma mistura curiosa entre o realista e o surrealista. Esse contraste, somado ao exagero estilístico, pode incomodar ainda mais justamente por parecer tão próximo da realidade. Ainda assim, consegui apreciar ambas as obras, embora reconheça que o nível de envolvimento do leitor com o contexto histórico — especialmente com a França da época — pode influenciar bastante na experiência.
Outro aspecto que pode gerar confusão é a frequência das mudanças temporais. A narrativa apresenta diversos saltos no tempo, o que me fez voltar várias vezes para conferir as datas e tentar me localizar melhor. Em um momento específico, por exemplo, a história aparenta voltar de 1760 para 1750 sem uma transição clara, mantendo personagens com a mesma aparência, o que torna tudo ainda mais confuso. Isso levanta dúvidas sobre possíveis erros de data, seja por parte do autor ou da tradução utilizada. Como precaução, vale a pena acompanhar atentamente a cronologia — por exemplo, utilizando referências como a árvore genealógica da família Sanson — para se orientar melhor. Além disso, há pequenas inconsistências, como menções de passagem de tempo que não batem exatamente com as datas apresentadas, então é bom ficar atento a esses detalhes durante a leitura.
Outra coisa que pode incomodar muita gente e eu acho compreensível é os beijos, até metade da história os que tiveram não pareceram "românticos" de fato, começando com:
1° Beijo (Charles e Jean de Chartois): Os dois tiveram um momento breve em que se conheceram que o Jean beijou de forma abrupta o Charles em pouco tempo em que se conheceram, a maneira que isso é retratada é como algo emocional e que conecta os dois mas ao mesmo tempo não transmite o sentimento do Charles de ser Beijado por ele, parecendo algo que ficou a esmo por ele e não parecia representar nada de especial e depois de ter matado ele, o Charles decide que irá viver como carrasco e que ele "não amará nenhuma mulher", se ele fosse Bi de fato, não teria tanto pessoa essa informação pois querendo ou não ele ainda poderia ficar com um homem então não é como se ele realmente "sacrificasse" os seus prazeres de fato nessa fala e a parte que rolou o beijo pareceu mais uma maneira do autor transmitir um impacto e conexão entre eles do que um "romance" de fato.
2° Beijo (Charles e Luís Augusto XVI): Nesse caso pode até ter parecido mais romântico por causa da conexão que o autor criou mesmo de forma breve e pela ambientação, o fato do Augusto ser alguém que quer ser fora dos padrões impostos pela realeza e não querendo se casar e por isso beijando o Charles realmente transmite uma sensação de algo realmente romântico, só que o problema é... Charles já tem mais de 20 anos e o Augusto tem uns 11 por aí, mesmo sendo coisa da época, isso iria atrapalhar um pouco o aceitamento com o personagem por causa da nossa racionalidade atual do quanto isso é errado, mas de fato não era romântico o beijo denovo... não foi nem o Charles que decidiu beijar a pessoa e sim o Augusto de forma abrupta e o Charles é CASADO e tem 2 filhos ainda nesse momento da história, se o autor quisesse transmitir que é algo romântico teriam 3 problemas: 1° o fato de que o autor não deu foco nisso de que o Charles mesmo sem ser a sua intenção tivesse traído a sua esposa, 2° Charles é alguém muito certinho e tenta seguir a linha conforme o seu posto de carrasco da família, fazer um beijo Gay nessa época seria algo fora do convencional e que poderia ser um elemento de fora da curva do personagem e 3° o fato de que o Augusto que é o Herdeiro de sua família fazer algo desse tipo nessa época seria um grande tabu, só que a história não retrata isso.
Por causa disso nesse momento da história eu entendi que esses beijos eram só uma liberdade artística do autor e que utiliza como somente um elemento de conexão emocional entre os personagens para ser uma retratação que transmite uma relação entre as pessoas da época muito mais dramatizada também, de invés de um beijo na bochecha já é logo um beijo na boca, não tenho tanto problema assim pois eu aceito essa parte teatral e dramática representada dessa maneira, mas entendo completamente quem não gostar tanto disso.
Além desses beijos teve a da Marie-Joseph Sanson com o cara que iria ceifar, e fica nessa ambiguidade de que ela só estava manipulando ele, teve o dela com a Maria Antônietta que aí sim eu acho que foi algo puxado para o Romance que conhecemos e por ela ser rebelde tem sentido até na época, e teve outro em que ela beijou o Alain Bernard quando mais jovem... que fica na mesma provavelmente que o Charles, não acho que foi um romance de verdade como conhecemos, e ainda é estranho pois é uma criança beijando um adulto.
Isso de beijar um adulto na época parece realmente fora da nossa realidade e eu aceitei pois é uma retratação de época onde o autor NÃO está passando pano, ele tá só utilizando isso para demonstrar o quão errado era essa época e tudo em geral soa dessa maneira de alguma forma, então nem considero que é que nem Made in Abyss onde tem momentos errados com menores de idade mas que na maneira que é retratada na história parece que está ali só porquê sim e não com uma intencionalidade do autor, no caso a intencionalidade do autor de Innocente eu consigo ver justificada muito bem pela época em si, eu compreendo quem não gostar disso mas eu consegui me abster para aproveitar disso, a suspensão de descrença da pessoa vai depender.

Essa parte em específico é só para comentar umas conexões do mangá com a história real, boa parte delas é do chat gpt então pode ter algum erro mas se quiserem buscar mais a fundo por confirmação delas vocês tem sua liberdade para fazer isso, eu não tô fazendo isso pois eu considero que está totalmente correto mas sim por uma curiosidade minha já que a história detalha tanto sobre isso.
Em termos de fidelidade histórica, Innocent demonstra um cuidado notável com a ambientação. Os cenários, vestimentas e costumes da aristocracia francesa do século XVIII são retratados com riqueza de detalhes, refletindo um trabalho de pesquisa minucioso. A própria família Sanson, que de fato existiu e atuou por gerações como carrascos oficiais de Paris, é representada com base em registros históricos. Charles-Henri Sanson, em particular, foi uma figura real, responsável por executar diversas figuras importantes, incluindo Luís XVI. O mangá também aborda o estigma social enfrentado pelos carrascos, que, apesar de exercerem uma função estatal, eram marginalizados — um aspecto historicamente verificado.
Entretanto, a obra não se limita a uma reconstrução documental. Ao contrário, ela incorpora elementos estilizados e narrativos que se afastam da realidade histórica. Um dos exemplos mais evidentes é a caracterização psicológica dos personagens. Charles-Henri é retratado como um jovem atormentado, quase poético, profundamente sensível ao sofrimento humano. Embora seja plausível que o verdadeiro Sanson tivesse conflitos internos, não há evidências históricas que sustentem tal grau de introspecção dramática. Trata-se, portanto, de uma construção ficcional que atende mais às exigências narrativas contemporâneas do que à documentação histórica.
Outro ponto de distanciamento está na representação de Marie-Joseph Sanson, uma personagem central na trama. No mangá, ela é uma figura transgressora, com traços andróginos e comportamento desafiador das normas de gênero da época. Contudo, essa personagem não possui base histórica comprovada, sendo uma criação do autor. Sua presença serve para explorar temas como identidade, poder e opressão, mas também introduz elementos anacrônicos, especialmente na forma como questões de gênero são abordadas sob uma lente moderna.
Além disso, Innocent frequentemente exagera na estética da violência e da beleza. As execuções são retratadas de forma quase coreografada, com um lirismo visual que dificilmente corresponderia à brutalidade crua dos eventos reais. Esse tratamento estilizado aproxima a obra mais de uma experiência artística do que de um relato histórico fiel. A guilhotina, por exemplo, embora historicamente precisa em sua função, é envolta em uma aura simbólica que transcende sua realidade como instrumento de execução.
Por fim, é importante considerar que Innocent não pretende ser um registro historiográfico, mas sim uma obra de ficção histórica. Sua fidelidade reside mais na recriação do espírito de uma época — marcada por desigualdade, tensão social e iminência de ruptura — do que na precisão factual de cada evento ou personagem. Ao mesclar elementos reais com interpretações artísticas e invenções narrativas, o mangá constrói uma narrativa envolvente que dialoga com o passado, mas também com sensibilidades contemporâneas.
Assim, a comparação entre a fidedignidade histórica de Innocent e os acontecimentos reais revela uma obra que equilibra pesquisa rigorosa e liberdade criativa. Se por um lado ela respeita o contexto e certas figuras históricas, por outro, não hesita em distorcê-los para explorar dimensões emocionais e filosóficas. Essa tensão entre realidade e ficção é, talvez, o que confere à obra sua força singular.
E além disso que o Chat GPT comentou, eu também acho que é fora da lógica os beijos retratados na história pois Gays eram um Tabu onde não poderia acontecer ao vivo pois isso mancharia eles em relação a sociedade, o autor até faz esses momentos escondidos mas em boa parte das vezes não mostra o quanto isso é um Tabu naquela época, a única vez que deu mais esse sentimento foi com a Marie-Joseph Sanson, então mesmo tendo realmente elementos "LGBT" como é dito nas tags dos spoilers, boa parte das vezes esses elementos não são tratados como a "identidade" do personagem em si e só uma maneira de afeto entre um e o outro.
Boa parte transmite a perspectiva da época, acabamos tendo um desconforto vendo que certas coisas que para eles era normal hoje em dia seria repugnante e por isso muitos deles conseguem funcionar em sua proposta, alguns tentam ser bons e imaculáveis só que a sociedade sempre mostra que nunca alguém bom de fato sobrevive nesse mundo imaculado pela cobiça, ou você faz parte da sociedade em algum momento ou a sociedade te expurgar para o mais obscuro âmago dela, vários personagens tentam sair disso só que nenhum consegue... ou será que não? só lendo para saber se algum jaz a se sobressair por cima disso tudo, será o protagonista a solução para isso?

No início, fiquei um pouco incomodado com a forma como o protagonista é introduzido, começamos com ele demorando a aparecer, quando surge no primeiro capítulo, não recebe o destaque esperado diretamente. Tendo até uma página dupla em que ele está presente, mas não é o foco principal na página, ficando quase oculto, enquanto outro personagem aparece de forma mais evidente. Depois de um tempo, isso começa a fazer mais sentido, pois reflete bem a personalidade dele: alguém fechado, deslocado e em desarmonia com a própria família, quase como um “patinho feio” dentro daquele ambiente.
Quanto à construção do personagem, sinto que no começo ela deixa um pouco a desejar, mas isso muda significativamente ao longo da obra. Conforme a narrativa avança, ele passa a receber mais atenção e desenvolvimento, permitindo compreender melhor suas crenças, motivações, passado e transformações. Mesmo as mudanças mais sutis conseguem ter impacto. Minha única ressalva é que, na parte final, a história divide mais o foco entre diferentes perspectivas, o que acaba reduzindo a centralidade dele. Ainda assim, no geral, considero um personagem muito interessante e bem construído.
No inicio o autor conseguiu deixar bem explícito sua personalidade e trejeitos com o quão deslocado ele é de sua família, meio afeminado também e com alguns momentos que soam muito femininos para também eu considerar uma demonstração teatral do autor para representação de delicadeza do personagem, sua caracterização é boa só que de inicio ele tem uma "relação" muito abrupta com um cara em que logo em seguida seria decapitado pelo Charles, não fez se conectar tanto ao cara que seria decapitado por ter sido muito raso se utilizando de um beijo para tentar retratar uma conexão mais "impactante" mesmo não tendo tempo e elementos de conexão com ele e logo em seguida a gente já ver que ele que o Charles terá que decapitar, é algo que não desmerece o Charles ter empatia pois querendo ou não ele teria dificuldade para matar de qualquer jeito, mas essa demonstração pareceu meio artificial para tentar sentir empatia pela pessoa que seria morta logo em seguida e por isso eu não achei tão bom assim.
Depois disso a gente viu que o Baptiste pai de Charles tava querendo fazer outro filho e o Charles vendo tudo isso enquanto o Baptiste dizia que queria substituir o Charles com outros filhos, isso é até legal como um marco que impactou o personagem só que logo depois temos um pulo temporal já mostrando que ele mudou e que consegue decapitar se utilizando de sua crença religiosa como apoio, algo que eu gostaria muito de ter visto sendo representado dele se adaptando ao trabalho como carrasco e ele lidando com o hate que o pessoal teve depois daquela primeira decapitação que foi extremamente brutal, só que não tivemos isso e achei meio decepcionante pois poderia ajudar ainda mais no desenvolvimento do personagem.
Depois disso aí sim ele se torna mais fixo na construção sem tantas curvas que acabam desvalorizando ou algo do tipo, ele vai se utilizando de sua crença como apoio moral e todas as representações são representações disso de muitas maneiras e quando ele se encontra com o Robert é algo que engrandece o personagem, a relação deles é muito bem feita e performática, suas interações soam muito bem direcionadas e faz criar uma empatia pelo Charles ajudar ele quando precisava de um amparo, o Charles tentando impedir que o Robert seja ainda mais torturado e tentar compreender o motivo dele ter feito aquele quase assassinato do Rei é como se o Charles representasse a nossa curiosidade e durante toda a morte do Robert a gente vê o Charles tentando limitar o máximo possível do sofrimento do Robert de maneiras bem criativas e que faz ele não ser desmerecido como Carrasco e ao mesmo tempo segue seus ideais de tentar trazer mortes menos cruel possível, esses momentos dele com o Robert finais muitas vezes é representado por Simbologias e retratações de como poderiam ter se dado bem se não fosse esse acaso dele ter que matar seu colega, mas isso cria um contraste entre o 1° que a gente viu o Charles decapitando com o Robert, O 1° olhou na alma do Charles e o fez ser repudiado o máximo que possível mas o Robert em nenhum momento demonstra rancor pelo Charles, ele morre sorrindo para o Charles e acho bem legal pois retira boa parte do peso que o Charles sentiria com esses momentos e acho que isso foi proposital do Robert, ele não queria emplacar culpar no Charles mesmo que ele se envolvesse com sua morte pois ele compreendia a função do Charles na sociedade e o entendimento dos sentimentos e a bondade do Charles e por isso eu adoro esse momento pois seria muito desconfortável ver alguém que era tão nobre de sua parte mesmo sendo pobre tendo sua mudança de perspectiva sobre aquele que te deu amparo em seus últimos momentos de vida.
E por causa de alguns acontecimentos nisso tudo o Charles teve uma intriga com sua mãe e seu pai que fizeram se separar, depois disso a mansão ficou em seu porte e assim invadiu o "quarto" de seu pai e descobriu que ele era crente que nem ele mesmo, nesse momento a visão do Charles sobre seu pai parece ter mudado drasticamente, isso é representado de forma meio sútil sobre ele só começar a aceitar seu pai como alguém próximo e a sua irmã destacando essa mudança nele.
A principio o autor estava já destacando a mudança do Charles através de sua irmã enfatizando no inicio que estava que nem o seu pai, mas eu não levei tão a sério pois ela era alguém muito mentalmente instável pelo que tinha sido mostrado anteriormente e até o antigo Charles não iria querer que ela fizesse uma morte tão brutal que só trouxesse sofrimento ao criminoso então eram indícios que por serem provindos de alguém que realmente tinha feito merda eu acho compreensível, até certo ponto vai destacando essa semelhança só que ficava numa linha tênue que não parecia tão igualado essa semelhança com seu pai até que a gente descobre que o Charles também punia seu filho da mesma maneira que o seu pai fazia, nesse momento percebi que não tinha mais volta e sendo transmitida de forma crua e melancólica, essa mudança eu não achei tão forçada e também não achei muito abrupta e soou natural, não é algo tão rápido que nem o caso lá do início e por isso se tornou um bom arco de corrupção ao personagem, soava "explícito" por causa da Marie mas não tanto porque eu não conseguia levar totalmente a sério pois ela já era encrenqueira.
Outro momento memorável foi no "tribunal" que ele teve com os nobres, naquele momento ele tinha sido chamado pelo próprio príncipe nessa festa e ninguém além do príncipe que seria herdeiro sabia dessa informação, e por isso o Charles entrou em uma enrascada pois descriminavam totalmente a sua função como carrasco e o quão maníaco eles consideravam ele por matar pessoas daquela maneira, isso é legal pois é praticamente a visão que teríamos hoje em dia, então mesmo os Nobres ainda conseguiam ter um pouco de "humanidade" de achar grotesco mortes do tipo como espetáculo mas ao mesmo tempo isso também é representado como uma hipocrisia deles pois eles aceitam outros tipos de mortes contanto que seja feita pela escala alta da patente e não por um carrasco como o Charles.
Durante a discussão ficávamos com um receio de como ele se sobressairia da situação, eu pensei em uns 3 métodos.
1° A mais óbvia, o príncipe Luís iria tomar coragem e impor que ele era o convidado que ele tinha chamado, dessa forma o autor iria conseguir retirar o personagem de uma ocasião negativa e poderia ser uma reviravolta a qualquer momento, além disso daria um espaço para o Luís ter o seu momento de destaque e melhorar como alguém que era tímido e não se importava com o seu posto, mas eu acharia esse caminho o mais óbvio a se acontecer.
2° O Charles lida com o tribunal de sua maneira com seus próprios argumentos envolta de todos eles e consegue mudar a visão e se sobressair, algo que elevaria o personagem demonstrando algo que tava meio que faltando de deixar mais explícito suas convicções como carrasco já que antes ele era meio ambíguo envolta do assunto e assim deixando mais sólido os pensamentos dele.
3° Ele acaba sendo preso por causa desse debate e cria um mini arco onde o Luís como príncipe tem que retirar ele da cadeia com a sua patente, seria algo até meio realista pois a cabeça dos nobres é extremamente quente e poderia até perder a moral mas por não aceitarem isso decidissem deixar ele na cadeia de qualquer forma.
No final das contas fomos pela 2° opção, ele demonstrou suas crenças e perspectivas que são praticamente 90% na base de lógicas e enquanto isso o autor ao deixar o príncipe para saber da situação deu uma carta branca pro Charles, independente do que o Charles fizesse e se desce mal eu ainda acharia plausível o Luís retirar ele dessa situação, mesmo que por um dos seus subordinados desce a entender que ele poderia ser afetado por causa disso, meio que ele não ligava tanto para isso de ser herdeiro do Rei e também poderia ser só uma manipulação de seu subordinado para ele ficar quietinho na dele, então isso facilita em conceber um momento de valorização ao Charles onde o autor tem a carta aberta de reviravolta para retirar ele de uma enrascada, mas ao mesmo tempo o autor tem essa carta e simplesmente só não usa e quando tem a reviravolta é por algo totalmente inesperado e que tem lógica pelo quanto eles eram mesquinhos.
O argumento do Charles se resume dele não considerar a sua função como algo inferior aos nobres, pois sua função provêm do que a Majestade decidiu e todas as mortes que ele causa são por decisões do reino e de quem é criminoso então ele não sujaria suas mãos somente por fins pessoais e sim para ajudar Paris em nome da Majestade e que o concede como algo nobre.
É bem lógico, a gente pode ter uma perspectiva diferente atualmente só que nessa época era esses métodos que utilizavam para lidar com os crimes, sendo "corretos" ou não, ainda sim ele tá bem certo pelos parâmetros legislativos induzidos naquela época e é um ótimo argumento que não se baseia tanto em algo mais "emocional" e sim lógico, e acho isso bem legal já que muitas obras mesclam os dois lados só que de forma soam muito mais emocionais do que totalmente lógicos e para aceitar a mudança das pessoas envolta daquilo tem que ser MUITO bem feito na minha visão e caso não seja só parece algo meio genérico como a gente sempre vê, por isso gosto dessa discussão por se destacar de boa parte das obras que tendem a fazer isso.
Outro argumento é que antigamente baseado na crença mais bíblica deles o Carrasco era tipo um braço direito do Rei, e isso o tornava quase tão relevante quanto o próprio rei por ficar ao lado dele.
Isso além de enfatizar o argumento anterior ainda quebra a crença das pessoas envolta e ainda ele mesmo dúvida da falta de lógica deles nem saberem sobre isso, enfatizando muito mais a lógica dele se utilizando da visão que eles deveriam ter de forma um pouco mais bíblica, e disse meio bíblica pois esqueci exatamente no que era em relação ao "catalogado" por eles, pode ser bíblica mesmo mas não tenho certeza
Ele finaliza com seus argumentos se utilizando de exemplo um dos nobres que se envolve na Guerra, falando de "matança" no caso dele não é tão diferente da de um carrasco, só que ele é mais dependente de sacrifícios da sua pátria de invés de fazer o "bem" que nem o carrasco que só mata sozinho e praticamente ajudando a França a melhorar só de matar bandidos que contribui em "salvar" a França, diferente do general que leva vários a sua morte e que só mata "inocentes" e não criminosos já que isso são decisões do rei e não que as pessoas da guerra "estão" cometendo crimes pois isso é dirigido a eles, enquanto para o carrasco a única matança que está tendo é de criminosos, não que defender o próprio país numa guerra é visto como um ato falho e sim de bravura, mas isso não torna o carrasco alguém indigno e que da mesma maneira que o General ele só tá seguindo as decisões de seu rei
Ao se utilizar da função de um dos próprios nobres que mais tem importância e relevância com seu posto e mostrando que eles não são tão diferentes, descredibiliza boa parte dos argumentos que eles tem em relação a diferença social entre ele e eles, levando ele a estar muito no mesmo patamar que eles só praticamente com argumentos lógicos que realmente fizeram eles ficarem dúvida de suas diferenças, mas mesmo assim eu acho que nesse momento eles não aceitariam de qualquer jeito por causa de seus egos de nobres de qualquer maneira, até que um dos Juízes daquele tribunal feito ás pressas cortou o pescoço do general que tinha perdido a discussão, de invés do autor solucionar o problema que o Charles provavelmente teria só de utilizar o Luíz para finalizar o Tribunal ele quebra essa expectativa para finalizar o tribunal ao matar um deles que tava na discussão por causa do saudosismo e mentalidade de um dos juízes que se utilizou também do general ter ameaçado o Charles como pretexto para fazer isso, mostrando também que o Charles estava tão acima que até desestabilizou a mentalidade do general.
E nisso você diria que foi uma solução "deus ex machina" para retirar o Charles dessa situação? na minha visão não é isso, o Autor tinha a carta branca para solucionar esse problema a qualquer momento só com o Luíz, ao mudar o seu método para outro jeito de solucionar o problema acaba quebrando as expectativas de forma boa, é teatral e muito dramático essa mudança repentina mas foi o jeito do autor de quebrar as expectativas e de também mostrar que o Charles era tão bom que independente do Luíz se envolver ou não ele conseguiria influenciar todos ali de alguma maneira e sobressair por cima dessa situação, eleva o protagonista dessa maneira e ainda acaba quebrando a expectativa de forma que não é forçada pois seria tipo um caso semelhante em Jujutsu Kaisen
Durante uma luta o Itadori fica inconsciente e perde para tal personagem, de invés do autor utilizar o Sukuna para solucionar essa "derrota" ele transmite um mistério por trás do vencedor da luta que faz ele desistir de finalizar o Itadori, querendo ou não o autor poderia solucionar esse problema usando algo que já estava estabelecido e que não seria forçado mas ele usa outro método para que traga algo novo que será trabalhado mais para frente e isso é ótimo, pois não soa "deus ex machina" pois em si dentro da trama já tinha uma solução para aquele dilema o tempo todo então o autor se utilizar disso para introduzir outro elemento, e por isso acho tão boa essa reviravolta na discussão do tribunal com o Charles.
Eu já li Kingdom e comparo bastante esse diálogo no tribunal do Charles com a discussão entre Ei Sei e Ryo Fui, pois é uma construção feita para elevar um personagem "bom" que tem decisões que são fora do comum, da mesma maneira que o Charles faz uma matança envolta de uma crença positiva o Ei Sei também faz isso envolta das guerras que ele cria, os dois se baseiam numa crença de que futuramente todas essas mortes iram criar a oportunidade de não precisar mais existirem, os dois envolve questões de épocas mais antigas como Unificação da China e o século 18 da França, e os dois destacam explicitamente os argumentos como maneira de elevar os personagens e fixar suas crenças e dilemas, só que no caso do Charles ele é o único que é utilizado para ser elevado enquanto no caso do Ei sei vs Ryu Fui é para os dois personagens na discussão, mas esse diálogo do Charles eu sinto que é mais lógico do que a do Ei Sei que bota crenças de espirito da humanidade no meio enquanto o Charles se utiliza bem mais da lógica e monarquia daquela época, você pode preferir um ou outro pois eu adoro os dois, por mim são incrivelmente bem feitos praticamente no mesmo nível, agora acho que o autor de Innocent pode ter se inspirado bastante no diálogo entre Ryu Fui e Ei Sei de tanta semelhança que eu vi, e mesmo assim ficou tão bom quanto, já que Kingdom é muito icônico no Japão nada impede de ter se inspirado mesmo.
Depois a gente vai finalizar a obra mostrando que o Charles ele se tornou o seu pai no final das contas, mas com a criação da Guilhotina vemos a sua reação como se fosse algo macabro mas ao mesmo tempo é algo que ajudaria a criar seu objetivo de não precisar de mais carrasco na frança, então ainda dá uma ponta de esperança de uma "redenção", mas só poderei saber se teve quando eu visse a continuação de Innocent que vai demorar para acontecer.
Em geral eu adorei o personagem só que não acho perfeito pois lá no inicio eu achei estranho a mudança meio brusca temporal com algo que iria agregar muito mais ao personagem e que foi descartado, mas depois disso eu só vejo melhoras com ele e além disso mostra um pouco do passado dele mostrando que ele já estudou na escola mas o professor que o ajudava não pode continuar com ele, é algo rápido mas que eu acho bem funcional e que diferente de outras histórias que deixam muitas pontas relevantes ao passado do personagem que não é retratado, as poucas que tivemos foram retratadas que foi essa dificuldade de relação com outras pessoas que o Charles tinha e além disso não vejo muitos elementos em aberto que atrapalham o personagem assim.
Não é tipo um Sukuna da vida que tem revelações importantes do passado utilizados para influenciar na trama na atualidade só que não são retratados e fica só como uma informação conveniente para utilizar o personagem.
Acabei me estendendo bastante nessa explicação e análise dele, mas isso mostra que tem bastante coisa a se comentar com ele, ele é um ótimo personagem e por isso me dediquei tanto a analisar assim.

Com o passar da trama, ela se torna uma das personagens mais ousadas, e isso fica mais claro quando se entende sua natureza dentro da obra. Diferente de muitos outros personagens, que são baseados em figuras históricas reais, ela é uma criação original, o que permite ao autor trabalhar com mais liberdade em suas atitudes e ideias. Isso explica por que ela parece tão à frente de seu tempo e mais destoante em relação ao contexto em que vive.
Pessoalmente, não foi o tipo de personagem com o qual mais me conectei, já que prefiro muito mais a construção do Charles. Em certo ponto, senti que o desenvolvimento dela não foi tão marcante quanto eu esperava. Ainda assim, é inegável que ela cumpre bem seu papel na história, transmitindo uma mensagem interessante sobre liberdade e contribuindo de forma relevante para o andamento dos acontecimentos na trama.
De inicio eu gostei da introdução como se fosse a representação ideal do carrasco que o Charles vê, ele já tinha receio sobre ser um carrasco e quando se depara com as qualidades de sua irmã mais nova ele nota que ela é bem mais bem preparada para isso do que ele, acho que foi com um sentimento de que ele não se via como tão suficiente quanto ela e queria dar melhor oportunidade para ela pois diferente dele que não queria e acabou se tornando ela é o oposto, alguém que tem as capacidades só que não consegue por causa de seu gênero.
Depois de um tempo vimos que ela pôde se tornar carrasco... só que somente depois de ter sido abusada sexualmente pela pessoa que iria tornar ela um carrasco, isso é representado como uma boneca de cerâmica sendo destruída, além de deixar censurado ainda continua sendo muito melancólico isso e quando vai finalmente fazer a sua primeira decapitação ela faz isso da maneira mais errada possível como uma tortura para o condenado, por causa disso o Charles não aceita ela fazer a sua próximo a decapitação pois aquilo foi tão marcante para o público e fora do real que ele não queria que ela fizesse a mesma coisa, ela retruca dizendo que estava igual o seu pai só que no final das contas ela que realmente tava errada na minha visão, ela deu um jeito de finalmente conseguir fazer a decapitação e antes desses momentos a gente vê ela se portando de forma mais ríspida com seu condenado falando que se ele não tem capacidades de ficar de pé durante a execução é melhor que ele se mate logo, porquê diferente de outras decapitações ela teria que matar ele de pé e isso seria muito complicado pelo osso ficar fechado enquanto ele estiver de pé e por isso ela tratou de forma bem séria a situação mesmo sendo um caso em que a pessoa até tentou matar ela anteriormente, mostrando que ela tá tratando de forma bem diferente do que foi anteriormente, ela realmente parece estar mudando.
Quando ele vai ser decapitado ele desaba e cai no chão de tanto medo e não consegue ficar de pé, ela diferente de anteriormente não fica enfurecida com esse tal ato dele, ela respeita e tenta elevar a moral dele e acaba beijando ele para que conseguisse ficar de pé novamente e finalmente conseguindo cortar a cabeça dele.
Mesmo nos sendo dito que a personagem fez isso para tirar proveito dele e conseguir matar o personagem, mostra uma mudança de estado mental dela de não ser tão bruta e impaciente como foi anteriormente e realmente levando a sério sua função e parecendo que teve uma boa mudança nela, essa parte eu gostei bastante além de trazer de novo outra maneira criativa de executar alguém.
Depois de um tempo a história começa a focar mais na personagem e na relação dela com a Maria Antônia, Maria Antônia é representada como uma princesa delicada com vestido e uma aparência bem angelical e na sua primeira aparição mostra que foi derruba uma taça de vinho em sua roupa que forma uma mancha bem na parte "íntima" que normalmente seria a de uma mulher, mostrando que a mulher mais nobre e perfeita é aquela que "amadurece" quando perde a sua virgindade e se torna uma bela dama.
Em contra ponto mostra a Marie como alguém rebelde, fora da curva imposta pela sociedade e toda cheia de sangue extremamente diferente da Maria Antônia, sendo a primeiro uma boa representação da relação entre elas que iria vir daqui um tempo na história.
Quando elas se conhecem a primeiro momento é com a Maria Antônia vendo aquele resquício de rebeldia que lhe faltava com a Marie indiretamente, em sua perspectiva era como se a Maria Antônia com seus olhos transmitisse uma impureza que afetasse ela só pelo olhar, algo meio estranho mas pela base teatral que a obra sempre retrata é aceitável isso.
Só que eu não gosto do fato de que em um dos primeiros momentos em que elas se conhecem já é com a Marie tocando nas partes íntimas dela e ter já essa parte sexual entre as duas, se tivesse sido mais construída essa relação de forma mais longa com diálogos mais interessantes e não só por representações visuais que "nem" aconteceram faria com que eu gostasse mais desse casal, pois mesmo representando essa parte de contraposto que eu gostei, ainda sim as interações entre elas para mim não valorizou tanto o casal e por isso não acho tão bom assim...
Mas eu acho legal que diferente dos momentos "gays" que tivemos com o Charles, nesse caso foi realmente retratado de forma lógica de que por ser um Tabu esse relacionamento seria escondido e por ela ser alguém que é realmente uma rebelde tem sentido esse linha solta da sociedade que ela fez, e acaba sendo o único momento que eu considero realmente LGBT por retratar mesmo mais como uma relação e não quebrar tanto a lógica da época diferente de outros que tivemos.
Depois disso chegou o momento em que o Charles quis que ela se casasse com alguém de sua escolham por causa disso o Charles aceita a disputa entre ela e ele para decidir se ela teria o direito de ser livre do casamento ou se teria que aceitar essa obrigação dele, o Charles começa atacando e analisando a compostura dela de forma muito metódica e por causa disso ela já antecipa essa mentalidade dele e perde a luta, nesse momento percebemos que a "fora da curva" dela foi o que lhe deu a vantagem e que é o que o Charles estaria criticando nela, ironicamente o Charles trapaceia e atira com uma pistola que estava em sua espada.
É injusto? sim, mas eu não fico tão apegado com a Marie pois... ELA TAVA TENTANDO CORTAR A CABEÇA DE SEU IRMÃO, antes tinha até mostrado "ah, o Charles praticamente não derramou nenhum sangue em suas decapitações mas sua irmã fez um mar de sangue" mas acho que era só para indicar a diferença dos métodos e que mesmo assim ela poderia ter o seu alto controle emocional na medida certa, só que quando mostra que durante um combate entre ela e o Charles ela nem precisa matar ele e sim só causar um corte que faça sangrar independente do quão raso seja, ela decida que vai matar ele faz com que aquele momento em que parecia que ela tinha mudado e ficado menos impulsiva tenha voltado... demonstra que ela ainda tem essa parte bruta nela que avinhamos antes e que aquele momento que parecia que ela tinha mudado não foi tão impactante quanto parecia que a obra queria mostrar, eu não gosto dessa decisão dela mesmo o irmão impedindo ela pois a relação entre ela e a Maria Antônia não achei tão impactante quanto poderia ser e além disso era o seu próprio irmão que deu oportunidade para ela se tornar carrasco, essa maneira de ser bruta e querer matar ele por mim dá BASTANTE razão ao Charles por ter trapaceado, eu acho que talvez ele até tenha decidido trapacear pois não duvidava de sua irmã tentar matar ele, ou tu VENCIA e o cara saia MORTO ou ela Perdia e o seu irmão continuava vivo, dessa maneira desde o momento em que ela revelou que mataria o seu irmão já estava explícito que ele venceria a batalha de um jeito ou de outro pois por ser o protagonista obviamente ele não morreria a não ser que ela mudasse de ideia durante a luta que foi algo que não foi demonstrado, e por isso não gostei tanto disso... ela ainda pareceu demonstrar de novo alguém mentalmente instável comparado com o que já tínhamos visto dela e descredibilizando parte da mudança que ela teve.
Depois ela dá um jeito de trapacear com seu irmão e se casar com outra pessoa que era de outra família e que faria ela poder continuar como carrasco especial daquela família, de forma bem criativa eu diria e que tem sentido, além de que ela pediu para ele esperar até que o seu cabelo crescesse mas era proposital pois aquilo era só uma peruca e é legal pois a gente não sabia por dentro da história se aqueles cabelos eram perucas ou não mas poucos momentos antes mostrou a Maria Antônia comentando sobre a peruca de uma das donzelas e isso acaba "antecipando" essa reviravolta indiretamente além de ter sentido pois na época realmente usavam perucas.
Ela se encontra com o Alain Bernard e podemos ver uma interação bem abrupta entre eles e que é construída de forma bem apressada, o seu passado com ele é colocado de forma conveniente para simpatizar com ele colocando um beijo de despedida na boca para tentar trazer mais impacto emocional, a gente vai vendo ela conectando o Alain com o Charles com receio de que ele possa se tornar que nem o seu irmão e tendo o momento da morte dele e ela se lamentando por isso, é algo feito em poucos capítulos que serve mais para criar uma continuação dela como protagonista motivada pelo Alain, e isso eu achei bem meh mas pelo menos pareceu deixar uma mudança na personagem que deixou ela mais "boa" pessoalmente em relação a sua mentalidade, pode ter melhorado bastante na continuação se bobear.
E essa é minha opinião da personagem, o fato dela ser encrenqueira é algo interessante mas pessoalmente não é o que eu mais gosto e sim o auto controle dela conforme a história, tem uns problemas para mi só que ainda é uma personagem boazinha.

Entre os personagens secundários, ele é, na minha visão, o mais desperdiçado e aquele que tinha maior potencial. Não chega a prejudicar o enredo, mas sua participação acaba sendo superficial e apressada, como se suas ideias fossem apenas esboçadas. Ele até traz temas interessantes e reflexões que poderiam enriquecer bastante a narrativa, mas tudo é desenvolvido de forma rápida demais para realmente causar impacto.
No fim, é um personagem que considero interessante, mas que deixa um certo gosto amargo justamente por não ter sido melhor aproveitado. Fica a sensação de que havia muito mais a explorar ali, tanto em termos de filosofia quanto de relevância dentro da trama, o que torna sua execução um pouco frustrante.
Ele aparece junto com um macaquinho ajudando uma garotinha pobre que tava precisando de comida, nisso mostra um pouco dele e eu até gostei bastante do design dele, logo depois já mostra ele vendo a Marie e se encontrando com ela no passado quando ela era mais nova, não temos noção de sua idade na época mas parecia bem mais velho que ela, tem um diálogo mostrando que a Marie não queria ter que dar a fita para os pobres e temos diálogos dele dizendo que o futuro das crianças vai ser moldada pelo laço, depois descobrimos que ele quer fazer uma escola e ele tinha viajado pelo exterior em busca de compreender o mundo, tudo isso sendo apresentado em poucos capítulos e com diálogos não tão sutis, teve até uma conversa entre os dois onde eles explica como que ele voltou para a França e é tudo compilado em só 1 página de exposição direta e sem nada que complemente as informações sendo só jogado em um diálogo, dá para ver o quão apressado o autor tá sendo para fazer a gente sentir empatia pelo personagem colocando todos os elementos que valorizem ele de forma rápida e pouco glamorosa, além disso ele é associado ao Charles de que a Marie tem receio de que ele possa se tornar que nem o seu irmão se tornou e mostrando um pouco de como ele está atualmente, essa associação de contraponto do Alain com o Charles é realmente algo que traria muito potencial ao personagem sendo o lado o oposto do Charles que queria seguir suas crenças mas foi corrompido na rota até ela enquanto o Alain que tinha TUDO para acabar se tornando alguém semelhante e de certa forma vingativo não se tornou isso, tem até isso dele querer lidar com as coisas de forma paziguada sem ter que matar diferente da Marie, o que mais me deixa incomodado é o fato de ter tanta abordagem interessante que poderia ser abordada e sendo colocado de forma tão curta na história e com ele morrendo em poucos capítulos depois, ele serviu mais como gancho para a Marie na continuação mas como personagem foi totalmente desperdiçado e de novo o autor tentou trazer um momento de conexão artificial dela beijando ele quando criança para sentirmos um apresso para a relação deles que mal foi trabalhada durante a história, ele meio que nos ajuda a perceber um pouco mais da mudança de jeito da protagonista comparado com o que conhecíamos antigamente dela, mas não é nada que sustente e acaba sendo uma construção barata genérica de outras obras que tentam trazer um final mais esperançoso e impactante além do que era proposto principalmente, personagem que tinha enorme potencial de conexões emocionais com a Marie, de conexão de contraponto com o Charles e de trazer maior impacto na morte de alguém injustiçado pela sociedade de novo, só que Robert foi muito melhor trabalhado mesmo também.

No início, pensei que ele seria um personagem de aparição rápida, sem tanto destaque quanto o anterior, mas felizmente me enganei. Toda a caracterização dele me conquistou, e a forma como a obra constrói empatia é muito eficaz, tornando-o extremamente cativante. Seu momento de ápice está facilmente entre os três mais impactantes da história da obra, sendo realmente emocionante. Desde sua introdução, já havia indícios de que o autor poderia levá-lo por um caminho muito interessante — e, no fim, seguiu por uma direção ainda melhor do que eu imaginava. Ele transmite uma visão muito humana e admirável, e, para mim, é o melhor personagem secundário da obra.
Quando teve sua aparição na igreja do Charles enquanto rezava já achei que depois dele ter recusado a ajuda do Charles para salvar o seu filho, logo depois ele teve que roubar para alimentar o seu filho e nisso já iríamos ver ele sendo executado pelo Charles como carrasco, pensei isso por causa da mudança de ambiente e por eu ter achado o cara que foi ser decapitado semelhante com o Robert, mesmo se fosse rápido dessa maneira eu ainda iria gostar muito, pois seria a ironia do destino, ele não aceitou o "pão" do carrasco que deu a oportunidade para ele, e isso o levou a ter que cometer um crime que fez ele ser decapitado pela pessoa que lhe deu oportunidade de lidar com a situação, mesmo ele fazendo isso pois ele não confiava nos ricos, ainda sim seria uma morte irônica pelo destino que entrelaçou eles, já seria melhor do que o personagem anterior que o Charles teve que decapitar pois os momentos que tiveram juntos pareceram muito antinaturais e não criou lá tanta empatia pela pessoa, nesse caso o simples já conseguiria funcionar.
Mas o que acontece é que o Robert entende melhor a benevolência do Charles e decide aceitar a ajuda dele, Charles o leva para casa e vemos que seu filho tem um tipo de doença de fará ele morrer em alguns dias, então o Charles dá a oportunidade de passar o tempo com eles até que ele morra e tenha pelo menos aproveitado a sua vida, Robert abalado com tudo isso aceita de bom agrado e respeita o Charles por dar essa oportunidade, só que o autor queria enfatizar o quanto que o Robert é alguém honroso e não quer tirar proveito dessa situação sem nada a devolver, eu acho isso legal para atribuir mais carisma nele por tomar decisões que ele nem precisava tomar.
Descobre que sua casa foi destruída e tudo isso abala a sua moral, ele começa a refletir sobre a diferença entre os Nobres e a Pebre, ele tipo ele nunca nem viu o Rei de fato sem ser pela moeda que tem o seu bolso e tinha curiosidade de saber sobre seu visual de fato, e isso é uma indireta do autor.
A Pebre tem noção da existência dos Nobres, só que eles não o compreende e os veem da mesma maneira como algum nobre fora da "realidade" tendo sangue azul pois o azul era visto como algo raro e nobre por causa dessa raridade, então eles tem noção dos Nobres mas a "visão" deles é fora das suas capacidades.
E na mesma maneira no diálogo dele ele destaca o fato de que os Nobres nem devem notar eles, só que eles tem a noção dos Pobres da mesma maneira que os Pobres tem noção dos Ricos só que a visão dos ricos sobre os Pobres é praticamente inexistente da mesma maneira que a do Pobres tem dos Ricos.
Representando que os dois tem uma divisão em que um não "consegue" ver o outro simbolicamente e sendo mostrado só em um diálogo dele e utilizando a moeda de referência, da mesma maneira que os Pobres devem ter percepção deles pelos itens mais luxuosos que são ás moedas, os Nobres devem ter noção dos pobres através das funções deles na safra, colheita etc, só que nem os Pobres conseguem colocar a "marca" deles enquanto os Nobres conseguem.
Depois disso a gente viu que o Jean pai do Charles veio até o sofá que o filho do Robert estava deitado segurando uma serra em suas mãos e com rosto macabro, nesse momento pensamos que é o que? pois ele já estava sendo alguém que tinha problemas mentais a certo ponto então fica ambíguo isso.
Com isso voltamos e descobrimos que o Robert tentou matar o Rei e por isso iria receber a pior punição possível por tudo isso, mesmo sofrendo tortura ele não abria a boca de forma alguma sobre o motivo de tentar matar o Rei, até que chegamos em sua execução, antes desse momento tem uma grande preparação do autor trazendo informações pelo Nicolas de que ele fez de tudo para deixar o mais brutal possível a morte dele e isso causa aquela ânsia de que tá muito errado, por qual motivo alguém tão bom quanto o Robert fez esse crime? e que a morte dele seria extremamente brutal de forma "injusta" de alguma forma, quando está indo até a plataforma de execução... Robert que até agora não queria gritar pois já pensou que tinha perdido TUDO que lhe restava solta o grito mais agonizante e alto que reverbera pela França... por qual motivo? seu filho estava vivo mesmo depois de meses daquele acontecido, isso faz o personagem decair na profunda lamentação e a coragem que ele tinha é abalada nesse momento... seu único motivo de querer morrer logo sem sentir frustração é porquê seu filho era o que lhe amparava da solidão e agora que ele tava aceitando sua morte ele descobre isso.
O pai do Charles que tinha cortado a perna de seu filho para que ele conseguisse impedir que a doença matasse ele de vez, era algo arriscado mas que ele decidiu tomar essa decisão, na minha interpretação o Charles não arriscaria dessa maneira por falta de coragem que tinha nessa época mesmo que ele de qualquer jeito tivesse só 3 dias de vida, o que eu achei estranho é que as duas pernas pareciam ter "necrosado" no joelho e ele só arrancou uma delas e já salvou a sua vida? isso achei meio estranho, a outra ainda iria parecer em mal estado de qualquer jeito.
Perante sua lamentação o seu filho nem pode ser o amparo emocional pro seu pai pois toda a França quer buscar a cabeça de qualquer pessoa que se envolva com ele, deixando mais melancólico e pesado, ele finalmente confessa que não queria matar o Rei e sim que ele só queria ver se ele sangra e o sangue dele seria azul, nesse momento percebe que os Nobres eram humanos que nem eles, nesse momento eu não acho que sustenta o crime que ele cometeu, mas por tudo que ele discutiu e falou com o Charles, é até confortável saber que ele não queria ser um assassino no final das contas, ele ainda tinha aquela parte mais "nobre" dele e por ele não buscar mais viver na minha interpretação que ele quis fazer isso mesmo já imaginando que seria morto por essa ação.
Ele fala com o Charles e aceita a sua punição, dessa vez ele não culpa e nem fica se lamentando ou botando o peso de sua morte no ombro do Charles algo que eu vi como bem nobre e respeitoso por parte dele, não é que nem o executado pelo Charles que olhou no fundo da alma dele de desprezo e sim um criminoso que compreendemos e sentimos empatia e que além disso não despreza o seu próprio carrasco, sua morte é longa e dolorosa com os cavalos demorando para arrancar seus membros, com as seus tendões sendo cortados para que finalmente pudessem arrancar seus membros e antes disso tudo tiveram que queimar sua mão que foi usada para "tentar" matar o seu rei, e mesmo assim ele disse "faz logo isso, não tem coragem?" mostrando mais um pouco da sua determinação, depois de 3 dos seus 4 membros serem arrancados ele finalmente morre com um sorriso em seu rosto sendo um contraponto ao criminoso que o Charles teve que matar e olhou de forma melancólica e agora era só um sorriso de satisfação, uma morte sofrida mas que ele aceitou... depois disso vêmos ele finalmente subindo aos céus e se livrando do peso, algo extremamente triste mas que trás um alívio pois depois de tudo ele pôde descansar em paz com Jesus, eu adorei esse personagem e tudo envolta dele eu gostei muito, eu acho ele o personagem mais consistente em qualidade do inicio até o fim no mesmo nível ou até acima do Charles em questão de simpatização por mim.

Em relação à arte da obra como um todo, ela é extremamente bem executada. Mesmo quando parece tosca, isso se encaixa na proposta de retratar a época, reforçando tanto sua beleza quanto seu lado grotesco e sombrio. O desconforto é proposital e bem construído, trazendo uma beleza efêmera e inquietante. Além disso, a leitura é sólida, com bom controle dos elementos visuais, evitando que a experiência fique pesada.
Nas representações dos personagens, há um tom quase de cartoon dentro de uma estética realista, o que gera desconforto pelo exagero, presente tanto em nobres quanto em pobres. As roupas são muito detalhadas e fiéis à época, aumentando a imersão. Os rostos são limpos e os cabelos rígidos como perucas — o que de fato eram —, reforçando o aspecto teatral. Tudo é ao mesmo tempo belo e exagerado, e os contrastes e expressões intensificam o impacto das cenas.
As representações simbólicas vão do simples ao específico, sempre dentro da lógica histórica do século XVIII. Quando há referências ao “futuro”, elas são ambíguas e não ligadas a eventos concretos. O simbolismo muitas vezes vai além do explícito, exigindo interpretações mais profundas, às vezes até explicadas pelos pensamentos dos personagens. Isso torna a obra mais excêntrica e teatral, reforçando o impacto visual além do texto. Há continuidade dessa ideia vista em The Climber, aqui ainda mais exagerada. As referências históricas e científicas aumentam a imersão sem descaracterizar a obra, embora para alguns possa parecer apenas estética vazia, o que não considero o caso.
Sobre a leitura e os quadros, o autor alterna páginas com muito e pouco texto de forma bem controlada. Mesmo com complexidade visual, a leitura não se perde. Ele equilibra preto e branco para guiar o olhar e destacar o importante, usando também o contraste de forma narrativa. Em alguns momentos, o branco aparece após cenas muito pesadas como forma de alívio visual, quase simbólico. Mesmo em páginas complexas, as falas ajudam a guiar a compreensão.
Nas cenas de execução, há bastante variação visual para evitar repetição. Algumas são extremamente pesadas, com tons escuros e forte impacto brutal, enquanto outras assumem um tom mais “angelical”, sugerindo descanso após o sofrimento. Isso cria respiros para o leitor e impede que o tema fique repetitivo, mantendo impacto constante ao longo da obra.
O que me incomodou foi a semelhança entre alguns rostos, que em certos momentos causa confusão entre personagens. Também há exageros faciais e de cabelo que às vezes soam cômicos. Em alguns trechos, o detalhamento ficou difícil de perceber por conta da leitura em scan, já que sombras muito fortes podem ter ficado ainda mais escuras, prejudicando a experiência. Por isso, minha leitura provavelmente não refletiu totalmente a obra original.

Tentei deixar o texto das partes sem spoilers o mais sucinto possível, enquanto na parte com spoilers eu reflito mais profundamente. Assim, para quem já leu, há mais conteúdo para aproveitar, enquanto para quem ainda não leu e quer evitar spoilers, o texto fica relativamente menor em comparação. Dessa forma, busco não desagradar tanto aqueles que não têm tanto interesse na obra a ponto de precisar ler um texto muito longo. Ainda assim, ele acabou ficando um pouco extenso, mas espero que tenham gostado.
Eu entendo certas críticas, mas na minha visão, muitas das que provavelmente surgiriam se devem mais ao fato de a obra ser bastante excêntrica e fora do convencional do que necessariamente por ser mal executada. Existem sim alguns elementos que podem ser considerados problemáticos ou mal desenvolvidos, mas, no geral, considero que a obra pende muito mais para o lado positivo em termos de qualidade do que para o negativo.


Essa obra aborda bastante sobre algo meio sóbrio de uma vida pacata e natural, nada que foge muito dessa ambiguidade continua da vida normal, para alguns que esperem ter alguma mudança drástica de valores muito profundos, que espere que a protagonista por ser um robô molde muito a trama para algo um pouco fora da curva ou tenha sei lá uma viagem longa de exploração da vida em si, você pode acabar se decepcionando, mesmo que tenha alguns elementos que vão mais longe do que tu esperaria ainda sim não são o destaque de fato.
O que eu recomendo é ler a obra conforme o seu ritmo de forma calma e suave, é uma obra relaxante que de forma sutil e singela reflete sobre a nossa vida e as possibilidades que a gente pode estar desperdiçando, as vezes ficar no seu quadradinho o tempo todo pode lhe fazer perder oportunidade de aproveitamento e de forma bem normal você vai vendo a história e da mesma maneira que na vida real é como se o tempo passasse de forma muito rápida além do que nós esperamos e isso faz a gente se perder em algum ponto mas sempre com a obra relembrando o quanto que esses momentos que parecem passar em um piscar de olhos é o que molda nossos valores.
Adorei a obra pois me pegou de jeito no que eu tenho vivido até o momento, certas vezes penso que "ah tá, acho que não vai demorar muito" e no final acaba durando mais do que eu esperava e a obra reflete muito bem esse sentimento de que o tempo é extremamente mais raso do que a gente espera, rápido mas ao mesmo tempo parece realmente lento e parando para refletir é singelamente desconfortante ele, é uma história bonita e agradável de se ler e que recomendo para quem prefere obra mais simples e "monótonas" refletindo o que vivemos para ter uma boa associação.

Não diria que comecei a história na perspectiva correta, esperava que fosse um mangá onde a protagonista por ser um robô e ter uma perspectiva de tempo bem diferente por ser um robô iria abordar essa nuance entre a vida dela com os humanos e ela fosse viajando de local em local durante eras e eras e vendo as mudanças conforme o seu tempo passa e usando uma perspectiva meio "humana" para representar como que deve ser vive tanto tempo e ver essas mudanças drásticas de ambiente já que de inicio já tem alguns diálogos dela comentando sobre locais que mudaram bastante, eu pensei dessa forma então sempre fiquei na espera de ter uma longa viagem tipo Otoyomegatari, Frieren, One Piece etc que seguem por esse lado de exploração, isso não é ruim necessariamente pois a maneira de aborda essa vida cotidiana dela realmente é agradável e bem feita, mas quem for ler nessa expectativa que eu tive pode se decepcionar bastante, mesmo tendo uma parte disso não acaba sendo um destaque prolongado na história mas que quando tem também atribuí nessa mensagem que o autor quer transmitir.
Essa perspectiva dela sobre os singelos momentos conforme a história se passa vai mostrando cada vez mais impactante por pegar naquele âmago do tempo que a gente sente passar só que quando refletimos parece que foram rápidos, e é nessa perspectiva que tem foco.
A gente tem tempo e suspiro o suficiente com todos os personagens principais que são envolta da Alpha, as crianças, adultos etc acabam refletindo bem o quanto que eles iram impactar nessa mensagem na história.
O que eu acho que eu não posso dizer que eles são extremamente impactantes como um só, pois todos são usados em conjunto para transmitir a mensagem de tempo conforme a gente vê, de pouco em pouco vamos vendo suas características cotidianas, seus interesses e suas interações que mesmo não tornando eles os mais profundos possíveis acaba funcionando muito bem como associação com o que a história quer que a gente tenha, depois de um tempo o Takahiro começa a amadurecer, ficar mais alto e isso é feito de tal maneira que a gente mal percebeu esse tempo passando, da mesma maneira com a Matsuki, isso eu acho proposital de trazer essa mudança temporal de forma abrupta sem nem informar ao leitor logo de cara pois é uma maneira de refletir a percepção de tempo com a Alpha que da mesma maneira para ela foi como um piscar de olhos, não é de forma tão extremamente enraizado e destacam-te quanto é em Frieren, em que sempre destaca muito isso, mas na maneira que mostra isso na Alpha é de forma bem singela e natural tornando associativo com a personagem e que eventualmente agrega mais valor nela não por ser extremamente profunda mas por nos fazer colocar e sentir na pele o sentimento da personagem só com essas naturalidade.
Sempre pensava "o quão atrasado eu estou?" e isso me preocupava quando via as pessoas envolta e tendo um progresso muito mais longínquo do que eu aparento ter tido, e da mesma maneira esse sentimento é refletido na Alpha vendo que até as suas outras colegas que são robôs seguiram com uma vida mais promissora e menos "isolada" enquanto a Alpha permanecia em seu "cafofo" mesmo que não fosse tão promissor, sendo usado para refletir aqueles que estão muito confortáveis em seu status quo e acabo me apegando a ela pois reflete o que eu sinto atualmente, é algo que marca mesmo de forma singela, a vida passa e antes Takahiro e Matsuki que eram praticamente os únicos jovens que ela acompanhava, agora envelheceram e vão viajar para longe dela, mostrando o quão parada ela está e vendo as coisas envolta dela voando como o vento e não conseguindo acompanhar eles, algo que mesmo ela sendo um robô a gente consegue sentir o mesmo sentimento pois não é exagerado, não é tipo "eles envelheceram tanto que morreram pela idade e ela continuou", não, é só eles amadurecendo e seguindo com seus objetivos de vida, mesmo sendo algo que parece muito mais rápido por ser um robô, isso também reflete nas pessoas que parecem que não estão progredindo e isso faz com que seja mais perceptível a mudança das pessoas envolta, também da para pensar nisso como a época do colegial onde seu amigo próximo que era bem envolvido chegou em um ano em que tiveram que se separar por mudança de escola, ensino fundamental para o médio, etc que lhes fizeram seguir outros caminhos, e por causa disso eu adorei a construção da mensagem, mesmo eu sentindo que tinha certas coisas ali que me incomodaram em certo modo não foi algo que descaracterizou tanto assim.

Na minha perspectiva eu sempre fiquei com isso na mente "será que tem necessidade da Alpha ser um robô?", pois nos momentos iniciais da personagem sempre é retratado de formas que não fazem ela parecer ter tanto essa característica, ela fica "doente", ela interage com as pessoas com bastante carisma sem nem parecer um robô, seu visual é de um humano, ela come, ela bebe, ela dorme etc, fazendo eu me perguntar o quão impactante seria essa característica por si só pois se não fosse por isso não mudaria lá muita coisa na trama, depois de um tempo lendo e interpretando o que o autor quer transmitir eu entendi melhor o motivo de ser um robô e considerei aceitável isso, justifica certas coisas na trama e na maneira que ela se envolve com os acontecimentos e momentos por causa dessa característica de ser um robô, mas digo que não é uma característica EXTREMAMENTE impactante ou algo do tipo, tá ali e se justifica o suficiente só que não faz com que a obra vá por um caminho de retratar profundamente essa característica e nem ficar próxima de algo futurista, que é até bom pois não é o que está proposto.
Em sua personalidade vemos uma garota desapegada que gosta de viver o momento de forma calorosa e de certa maneira divertida, de maneira não muito caricata mas que consegue ser característica boa o suficiente para que a personagem não seja totalmente monótona ou sem graça, funciona bem e é legal essa reflexão por parte de ter conexão com a característica de percepção de mundo dela, algo acolhedor e agradável que a personagem transmite.
Ela é o principio que nos conecta ao dia a dia e cotidiano entre os personagens secundários, é como se entrássemos em sua perspectiva para entender e mostrar os valores pessoais de aproveitar os momentos mesmo os mais singelos que forem, trazendo aquele sentimento de que estamos acompanhando uma vida numa velocidade semelhante com o que a gente sente quando relembramos de momentos e pensamos que foram muito rápidos, e por isso só falarei praticamente delas especificamente pois ela é o que conecta e mais se destaca entre os personagens.
Eu estava achando "pô, ela pega resfriado, ela toma banho, imune a água, come, bebe etc, é praticamente um Humano então qual a necessidade do autor só fazer uma robô de invés de uma mulher normal?", conforme a trama fui vendo que o autor mesclava essa característica dela ser uma robô com a sua perspectiva, ela gosta de ver a mudança envolta pois ela é alguém que por si só nunca vai sentir esse sentimento pois ela é alguém que não envelhece por ser um robô e isso vai sendo referenciado em diálogos tipo, ela conversando com a Matsuki e falando que ela tem inveja do fato deles poderem conviver e viver nos mesmos períodos e serem influenciados pelo tempo lado a lado, isso vai sendo mostrando também quando ela conversa com o Oji-san algumas vezes e entre outras robôs que nem ela pelo que recordo.
Além disso também tem a retratação de que por ela não ter tanta necessidade de alimentos básicos para viver ela pode ser mais desleixada e despreocupada com a sua cafeteria pois ela consegue viver mesmo com um salário baixo, levando a ser uma justificativa base da história do porquê não acontece nada de errado por ela ter poucos clientes.
Depois de um tempo o autor começa a dar mais ênfase na progressão do tempo, de invés de ser algo cotidiano do dia a dia isso ainda continua só que vamos vendo a mudança de épocas, o autor não fala isso de forma tão direta tipo "se passou 3 anos" tipo o que acontece em Innocent, mas só pelo design dos personagens a gente já sente essa mudança sem nenhuma fala, algo sútil e que eu gostei pois refletiu uma mudança de tempo só com o visual dos personagens e não tinha nem que ter uma explicação do tempo que se passou que você já notava na hora, além de representar indiretamente a perspectiva do quão rápido se passou o tempo para a Alpha e a gente sentindo isso na pele da mesma maneira que a gente repensa sobre o passado e lembra o como que isso pareceu rápido.
Um dos momentos que eu mais gostei foi quando ela decidiu viajar por um tempo, eu tava esperando muito por isso e quando aconteceu e genuinamente fiquei empolgado de ver logo isso já que até parecia que o mundo era um pouco fora do nosso convencional e que poderia pelo menos explorar um pouquinho dele, foi isso que aconteceu mas eu fiquei meio triste que isso foi meio breve na história, mesmo com essa mudança de ares que acabou sendo ainda deu para ver que a história ainda continuava com sua mesma atmosfera como era anteriormente não sendo algo que se destoava tanto na história assim, mas só de ter essa mudança já foi agradável.
Eu também achei que iria ter uma viagem por 4 motivos
1° seria uma maneira dela ir passando de gerações e ir refletindo de forma natural o quanto que as coisas mudaram conforme o tempo passou só pelo ambiente, deixando uma reflexão aconchegante de ambientação dessa maneira
2° daria mais destaque para o fato dela ser um robô demonstrando os destaques de ser alguém que não envelhece e sobre suas interações conforme isso, além dela ter literalmente recebido uma câmera que seria melhor aproveitada na história baseado em outros ambientes.
3° iria fazer a gente sair do status quo na história e mudar o âmbitos para ficar menos enjoativo que é algo que muita gente pode ter sentido já que é muito apegado a um local específico e com uma representação de atmosfera que tá ali o tempo todo.
4° vi uma música geek dessa obra e por causa dela pensei que teria mais disso.
E um dos melhores momentos dela é quando ela chora ao Oji-san sentindo que irá ficar isolada em algum momento pois tudo envolta dela tá se esvaindo de forma tão rápida que ela não consegue progredir junto, meio triste mas sendo o rumo natural das coisas.
Não acho a personagem mais interessante possível, mas é a que melhor entrelaça o tempo envolta dos personagens da trama e refletindo muito bem os valores do tempo e da conexão que sentimentos com as pessoas envolta, o quanto que ficar apegado um Status Quo pode fazer você poder sofrer por isso e que a mudança é um passo importante e marcante para viver.
Eu esperava algo mais mundano e mais do campo por assim dizer, acabou sendo praticamente isso mas o autor ainda quis retratar elementos fora da nossa realidade como até algo meio místico ou robótico, mesmo sabendo que só da protagonista ser um robô possibilitava ter alguns elementos envolvidos com uma tecnologia mais avançada eu não botava tanta fé que teria isso pois de inicio era só mundano mesmo a ambientação, no final acaba tendo isso mas de forma retratada que não desqualifica tanto a ambientação mais suave do mundo, não ficando destoante assim.
Outra coisa que eu diria é que eu sinto muito uma vybe brasileira nessa ambientação, me trás muito um sentimento de campo do brasil, também tem alguns elementos que atribuem nesse sentimento e tem até referência ao Brasil na história, então acho que quando lerem podem sentir muito isso por alguma associação que eu acho que não serei o único a sentir.
É simples e direto com alguns elementos fora da realidade somente para trazer algum interesse ou mudança de âmbito que faz a gente querer ainda mais ver esse mundo, não é extremamente complexo e bem explorado tipo um Made in Abyss da vida, mas ele anda lado a lado com a ambientação e o sentimento que a obra quer transmitir.
Tem alguns locais meio estranhos, um mar longínquo onde existem vários postes de luz aleatórios que trás o sentimento de que tem algo de errado nisso, além disso também tem criaturas tipo Peixes voadores que viajam de acordo com o olhar, naves que voam praticamente por anos e meses que não faz som nenhum e que tá praticamente no limite da atmosfera do mundo, um tipo de "criatura" folclórica onde é uma mulher pelada que não fala nada e que simplesmente só aparece quando quer e que fica envolta da praia e das matas aparecendo com mais frequência somente para as crianças e em certos momentos o autor retrata ela de forma bem esguia e com um tipo de sorriso bem esticado, tudo isso faz com que o mundo pareça ser mais do que realmente é a primeira vista e eu sinto que não é para ver isso esperando respostas mas sim só ver com um âmbito de mundo diferente e meio místico que não precisa de respostas.
E essa criatura humanoide pelada que vaga pela mata, eu sinto MUITO o sentimento de ser o tipo de criatura que eu viria no folclore brasileiro, não só por causa das certas semelhanças que eu vejo mas por toda a abordagem da obra me trazer o sentimento brasileiro, tem vez que o capítulo é colorido que cores Verde, Amarelo e Azul são tão ofuscantes que lembram muito a bandeira do Brasil.
Quando junta essa estética de cores, ambientação mais cultural, criatura mística que lembra um pouco do nosso Folclore e tem até referência brasileira, eu fico nessa curiosidade de saber se o autor se inspirou na gente de alguma maneira nessa criação dele.
Não foram pontos que eu fiquei pensando tanto pois estava indo conforme a vybe da obra me direcionava e por causa disso não fiquei tão implicante com isso, mas repensando eu acho que teve certos elementos que pareciam que teria alguma revelação ou momento mais impactante e que no final ficou a esmo durante a obra.
Eu via várias vezes a história alterando da percepção da Alpha com a de uma outra personagem que estaria numa nave acima dos céus que parecia ser aquela que a gente via por baixo na terra, tinha até momentos em que o autor com um diálogo natural revelava que essa mesma mulher era uma "Alpha" da mesma maneira que a protagonista mas a gente sabe que esse robôs são raros então pensei que teria alguma relevância na resolução da história ou até que fosse ela mesma só que de outra linha do tempo só que não foi respondido e ficou só nisso, esse momento pode ter ficado só como uma 2° trama que seria misteriosa e que não foi respondido de forma que agrade e possa ter dado o sentimento de falta de necessidade de ter sido colocado.
Também tem isso de que a Alpha quando tá dormindo ela parece conseguir mesclar seu sonho com a realidade e voar por aí, eu até poderia pensar que é só um sonho mesmo mas tem momentos que até mostra que o Takahiro notou algo no céu enquanto no sonho da Alpha ela tinha olhado para ele enquanto voava, sendo extrema coincidência que não parece que é sem querer, então fica só nessa de destacar esse elemento mas não parecer algo tão relevante na trama, fica meio a esmo em relação com a necessidade de autor de não destacar algo que faça isso ser relevante.
E algo meio bobo mas que eu não vi necessidade é do porquê a câmera da Alpha era mais especial do que o normal? isso indicaria que o desenvolver dela é mais avançado do que os outros desenvolvedores de robôs? deu uma pontinha de dúvida sobre o quão "profundo" é essa conexão tecnológica com seu criador, algo que em até alguns momentos o autor comenta só que fica só por isso, não tô dizendo que é totalmente necessário abordar isso mas aí fico nessa de pensar "precisava disso?", mas não é nada demais, talvez alguém se importe um pouco mais pois isso até poderia trazer algo mais diferenciado e deixar menos "monótono" para a pessoa, mas não me incomodei tanto só quis comentar um pouco sobre.

Ela funciona muito bem, os rostos e caricaturas com os personagens atribuem bastante naturalidade sem descaracterizar extremamente e além disso são facilmente reconhecíveis sem serem rostos muito próximos e sendo distinguíveis.
A quadrinização é muito suave, lembro de um Youtuber que comentou que quando se passam de 4 linhas de quadros faz com que a leitura possa ficar mais pesada, e eu acho que tem maneiras de compensar isso talvez com quadros grandes, poucas falas etc, mas acho que dá para considerar que acima das 4 linhas de quadro é onde fica mais arriscado pois naturalmente sua mente sente mais peso de informações quando segue essa linha, e com Yokohama percebi que com BASTANTE frequência o autor faz páginas que não passam de 3 linhas, tem muitos que também tem quadros enormes, não é a coisa mais inovadora mas faz de tal forma que faz a leitura fluir de forma extremamente agradável e confortável, tu não sente nenhum peso durante a leitura e fluí de forma aconchegante, com muitas vezes pouquíssimas informações que quebrem esse ritmo.
O visual e estética é bom, quando a autora pinta as páginas sempre é com cores bem vividas que deixa ainda mais agradáveis as páginas e que se cria uma estética acolhedora, só tem um caso que saiu do padrão de pinturas mas mesmo assim funcionou muito bem pois retratou bastante cores contrastantes com um ambiente acolhedor e que parece refletido ao sol de forma que parece um tipo de pintura de época.
Algo que notei no inicio era a proporção do autor, tinha uma boa quantidade de vezes que as pernas ficavam muito esticadas, eu não acho que foi algo muito incômodo pois trazia algo mais esguio e em certos momentos funcionava com a cena trazendo um sentimento que ajudava a ficar natural essa "elasticidade" das pernas, funcionava mas eu acho que o autor pode só ter errado nas proporções, mas momentos em que era mais feito para retratar algo esguio mas confortante com o momento funcionava esse "defeito", além das pernas não tivemos muitos erros anatômicos e esse problemas das pernas só foi diminuindo.
Teve poucas vezes que eu vi páginas com 4 linhas de quadro... se eu revesse talvez eu lembrasse de mais, só que eu considero que teve bem poucos.
E é isso que eu acho da arte, ela é calmante e faz bem sua proposta mesmo com certos erros que podem ser propositais ou não.
Mesmo pelo pesares, ainda foi uma ótima história pelo proposto, uma vaga experiência rápida pela dinamicidade criada pelas ondas de um lago calmo mas que é extremamente curto, tem uma história que sabe transmitir a mensagem e apegar as pessoas que se envolvem com ela, uma arte não que seja extremamente memorável mas que é muito boa no que é proposto, quadrinização dinâmica e simples sem querer exagerar desnecessariamente, um final bom que não tenta exagerar e sair muito da linha do proposto que nem acabam fazendo em outras histórias e seguindo uma linha tênue do inicio até o fim sem querer sair muito do rumo e por isso funciona tão bem, essa história é muito boa e recomendaria para qualquer um que quiser uma leitura descontraída e reconfortante que consegue ler em um piscar de olhos.
E tem Tag em Spoilers dizendo que tem Yuri, mas praticamente não tem nenhum relacionamento lésbico.
Acabam sendo só beijinhos e interações que podem parecer isso, mas não resultam nisso


A princípio eu comecei Chainsaaw Man pelo anime e depois fui pro Mangá, na opinião pelo menos até onde a parte que tinha sido adaptada eu preferi o Anime por ter tentado dar um tempo de respiro maior do que foi no Mangá coisa que eu acho que valoriza mais os momentos mais a sós com os personagens que no inicio tentavam se destacar e serem valorizados, não que o Anime esteja totalmente correto de adaptar daquela forma mais cinematográfica mas que eu tive preferência por ele do que o mangá, ou talvez seja só a minha falsa memória em relação aquilo.
Na parte 1 no inicio as coisas acontecem tão rapidamente que quando o autor tenta valorizar alguns personagens em especifico eu não sinto nada, mas depois ele começa a dar mais suspiro e focar nos que mais importa e assim terem momentos realmente muito bons e marcantes, dá para entender muito bem os motivos de vários secundários serem randons ao extremo pois o autor quer retratar um mundo melancólico onde as pessoas se vão com extrema facilidade, a abordagem do Denji em quesito de desenvolvimento é o que mais destaca nele e a parte 1 finaliza de forma boa mesmo com alguns pontos em específico que eu não gostei tanto.
Agora a parte 2 é o que eu menos gostei,acabou em reduzir e regredir o Denji para justificar certas ações e eu não gostei disso, o personagem começou a parecer de novo alguém ainda mais desconexo da realidade e que ficava sendo puxado de um lado para o outro pelos personagens envolta e isso fez eu começar desgostar mais do personagem e a Asa eu senti um desgosto pois estava querendo uma representação de alguém bom pro Denji que soasse menos caótico para tentar trazer finalmente algo mais natural e normal ao Denji visto que ele sempre se envolvia com as piores pessoas possíveis e que queriam matar ele e de novo vimos outra psicopata do tipo, mas acho a construção dela interessante mas em certos momentos considero ambíguo por se utilizar claramente de uma antecipação direta do autor para conectar ainda mais ela com o Denji de forma extremamente específica e ainda no final com uma resolução pior ainda por trás de toda essa construção da relação entre os dois sendo só descartada como se não fosse NADA demais.
Eu acho que tem muitos baixos e altos mas considerei até divertido a leitura da parte 1, fiquei menos envolvido com os acontecimentos na parte 2 e quando teve a resolução de tudo isso pareceu só um desperdício claro do que foi feito, mas valeu o divertimento .

A principio achei tanto faz o inicio, gostei dos dilemas e problemas que o Denji teve que fez ele ficar mais interessante, mas em boa parte das vezes eu não ligava para os personagens secundários por achar eles muito feitos de forma abrupta em relação aos seus dilemas na trama e seus arcos, não me interessaram nada e gostei mais da Power por achar engraçada.
A partir do arco da Reze se construiu uma trama realmente bem condensada e bem feita, sendo redondinha e que trás ótimos elementos de empatia por certos personagens, organiza bem elementos mais sutis de valorização com certos personagens que tornam eles menos vazios do que aparentavam ser, melhora a construção do Denji com um certo desenvolvimento e compreensão melhor do quão vazio o personagem se sente e o quanto a história puxa ele para ele tentar alcançar algo próprio, a arte exagerada começa a funcionar ainda melhor e dá bons ganchos de mistério no meio, realmente bom e divertido.
O Final é algo mais engajam-te e impactante com a finalização boa de dilemas e problemas de certos personagens e mostrando mais coragem do autor, infelizmente ainda tiveram forçadas para que tivesse uma resolução por cima de um problema que o autor impôs como reviravolta, mas em geral foi mais positivo do que negativo.
Não gostei da morte da Rimeno, não tive nenhum apego a personagem mas foi uma boa construção e desenvolvimento pro Aki que conforme vai refletindo ele parece até deixar de fumar depois de uns acontecimentos e sobre sua reflexão de valores de vida realmente valoriza o personagem.
A Power é a Power... ela é bem sonsa durante a parte no inicio mas gostei da interação entre ela e o Denji, de invés do Denji só pensar em Peitos com ela ele simplesmente só trata ela como uma Amiga próxima sem realmente ter segundas intenções, parecendo mais natural do que boa parte das outras interações do Denji com alguma mulher pois ele sempre se vê com grandes interesses afetivos logo de primeira enquanto com a Power vai sendo construindo mais uma brotheragem mesmo ela sendo mulher, e acho legal isso.
O arco da Reze também é muito bom, a resolução dela morrendo enquanto o Anjo se considera um "Anjo" e ela morrendo tentando ir até o Denji e isso refletindo a sua "salvação" da realidade com a personagem e isso sendo quebrado pela própria Makima e deixando ainda mais mistérios no ar realmente é muito bom.
A Makima eu não sou tão apegado assim quanto o pessoal considera, mas como vilã ela foi muito interessante e se envolveu na trama de maneira muito boa com conexões de valores pessoais ao Denji que a manipulava e mostrava o quão ameaçadora era a personagem não pelo poder bruto e sim pelas cartas que ela sabe utilizar mesmo sem ser somente através do Denji, uma boa vilã, só não acho que ela eu me importe tanto por não sentir uma demonstração de personalidade e valores que me compadece de gostar mais dela.

Conforme a gente progride nesse arco vemos que tem algo de errado, a sensação de suspense e tensão somente sendo representado monotonia das causas e momentos sempre retratam que parece ter algo de errado, quando algo parece estar dando certo esse resposta provêm e o autor mudar mais drasticamente o ritmo e os acontecimentos de tal maneira que impacta e fica mais frenético, ao mesmo tempo que quis representar algo estranho mas mais pé no chão de forma um pouco menos abrupta ele também quebra esse status de forma muito boa e ainda antecipando elementos que iram provir para solucionar certos problemas, nem tudo é perfeito mas diria que só encontrei um probleminha no meio ou talvez 2... mas pode ter sido proposital pela perspectiva que o autor quer demonstrar com o Denji sobre seus valores pessoais, mas é facilmente para mim um dos arcos mais coesos e certinho de Chainsaw Man, é aquele que conseguiu valorizar mais o protagonista, teve poucas forçadas e deu o tempo e o suspiro suficiente para valorizar a personagem que estava sendo focada, não consigo entender aqueles que dizem ser o pior arco quando ele faz as coisas tão certinho... talvez seja por ser menos catastrófico quanto os outros mas eu acho isso bom porquê ele controla bem essa dosagem para impactar no momento certo.
Além disso eu vi o Filme, e nele consegue transmitir muito bem os sentimentos e monotomia caótica nos devidos momentos, algo que ainda soa cinematográfico que nem na 1° temporada mas dessa vez de maneira que não seja tão fora do que é Chainsaw Man na minha visão, considerei que ele seguiu bem mais corretamente a estética e exageros de Chainsaw Man mesclados com a estética visual, sendo muito melhor do que a 1° temporada na minha visão.
Uma das coisas que eu mais gostei foi a maneira do Autor de se utilizar da relação do Denji com a Reze para contribuir na percepção de valor próprio do Denji tentando elevar a percepção de mundo ele e tentando dar uma oportunidade ao personagem, isso além de valorizar ele se entra num caminho onde parece que ele ainda está preso na sua perspectiva rasa.
Sabemos desde o inicio que ele tem interesse na Asa, fica extremamente chocado e apaixonada, algo que parece complexo a primeiro momento mas na verdade é só ele reagindo da forma mais simples como a gente conhece o Denji, tentando se conter mas não conseguindo somente pelo fato dela ser fofa, algo que não é tão natural e construtivo assim comparado com um romance mais padrão e por isso combina com ele que é tão emocionado, ele sendo manipulado por causa dessa falta de cuidado somente pela beleza e no final sendo confrontado pela mesma e quebrando a cara, mesmo no final ele tentando reatar não dá certo mas parece que nesse momento ele deu algum passo para demonstrar que ele finalmente conseguiu entender um pouco de seus valores para mulheres, ainda dá para ver que falta amadurecimento em relação a essa característica mas pela minha interpretação a Reze ao desistir de realmente capturar ele e aceitar seus sentimentos seria a saída do Denji de sua "pobreza", alguém que estaria delimitado em sua percepção finalmente poderia ter algo normal, nesse momento ela se propõe a ser aquela que amaria de forma mais natural com o Denji sem querer matar ele, sendo a saída do personagem para conseguir finalmente encontrar uma rota para sua vida e a compaixão interna que ele tanto deseja, só que antes disso ela é impedida pela Makima e assim isso nunca vai acontecer mais, por causa desse momento dela e assim finalizando as chances do Denji e aparecendo a Power que é uma das únicas garotas que ele trata de forma normal e que não exacerba em querer forçar a querer ficar com ela para sentir o amor, algo que poderia futuramente acontecer com a Reze, acho que ainda seria alguém imaturo mas conforme o progresso pudesse se adaptar na mentalidade com a Reze ao seu envolvimento.
Mostrando o quão fechado o Denji está ao se privar de sua vida normal de fato mesmo que ele tente, ainda não consegue e a conexão dele como caçador com o governo impedindo dele de ter a vida que deseja ou entender melhor, pois acima disso tem a Makima impedindo essa possibilidade dele até tentar ser o rato do campo.
Além de ter momentos mostrando que o Denji estava tendo um companheiro tubarão seguindo ele, uma ótima sacada para quando rolasse a reviravolta e o personagem fosse salvo pelo tubarão tornando um "roteiro" mais enxuto e planejado com essas ações, além de também utilizar o Aki e Anjo como ajuda em algum momento.
Tendo os momentos mais calmos no inicio e depois desse alívio o autor quebrar o ritmo lento para o que conhecemos de Chainsaw Man, como um bom equilíbrio para ter os momentos de valorização dos personagens de forma mais calma e depois ter momento de ação totalmente frenética.
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Personagem que durante o arco é utilizada de forma bem redondinha, tem suas interações mostrando um apreço e naturalidade com a personagem com pontas que criam aquela tensão e suspense por trás de suas ações até que tem o momento de clímax que estava sendo plantado conforme pontos específicos até que tem sua conclusão de reflexão interna da personagem que sempre ficou implícito sobre o que ela realmente pensava de fato, fazendo a personagem ser boa e bem feita para esse arco específico, sendo totalmente cabível adaptarem em filme, tanto que eu consigo de boas imaginar alguém vendo o filme sem ter visto a 1° temporada e ainda sim não ficar boiando, o que pode ajudar a primeira temporada é em ambientar o estilo da obra e seus exageros que podem soar estranhos nesse filme para quem não viu, mas mesmo Chainsaw Man sendo extremamente exagerado no caso desse arco ele pega no pé dessa caracterização e até tenta retratar um pouco da perspectiva "cotidiana" que pode provir da Reze nesse arco.
Ela é realmente uma ótima personagem.
<span class='markdown_spoiler'><span>No anime eles dão mais profundidade metafórica com a personagem, retratando o desconforto dessa relação entre os dois com a trilha sonora soando mais melancólica e de certa forma tortuosa mesmo entre os momentos felizes entre eles na piscina, retratando alguns feixes de momentos em que a cena troca para um momento de uma aranha comendo sua presa e no final isso se conectando na resolução do embate entre eles quando o Denji que se torna a "aranha" quando suas serras são usadas como a Teia que prende a sua presa e mudando a perspectiva, antes era só o Denji sendo a presa dela e ela sendo a caçadora e no final mostrando essa mudança de perspectiva somente no visual, coisa que foi extra do anime que valorizou mais eles.
Mas sobre o mistério vai mostrando um pouco desses momentos estranhos dela até chegar no súbito resultado do Denji beijando ela e perdendo a língua, vendo que ele conseguiu ficar pelado junto com ela mostrando que ele se abriu para ela e não foi tanto para o lado "sexual" quando teve esse momento e sim só um momento de diversão, mostra que ela poderia trazer um valor de romance diferente já que ele foi aberto para ela sem realmente ver como um "pervertido" naquele momento, sua personalidade desde o inicio era muito próxima dele, tentando ser o mais extrovertida possível e depois entendemos o porquê, querendo se aproveitar dele por causa disso mas ao mesmo tempo ficando nesse conflito do porquê estendeu tanto o tempo dela com ele para só depois tentar matar a vida dele, mostrando que desde o principio ela tinha conflitos de moralidade dando ainda mais valor a personagem e seu carisma, quando corre até o Denji ela finalmente está decidida em tentar ficar ao lado do Denji e retirar ele do "fundo" do poço, mas com essa decisão ela decaí na escuridão no meio do beco com sua morte pela Makima, isso dá ênfase de que ela poderia influênciar o Denji a ser o Rato do Campo e seguir uma vida de verdade com ela, essas atrelasses entre eles é a salvação que faltava pro Denji sendo evitada inevitavelmente pela Makima sendo o que impede dele prosseguir, arco extremamente redondo e tentando transmitir mais algo poético mostrando a relação do Denji sobre o Rato do Campo e o da Cidade, algo que ele tem a perspectiva rasa de que ainda para ele basta o que é mais divertido e não o que é bom para ele como pessoa.
Valorizando ela como personagem e aprofundando esses dilemas do Denji.</span></span>
Anjo<center>
</center><img width='220' src='https://s4.anilist.co/file/anilistcdn/character/large/b152231-vHM4WlaYIVB5.jpg'>~
Diferente da Reze é um personagem que não está só atrelado nesse arco mas também posteriormente, mas que sua introdução foi nesse arco e boa parte dos seus momentos de construção foi nele.
O que tenho a dizer que mesmo não sendo tanto assim sem dizer spoilers, é que ele da mesma maneira que a Reze atribui mais desenvolvimento e construção ao seu colega, ele cria essa conexão com o Aki que faz refletir sobre seus valores e ao mesmo tempo o Anjo sendo alguém extremamente confuso e ambíguo em alguns momentos, mas que deixa até de certa forma interessante mesmo que não seja lá tão impactante assim na trama.
<span class='markdown_spoiler'><span>A gente vê essa ambiguidade dele se utilizar de sua "contraparte" como justifícativa de suas ações sem ter lógica, se antes ele mata um humano por se considerar um demônio, depois ele decide dar uma chance para o Aki usando de justificativa que ele é um Anjo no fim das contas dando a entender 2 possibilidades.
1° Ele é alguém estranho mesmo que se utiliza dessas 2 características dele ser tanto demônio quanto Anjo para justificar o sentimento de tomar tal ação conforme o conveniente.
2° O Aki fez ele mudar como personagem e assim começou a se ver mais como Anjo depois desses momentos com ele.
Ele serviu muito para o Aki decidir o caminho que ele quer seguir, ele odiava demônios e ficava em retrospecto do quanto odeia eles mas depois ele cria laços com o Anjo ao ponto de sacrificar parte de seu tempo de vida para o Anjo, nesse momento parece que ele começou a se abrir mais as pessoas mostrando sua fragilidade mental e começando a aceitar sua "punição" do tempo de vida, acho que foi a partir daí até que ele parou de fumar pois praticamente ele não parece mais fumar em algum momento da história, podendo ser proposital para mostrar sua mudança conforme começou no arco da Reze, o Anjo também entra nessa ser utilizado como contraponto no arco, como um gancho temático entre o momento da Reze com o do Anjo, enquanto os dois comentam sobre o dilema de rato da cidade vai sendo trocado de momento em momento para criar uma conexão e cortes entre uma cena a outra sem ser brusca, o Anjo que só queria ser o rato do interior tá sendo o Rato da cidade conforme a necessidade e a manipulação da Makima em seu encalço, sendo mais um retrospecto do controle dela como só mais um.</span></span>
<center>Personagens</center>
Separei numa parte somente para comentar do arco da Reze com os personagens "específicos" daquele arco por ter mais foco nele e eu ter melhor lembranças desse arco, e agora sendo a parte focada nos personagens e suas construções na parte 1, tudo que estarei comentando será da parte 1 e depois mudarei para a parte 2 por parecer que o autor altera certas construções conforme o conveniente e também por mudar boa parte do elenco de uma parte para a outra, meio semelhante com Jojo mas não querendo descarta e fazer algo praticamente 90% novo.
Boa parte dos principais me agradaram a partir do meio até o final tendo suas construções bem feitas especificamente com o Aki e o Denji, enquanto a Power é mais nas interações que faltam pro Denji entender melhor seus valores indiretamente que faltam na minha visão, além disso que tem a Makima que eu não considero alguém que eu tenho tanto interesse por valores emocionais de conexão com a personagem mas que vai para um lado de construção de mistério e um resultado realmente intrigante e valoriza era por um certo aspecto na trama que se eu falar será spoiler.
<center>Denji</center>
<center><img width='220' src='https://s4.anilist.co/file/anilistcdn/character/large/b130102-FO1VHNnEnLlB.png'></center>
Se desde os primeiros episódios eu já considerava ele o mais interessante por realmente retratar um bom dilema e valores pessoais desde o inicio, isso vai intensificando conforme vai progredindo a trama até que no final pareça que ele consegui tomar um rumo melhor como personagem deixando a entender que possa ter até algo faltando mas que em prol ainda parece ter progredido bem em relação ao que ele passou até o final dessa parte, infelizmente depois da parte 2 o Autor decide fazer outras coisas que me desagradam com o personagem mas nessa parte 1 ele é mais completo, temos mais perspectiva em relação ás suas decisões, são progredidas de maneira boa e tem uma ótima resolução.
<span class='markdown_spoiler'><span>Durante essa parte ele sempre tenta seguir essa mentira interior dele de que ele tá atrás de Peitos e coisas que façam ele sentir afeto que ele tanto quer baseado em valores muito irrisórios sobre o amor de fato, e durante a história na 1° parte ele vai entendendo melhor isso.
Eu gosto que a Power transmite esse sentimento ao Denji sem precisar ser por interesse sexual, valorizando a função dela como companheira e de certa forma ajudando o Denji a entender os seus interesses de fato, ela é a que mais retrata uma relação "normal" ao Denji e por isso que acho ela legal, a Makima acaba surgindo com uma vilã que faz com que o Denji tenha denovo que retroceder em sua perspectiva de valores, denovo voltando para uma visão mais irrisória depois de perder o seu colega próximo e ela tornar um cachorro, depois da morte da Power ele decide finalmente tentar ir contra essa limitação que a Makima quer impor a ele e finalmente derrotando ela e poder ter sua liberdade ao comer a Makima, engraçado que dava a entender que antes ele queria "comer" a Makima no sentido sexual mas agora foi em outro sentido.
Gosto da maneira que retrata toda a construção do Denji nessa primeira parte e as perdas que ele sofre, e não sendo tão simplório e raso quanto dizem de que essa característica dele é feita só para pessoas "punheteiras" se verem na obra, mas sim uma construção dele tentando entender o sentimento de fato de se sentir bem e acariciado da mesma maneira que em sua vida ele nunca encontrou de fato alguém que lhe trouxesse esse sentimento e ele buscando isso da maneira mais direta e simples que alguém que teve pouco sonharia, no final é:
"Qualquer coisa, é um degrau
Pra quem debaixo, veio" do Rodrigo Zin
Se apegando as futilidades pois ele nunca soube o quão fúteis elas seriam para quem teve algo.
Construída e finalizada de forma ótima, um ciclo que ainda lhe faltava buscar algo tendo uma nova oportunidade de vida com a Nayuta e dessa vez não se atrelando com a Makima e sim tentando moldar sua reencarnação como modo de refazer a sua vida realmente tendo alguma perspectiva melhor do que fora no inicio de Chainsaw Man.
Um Recomeço melhor do que vai acabar sendo...</span></span>
<center>Aki</center>
<center><img width='220' src='https://s4.anilist.co/file/anilistcdn/character/large/b137081-TSrUR3mUJL6r.png'></center>
O Aki eu não gostava no inicio, parecia um personagem sério bem chato e sínico meio Sasuke da vida, só que a trama vai desenvolvendo ele pelas suas decisões e dilemas que vão se opondo conforme os acontecimentos e isso vai sendo criado com uma síndrome de sobrevivente por assim dizer e com uma certa tensão antecipada de acontecimentos que iram rolar com o personagem, que engrandece ele ao ponto de eu começar a gostar dele mesmo.
<span class='markdown_spoiler'><span>Aqui, conforme a progressão da trama, ele vai tentando encontrar um rumo para seus valores pessoais e suas conexões com os colegas. Se antes sua companheira tentava destacar o valor que via na vida dele, ele era meio ambíguo; mas, conforme foi mudando, decidiu dar mais espaço a essas amizades e passou a valorizar mais a própria vida, sem tentar desperdiçá-la em prol da companheira que morreu em seu lugar coisa que futuramente vá se tornar inevitável.
Se antes ela tinha medo de carregar esse peso da perda, no fim quem ficou com isso foi o Aki. Chega um ponto em que sua perspectiva de vida se torna mais “reduzida”, com ele passando a compreender melhor suas limitações e o fato de que pode ter um fim patético. Com isso, ele até sacrifica parte de sua vida pelo Demônio Anjo, alguém que ele passou a valorizar, carregando também esse sentimento de não aguentar mais perdas, assim como a Himeno.
De certa forma, dá a sensação de que ele começa a aceitar sua morte inevitável, considerando decisões de sacrifício como essa. No final, não havia muito o que fazer, e ele acaba morrendo pelo seu amigo e colega, em uma representação bela e melancólica — como se fosse uma brincadeira na neve entre Denji e Aki, remetendo ao passado do Aki com seu irmão, mas agora com o Denji ocupando esse lugar, mostrando o vínculo singelo entre eles.
Seus dilemas e conflitos acabam refletindo em sua sina: o preconceito que tinha com os demônios vai diminuindo, e até aquele que mais desprezava acaba criando um vínculo com ele — não exatamente como amigo, mas quase como um irmão.
Eu não gostava dele no início, mas conforme a história avança, ele melhora bastante, e parece até que parou de fumar — mesmo que, no fim das contas, seu destino já estivesse traçado.</span></span>
<center>Power</center>
<center><img width='220' src='https://s4.anilist.co/file/anilistcdn/character/large/b137079-6yLEUYR3bmpr.png'></center>
Power não tem tanto uma construção de dilemas e problemas envolta dela, mas ela eu considero legal por representar uma conexão emocional com o Denji que soa mais gratificante por trazer algo que nunca se imaginaria de uma mulher para ele sem que ele tenha uma perspectiva de interesse romântico, ela representa uma companheira que é valorizada pelas suas características de forma mais direta e aberta possível com o Denji, sendo da maneira mais natural possível entre os dois e trazendo um valor somente de colegas que o Denji praticamente "nunca" teve com alguma mulher, sempre tendo sua mentalidade puxada para outro lado.
<span class='markdown_spoiler'><span>A Power não tem tanto desenvolvimento como dilemas e profundidade de seu passado, diferente disso o autor foca mais em construir a relação de irmandade entre ela e o Denji, de inicio várias vezes ela é extremamente irritante ao Denji e mesmo com tudo isso ele ainda tem interesse de acariciar seus peitos, acaba tendo o momento e ele não sente nenhum apreço pelo momento, servindo como um teste para ele começar a ver que não é tão simples assim se satisfazer, nesse momento ela retrata a relação mais de colegas muito próximos que se respeitam e valorizam sem ter segundas intenções, algo que o Denji sempre tem com outras mulheres e o fato do Denji não sentir isso com a Power mostra ser algo mais orgânico, mesmo se ficassem juntos eu não julgaria porquê seria aquela relação mais orgânica e não onde o personagem já sente atração desde o inicio só pelas características mais simplórias como ele sempre faz, considero como ela fosse o resgate do Denji para uma perspectiva mais "natural" com uma mulher, tendo momentos que ele até ajuda ela no banho e mesmo assim não sente tesão por ter uma perspectiva mais de colega de fato com a personagem, quando ela morre acaba sacrificando esse valor "natural" de algo que ele sempre tem dificuldade para conviver, além da morte do Aki a Power era a fagulha do senso de "vida" normal que ele poderia até ter, e nesse momento ele decide tentar buscar essa liberdade indo contra a Makima
Por causa disso que gosto dela, acho divertida, descontraí muita coisa, gosta de gatos e além disso vejo como uma forma de trazer algo meio louco mas ao mesmo tempo que consiga retratar particularmente a possibilidade do Denji ter atrações mais banais e naturais em sua vida com a Power sem ter sempre que pensar em 2° intenções, o que não gosto é a forçada de roteiro pro Pochita reviver ela.
Toda vez eu ouvia o pessoal comentando da morte dela e por isso achei que seria marcante, e foi, mas por falarem tanto disso eu pensava que seria realmente o último momento dela mas não foi o caso, ela acaba voltando como um ex machina para solucionar um problema que o protagonista estava tendo e isso força muito na utilização dela de forma artificial, e acho bem problemático.
E ainda lá na frente repete isso de maneira mais exagerada ainda... eu acho uma personagem legal e que consegue contribuir ao Denji.</span></span>
<center>Makima</center>
<center><img width='220' src='https://s4.anilist.co/file/anilistcdn/character/large/b137080-UHcynYNjb5ZU.png'></center>
Makima não é construída como a personagem que mais tem dilemas e problemas que associam o leitor a sentir empatia por ela, mas ela é retratada por outro lado que valoriza ela e que torna ela impactante em volta da obra e extremamente relevante nessa parte 1.
<span class='markdown_spoiler'><span>Em si eu não gosto tanto dela como personagem, eu acho ela meio sem sal em questão de dilemas, profundidade, personalidade, carisma e também de certas interações, mas que acho ela uma ótima vilã.
Conforme o inicio a gente só vê ela como alguém estranho, com uma vybe meio falsa e melancólica as vezes sempre trazendo aquele sentimento de algo errado e isso só vai se intensificando, mostrando ela tendo habilidades que o autor sempre deixa em ambíguo e escondido do leitor, trazendo aquela curiosidade que se mescla a tensão que ela trás no que ela planeja com tudo isso.
Momentos onde finalmente percebemos que ela quer se utilizar do Denji o retrai em sua gaiola de rato para que ele não fuja, tendo noção de tudo que acontece somente usando os ratos para escutar tudo que acontece e nisso indiretamente trilhando como que o Denji segue o que ela deseja, quando vão no cinema assistir vários filmes ela sempre vê eles com aquela cara de entediada e sem graça junto com o Denji, no momento em que ele se emociona ela chora junto.
Isso é legal pois mostra que ela não pode ser tão fria assim para distrair o leitor, pois no que eu interpretei é que ela percebeu que ele estava gostando do filme e decidiu chorar para cativar ele ao se emocionar junto e ele simpatizar mais com ela.
Quando mata a Reze é o momento em a representação da utilização dos ratos indiretamente se conecta ao Denji, pois ele se envolve com esse tema de querer ser um rato do campo ou da cidade e ela manipula exatamente os ratos que nem "ele", nesse beco escuro ela fecha a luz de esperança que ele mal percebeu que perdeu com a Reze, deu até algum sentimento de libertação temporária para ele até que a fechou como se fosse só mais um, mostrando o quão antenada ela está em relação ao que o Denji passa.
Ela vai pegando cada e cada demônio que ele derrota para assim ela criar um exército para ir contra o Chainsaw Man e aí vimos que ela tem uma psicopatia amorosa pelo Chainsaw Man e busca o coração dele que nem todas as outras, o que me decepciona é que eu esperava mais dos demônios que ela tinha roubado dele pois tinha habilidade bem únicas, também achei estranho a maneira que o autor fez parecer que o tempo do Denji para pegar a Makima foi tão longo enquanto ela estava desprevenida, normalmente seria algo mais direto mas ele representou de forma mais lenta... e eu achei estranho essa decisão, mas a resolução tem um bom sentido e considero um bom final, com ela reencarnando e sendo a 2° chance do Denji de ter uma boa vida baseado naquilo que o atormentou.</span></span>
<center>Arte</center>
<center><img width='220' src='https://analiseit.com/wp-content/uploads/2021/06/chainsaw-man-ottimi-risultati-manga-superate-6-milioni-copie-stampate-v5-489425-1024x576.jpg'></center>
Eu não sou tão fã da arte, muitas vezes se vê rostos que são bem estranhos e que eu acho bem feios, as vezes até com os principais parecendo algo desconexo, é algo mais pessoal pois até entendo a intenção de se parecer meio sujo conforme a arte mas eu considero que ás vezes passa do ponto do quão feio são esses rostos aí...
As batalhas são bem exageradas e sujas, eu poderia odiar por serem bem confusa mas eu considero que agradam por serem tão birutas que eu só me divirto vendo elas e o quão legais elas parecem ser.
A quadrinização tem muitas vezes que saí do convencional de forma interessante.
E o design dos Demônios... tem vezes que são super fodas e outros que é tipo "porquê?" tipo, tem demônio que reflete tal medo mas na verdade ele parece algo totalmente destoante daquele medo parecendo que o autor só fez assim porquê deu vontade mesmo, mas considero mais positivo.
Em geral acho mais positiva do que negativa, mas não consideraria uma das que eu mais gosto ou mais marcante por assim dizer, mas dá para ver a marca do autor no traço e estilo, realmente destacam-te, além dele mandar bem com as cores nas capas de forma bem psicodélica.
<center>Ritmo</center>
<center><img width='220' src='https://i.pinimg.com/736x/77/07/72/7707728e40b16e4efc56e39460b8ef0b.jpg'></center>
O Ritmo é bem acelerado, você termina de ler em pouco tempo mas por causa desse ritmo certos elementos de desenvolvimento ou de empatia e coisas do tipo não tem o suspiro o suficiente para marcar, por isso que gosto que no caso da Reze ele deu um bom suspiro, mas ele conforme a história vai tentando inserir momentos de suspiro para valorizar os personagens e isso muitas vezes funciona, a leitura é bem rápida e divertida de se ler só que eu me envolvo mais conforme o meu interesse então acho que minha leitura começou a ser mais valorizada no arco da Reze em que comecei a ter mais interesse enquanto no arco inicial eu não gostei muito não.
Pode desagradar uns e agradar outros, aí vai de sua experiência esse tipo de ritmo mais biruta, exagerado e frenético.
<center>Parte 2</center>
<center><img width='220' src='https://sm.ign.com/t/ign_br/screenshot/default/fxzqht-xkamcb1c_nwkq.960.jpg'></center>
Começando já dizendo que eu não gostei dessa parte, foi até algo que foi bem prático de ler e de certa forma divertido e com um certo interesse em certos momentos mas em geral puxa mais para baixo do que para cima.
O principal foco nela acabou não me agradando tanto por eu ver momentos súbitos em relação a essa construção que fez desvalorizar ela e por eu ter tido uma certa expectativa diferente baseado no que eu esperaria pro Denji nessa construção que rolou, tem MUITO menos personagens que são mais impactantes se centralizando mais somente nos 3 principais eu diria, o resto ou não fede e nem cheira por mim, quando anteriormente na parte 1 tinha mais do que somente 3 personagens que conseguiam ser bem valorizados como a Power, Aki, Reze, Makima e alguns outros que faziam a sua parte bem, sendo melhor como elemento cômico tipo a Kobeni ou trazendo uma caracterização base legal a principio, e mesmo alguns voltando na parte 2 a maioria eu achei bem jogado.
O Ritmo tá bem mais desgovernado.
A arte piorou na minha opinião.
O Protagonista Piorou.
E também a finalização foi com muito desgosto.
Sinto que por uma parte eu vou estar sendo meio injusto pois mal lembro dos capítulos iniciais da parte 2, então quase nada que eu vou comentar envolve aquilo, só lembro que tem conversas interessantes envolta da Asa com uma mulher, a arte eu lembro de estar melhor consistente e além disso o Denji sei que estava melhor.
<center>Personagens</center>
Em resumo eu gostei mais da Nayuta e de certa maneira da Asa/Yoru, eles eu diria que tem um background e momentos que valorizam mais os personagens, só que não gostei do Denji nessa parte por parecer ter tido uma boa mudança na maneira retratada dele que desvaloriza a construção que ele teve anteriormente nessa parte, certas decisões ou ideias de personagens eu sinto que é muito específicos para tentar causar alguma reviravolta no leitor, personagens como os dêmonios mais impactantes sendo retratados de maneira direta e simplista tentando até se passando como algo interessante mas sendo jogado, e alguns personagens que voltam para simplesmente criar uma situação específica tentando se passar como um pouco emocional mas sendo ignorado logo em seguida, em geral eu não me importei com 80% do elenco, coisa que ainda era meio próxima na parte 1 pois tinha muitos personagens que também eram só jogados mas eu entendia melhor o motivo de serem daquele jeito, só que nesse caso é só uma lambança de utilização deles para tentar gerar o máximo possível de reviravoltas e coisas do tipo.
<span class='markdown_spoiler'><span>Alguns até tentam trazer um impacto tipo o Demônio do Fogo retratando essa parte do Denji não ser um bom herói de fato, mas é tão jogado que eu simplesmente só não ligo e até parece que o autor depois desse momento também não liga.
Tem um colega do Denji que tem até uma breve conversa com ele tentando mostrar a empatia que sentiu por ele naquela época em que eram caçadores de Demônios e eu tava até achando legal pois era um suspiro depois de tanto exagero, mas depois disso ele só se explode e continuamos no ritmo que estávamos sem ir logo na decisão do Denji entre acreditar no demônio da Morte ou na Reze.
O grupo de fãs do Chainsaw Man é até legal no Inicio retratando bastante essa fama mas sendo um peso para o Denji a ter que se lidar, é algo problemático que limita suas ações e as reflexões por trás disso realmente são legais.
Certos demônios simplesmente alteram de ambiente e criam situações aleatórias no final de forma extremamente conveniente pro autor tomar aquela decisão, e ficar só por isso.</span></span>
<center>Denji 2° Parte</center>
<center><img width='220' src='https://assetsio.gnwcdn.com/NvTbjbjipRKjSfZRrxJ8CE-1200-80.jpg.webp?width=690&quality=85&format=jpg&dpr=3&auto=webp'></center>
Pior que no inicio eu estava gostando dele, por abordar mais dessa conexão com a Nayuta e tentando seguir uma nova vida e tentando ser um herói parecendo desapegado ao governo e tendo sua própria liberdade, mas no fim ele vai desandando e regredindo mais conforme a 2° parte se passa e chegando num momento que só acho ele um mongoloide a maioria do tempo e retratando temas que não ressoam tão bem com ele quanto foi na parte anterior.
<span class='markdown_spoiler'><span>Eu adoro a Nayuta com seus diálogos meio possesivos mas que trás aquela comédia engraçada e divertida entre os dois, eu gosto desses momentos dele tentando ser como um irmão mais velho ou tentando salvar a "Makima" dando a oportunidade de ser outra pessoa nessa nova reencarnação e tentando seguir com sua vida até que conhece alguém que tinha interesse, eu adoro a Nayuta como esse pilar de envolvimento emocional e desenvolvimento ao Denji para ter um progresso até bem diferente na parte 1, o problema que eu vejo nele é que ele segue um caminho onde esse lado sugestivo dele sempre pensar em sexo e coisas do tipo acabam se apegando tanto ao personagem que não parece algo interessante tipo na parte 1 em que isso era só uma maneira de retratar o apresso que ele queria por valorização e reconhecimento e sim acaba se tornando uma "flanderização" do próprio personagem, deixando de ter minucias nesses momentos e ficar só realmente um boçal pervertido por base disso, pensando só em coisas sexuais, seguindo vários direções por causa disso e não criando uma interação menos sugestiva com a Yoru/Asa, coisa que eu queria pois iria retratar questões de valorização do romance entre os dois de forma mais natural, tentando ser menos só pervertido de maneira rasa como ele tinha de perspectiva lá no inicio e se tornando algo progressivamente uma relação saudável que não é o que se torna, reflete isso do inicio até o fim.
Acharia melhor se fosse um reflexo mais próxima da Power, tentando ser alguém carismática que não é tão pirada assim como a Makima ou o que acabou se tornando a Reze e depois mudando, algo meio pirado mas controlado mas não é o que acontece, pelo direcionamento que tava sendo a parte 1 eu acharia mais cabível tentar refletir mesmo que algo exagerado sendo algo mais pé no chão pelo menos e não repetindo aquela doida psicopata que quer matar o Chainsaw Man denovo, eu acho que isso próvem um pouco da minha expectativa e interpretação então entendo se vocês consideraram a Asa o exemplo ótimo para ele, mas para mim não acabou sendo.
Mas tem até momentos legais entre eles mas acaba sendo tão desperdiçado que é só frustrante mesmo.
Depois disso o Denji finalmente vai ter o que tanto queria que era o sexo, mas não acontece pois logo depois aparece uma desordem de demônios que faz o Pochita e o Denji serem devorados e o Pochita precisa se devorar para alterar a cronologia... eu ODIEI isso, o Pochita durante boa parte das vezes nunca aparecia e quando aparece é para solucionar um problema da maneira mais forçada e abrupta possível.
"Power Morreu"
Pochita aparece e revive ela do nada, sem nenhuma compreensão de suas capacidades antecipadas para isso e só aparecendo do nada e solucionando o problema, mesmo sendo temporário ainda foi relevante para a resolução principal do problema.
"Tudo vai ser destruído" ele simplesmente se devora para se apagar da existência e alterar a realidade sendo que toda vez que o Chainsaw Man devorava alguém ele nunca mudava a cronologia do tempo, sempre continuava do jeito que a gente estava vendo só que com mudança de "detalhes" atuais
Além de não ser uma construção de decisão de compreensão e escolha do Denji e sim algo partido do Pochita, ele tinha outro interesse e o Pochita foi e alterou o tempo sem sabermos exatamente como seria já na outra linha além de entrar na "contradição" de não ser esse Denji que veríamos na outra linha do tempo... regrediu tanto mas tanto que o autor literalmente regrediu o tempo pro personagem.
E eu odiei essa mudança de tempo pois mesmo o autor tentando retratar que teve algo que fez com que pudéssemos acreditar que ele estaria bem nessa nova realidade, simplesmente não é o suficiente.
A maioria das vezes ele é visto com uma cara apática parecendo alguém sem perspectiva própria de fato que nem a gente viu lá no inicio, isso faz criar muita dúvida se ele realmente vai se sair bem nessa nova realidade.
Também tem o fato de que não é por ajudar a Asa a se livrar de seu demônio que isso vá fazer a gente acreditar que o Rumo dele é muito diferente do que vimos e se será positivo, pois tem várias perguntas no meio sobre como será várias situações que podem FERRAR com a vida dele.
Outro problema é que ele ainda está trabalhando para o governo, que demonstrou ser um pé no saco do personagem e que nessa realidade ainda está muito atrelado e envolvido, como será a sua perspectiva de valores estando no governo nessa realidade? como será a Nayuta no lugar da Makima? ficam dúvidas que não ajudam a trilhar mais especificamente como poderá ser essa vida "boa" do Denji.
E se o problema era o fato dele ser o Chainsaw Man, Parábens pois ele ainda vai continuar sendo e ainda reviveu o Pochita que era para estar morto criando mais uma conveniência para esse Deus Ex-machina que ele foi.
Além disso ainda fica a dúvida se ele ainda tem aquela doença pois a Power até recuperou os seus ferimentos sérios mas mesmo assim não fez isso com seu olho, sua bola e talvez nem um dos órgãos dele, provavelmente vá recuperar depois quando virar o Chainsaw Man.
Ele foi reduzido para o que a gente viu lá no inicio com várias brechas sobre como seria sua jornada daí em diante... tem ainda mais coisa que complica isso e por isso não gosto nem um pouco dessa resolução dele pois o autor mesmo tentando passar uma vybe boa ainda retrata ele como alguém particularmente fudido e sem perspectiva de vida ainda, ficando tudo a esmo e teoria para concluírem do jeito que quiserem.
Ridicularizando muito o personagem na minha visão.
Digo que tem elementos que indicam a possibilidade dele ter uma vida diferente em relação ao outro loop temporal, mas não é o suficiente para sanar as dúvidas o suficiente sobre como será sua jornada se será realmente algo mais positivo mesmo e nem uma retratação de mudança boa visto que basicamente ele é praticamente o que vimos no inicio de Chainsaw Man, precisando de mais capítulos para ficar melhor isso.</span></span>
<center>Nayuta</center>
<center><img width='220' src='https://static.beebom.com/wp-content/uploads/2023/02/Nayuta-in-Chainsaw-Man.jpg?quality=75&strip=all'></center>
Por mim essa personagem na parte 2 foi a que melhor representou a "salvação" pro Denji e por isso gosto tanto desses momentos entre eles, parecendo algo tipo irmão mais velho e irmã mais nova que se respeitam, suas interações são divertidas e a personagem ainda tem alguma características associativas com a sua versão anterior pelo que aparenta, só digo que é uma boa personagem para o que está proposto.
<span class='markdown_spoiler'><span>Ironicamente em seu final foi sendo devorada como uma comida que nem a Makima... nesse ponto eu estava chocado do autor ter sido tão brutal e direto assim além de ter matado os cachorros anteriormente, foi bem ousado e marcante essa cena e a partir daí também comecei a ter algum receio sobre o que vai vir depois disso pois ficou meio aleatório os acontecimentos, mas a personagem teve um momento marcante nesse caso.
Agora se eu gostei dela voltar? não, se já não basta eu achar mal feito e extremamente covarde do autor ao ponto de soar só artificial para agradar o público, ela em si pareceu âmbigua
O que ela tá fazendo ali trabalhando para o Governo? tem alguma intenção por trás ou é só por benefício que ela está ali?
Por qual motivo é a Nayuta e não a Makima sendo que naquele momento da história a Makima não tinha morrido para ser trocada, pareceu só uma mudança do autor para ter o fan service nesse final mesmo que não tenha lógica.
Se continuasse morta ficaria melhor, ainda não seria mais um caso do autor revivendo mais um personagem de forma forçada só para agradar o público que nem foi com a Power</span></span>
<center>Asa/Yoru</center>
<center><img width='220' src='https://animehunch.com/wp-content/uploads/2023/01/Asa-Mitaka.jpg'></center>
Em resumo achei interessante a personagem e seus dilemas de ser alguém tão deplorável quanto o Denji e isso se conectar com ele, só não gosto tanto por preferência e no final tem uns momentos dela que eu acho estranho por seguir a mesma linha caótica aleatória que o autor estava seguindo e que teve que meter conveniências no meio sem lógica, conflitos meio estranhos ou abruptamente conectar um momento do passado dela nesse linha caótica que tava acontecendo, mas não é uma péssima personagem.
A Yoru é uma personagem extremamente esquizofrênica, mudando suas decisões conforme a vontade e extremamente confusa e bem estranha, acho que ás vezes é até engraçado essa mudança dela caótica mas não acho lá essas coisas ela, por parecer que ela é puxada de um lado para o outro pelo autor se utilizando dessa mentalidade caótica e só acho estranho.
<span class='markdown_spoiler'><span>Eu tinha odiado a finalização dela, mas depois de refletir alguns argumentos que vi por aí achei compreensível gostar da resolução dela na viagem do tempo já que isso fez com que ela talvez pudesse realmente ter uma vida normal depois dessa mudança de linha temporal, só não gosto nada dela não ter ficado com o Denji por que a bosta da parte 2 sempre destacava essa relação entre os dois de forma extremamente descarada, não é tipo um Boku no Hero que soava um pouco mais sútil mesmo tendo momentos de destaque, não era um Naruto em que a relação da Hinata com ele era de vez em quando muito mais destacada e no resto mais jogado ou sei lá um Jujutsu Kaisen que teve pouco também, nesse caso era o mais EXPLÍCITO a relação deles e o quanto que o autor buscava deixar eles o mais próximos até sexualmente, para no final só descartar isso que estava tendo durante toda a parte 2, a maioria claramente vai ficar decepcionada com isso pois sentiu que o arco da relação entre os dois foi para nada.
Sendo o maior problema que eu vejo, e isso pode até provir por perspectiva mas quando o autor destaca tanto isso obviamente o pessoal vai ficar com essa perspectiva pela construção que teve, realmente uma decepção mas não tanto quanto o Denji...</span></span>
<center>Pontas soltas/Dúvidas</center>
<center><img width='220' src='https://animeflix.com.br/wp-content/uploads/2025/08/arco-do-Chainsaw-Man-pode-ser-cancelado-na-serie.jpg'></center>
Vou pegar uns exemplos de dúvidas que eu vi e outras que eu tive mescladas, para tentar pensar nessas brechas na história nesse final que tivemos.
qual é o momento da história?
Ao mesmo tempo que dá para ir pelo lado de ser só o começo mesmo, dá para interpretar a possibilidade ter um time skip por causa de certas conexões, em relação a isso bem que poderia ter só deixado mais explícito representando certos momentos mais "icônicos" ou em texto, o nível de necessidade disso eu acho médio, tem uma relevância para deixar mais atenuado o leitor mas dá para aceitar
O Pochita resetou o mundo e voltou pra um ano atrás?
Tem esse dilema... pois antes toda vez que víamos que o Denji devorava um demônio os acontecimentos continuavam os mesmos, se isso acontece de qualquer jeito já que foram devorados vários demônios e ainda acontecia a luta da Yoru contra o Denji, então pela lógica de alguma forma mesmo com essa mudanças não deveríamos voltar para o ponto que estávamos antes desse reset só que com algumas diferenças? e se nada a única diferença é que comparado as outras vezes a gente só regrediu a perspectiva para ver o que resultou nessa mudança de tirar o demônio e que em algum momento chegaremos no Apocalipse? Então o mundo estaria na merda de qualquer jeito, caramba, isso não complica para trazer uma mensagem positiva que era o que o autor estava tentando fazer? o nível de relevância é alta pois isso atrapalhar a mensagem que o Autor está retratando.
Ou continuou a partir daquele momento?
Se foi isso, aí deixa ainda mais confuso desnecessariamente e que acho menos provável, mas teria sentido já que todas as vezes que a gente viu um demônio sendo apagado da existência a gente sempre continuava no presente, acho a relevância disso baixa pois dá só a entender que a gente regrediu mesmo, mas é mais por um furo de lógica do poder do Pochita mesmo que o autor fez por conveniência.
Porque a Power estava naquele lugar?
Eu concluí que era muito só a conveniência do autor e também querendo fazer referência descarada com Look Back, acho de relevância média pois se tivesse seria legal como justificativa e localização do que ela estava fazendo
Como o Denji conseguiu sobreviver todo esse tempo sem o Pochita?
Era só uma Motosserra... não tinha nada demais no Pochita pelo que lembro, mas ao mesmo tempo uma Motosserra é melhor do que uma faquinha, pois o Denji era um Pobre Fudido e dificilmente ele teria algo tão decente quanto uma motosserra para se defender, sem escopeta ou coisa do tipo então acho de relevância média por ser cabível a dúvida mesmo, mas não achar tão discrepante assim para dizer que estraga a mensagem ou o tema
Como a Power salvou o Denji?
Ela só foi poderosa e matou o resto e fez um contrato para salvar ele... nada demais, relevância baixa.
E a doença do coração do Denji?
Essa dúvida é BEM relevante, mesmo que tenha lógica a Power poder curar ele, não mostrou ela curando seu olho direito, sua bola ou dizendo que curou um de seus orgãos, pode dar a sensação de que ela não curou a doença e ficar muito ambíguo pois se ele continua com a doença ele poderia muito bem morrer pouco tempo depois desse acontecimento, diria que é de relevância média pois dependendo pode ficar em relevância alta por falta de justificativa e de quanto tempo passou que teria matado ele com essa doença.
Porque ele ainda tem o coração do Pochita?
Muita gente eu vi dizendo que ele tem uma boa vida pois ele agora ele não é o Chainsaw Man sendo que ele ainda vai continuar sendo o Chainsaw Man... isso complica pois deixa muita margem futura de como que vai ser depois disso, ele vai se transformar em Chainsaw Man eventualmente, pelo menos vai recuperar suas partes do corpo, mas vai voltar com esse ciclo de busca pelo Chainsaw Man? visto que na parte 1 isso atazanou a vida dele? pô, aí a vida dele vira um inferno, então acho que isso é de relevância alta pois implica em como que será a vida dele depois disso e se ele conseguirá lidar com essas eventualidades de ser o Chainsaw Man de novo, pode acontecer a mesma merda que foi em toda a história no final das contas.
É algo literal ou só uma representação?
Sendo Literal atrapalha o sacrifício do Pochita deixando ainda mais ex machina e atrapalhando possivelmente a vida do Denji, sendo uma representação fica só mal feita pois nem deveria existir motosserras e que torna essa possibilidade improvável, por causa disso considero relevância baixa pois tem tudo para ser só literal mesmo.
Se é literal, o Denji não tem mais a doença pro causa disso?
Não acho que ele não tenha pois acho que a doença só sumiria no momento que ele se transformasse, mas pelo menos iria retirar a doença nesse momento, mas pelo tempo que deve ter passado acho que ele deveria já ter morrido por essa doença, nível de relevância baixa
Então por que ele estava cuspindo sangue?
Provavelmente pois só se transformando para curar, nível de relevância baixa
Se é representativo, a Power salvou a doença dele? Como?
Seria com o contrato curando ele, mas só curou pelo visto os ferimentos pois o olho, órgão e bola esquerda não parecem ter se recuperado, então relevância média
O demônio das armas não existe mais nesse mundo?
Isso é complicado... a Makima buscava o Denji para ir atrás do demônio das Armas, mas o que faria ele deixar de existir nessa realidade? provavelmente não conseguiriam encontrar com tanta facilidade sem o Denji e como seria o objetivo da Nayuta nisso tudo, e também tem o envolvimento do controle do demônio das Armas e a conexão com o passado do Aki que o fez ser do governo, então é relevância alta.
Como uma CRIANÇA como a Nayuta é chefe de uma divisão da defesa pública?
Não sei... acho que seria por uma justificativa idiota e simples provavelmente, ela faz o que querem pois eles estão dando coisas para ela e ela é útil, então relevância média (acho média pois isso ajuda a compreender a diferença dessa Nayuta para a Makima que conhecíamos)
Como ainda existem motosserras nesse mundo?
Totalmente sem justificativa, mesmo que concluíssemos que o Denji criou uma motosserra, não foi ele que fez e sim a Power, além de que por ele ter criado fica complicado a Ada já saber o que é uma motosserra, acho de relevância alta por parecer só uma conveniência do autor só para meter um fan service que até virou meme de tão ridículo
O Pochita é outro demonio?
Se a Motosserra ainda existe fica nessa ambiguidade se o Pochita seria só outro demônio, relevância alta pois se existe essa possibilidade é só IDIOTA deixar em aberto algo tão relevante na história.
Como o Pochita se comeu num mundo mental, na cabeça do Denji?
É estranho... mas aceitável por ser um mundo exagerado e tosco mesmo, relevância baixa.
A Kobeni não entrou pra defesa pública e virou prostituta? ~~
A coitada já foi ignorada de novo... já não sabemos o demônio dela e tem isso, mas por ser tão irrelevante na mensagem e até na história, relevância baixa.
Tem muita coisa que é """"implícita"""", são tantas que3 isso deixa de ser só um final em aberto como "Monster" e sim só um final confuso cheio de brechas que até atrapalham a mensagem que o autor quer retratar nisso tudo além da forçada de barra para que isso aconteça.
Poderíamos ficar criando milhares de teorias de tantas pontas soltas tanto para algo extremamente negativo ou positivo do jeito que a gente preferisse pois esse final é extremamente em aberto e eu acho que a única coisa que dá para ter melhor compreensão de como deve ter prosseguido os acontecimentos é na vida da Asa pelo fato da única coisa que mais afetava ela já ter sido solucionada.
<center>Arte</center>
<center><img width='220' src='https://preview.redd.it/has-fujimoto-drawing-quality-badly-dropped-in-the-last-v0-0bzpo061m0ab1.png?width=3006&format=png&auto=webp&s=8ac1b95d4f70e1500adec81f44e7261170d7b97c'></center>
Na minha opinião a arte deu uma boa piorada nessa 2° parte, ficando mais suja do que já era antes com lutas ainda mais exageradas em questão de traço, também o traço ficou mais grosso, teve menos sombreamentos e detalhamento deixando bem mais direto e simples comparado com a parte anterior em relação ao desenho dos personagens no padrão, o jeito que desenha as reações e choro dos personagens ficou ainda mais estranho fazendo parecer até que estão derretendo e acho que a gesticulação deles ficou um pouco mais estranha, no último capítulo ela melhorou e também no inicio da história ela estava melhor, mas por um bom tempo recebíamos capítulos que além de curtos pareciam mais feios do que era o de costume, achei bem meh essa arte na parte 2, até que ainda tinham lutas legais só que não tanto quanto na parte 1.
<center>Ritmo</center>
<center><img width='220' src='https://cosmonerd.com.br/wp-content/uploads/2022/07/cosmonerd-chainsaw-man-parte-2.png'></center>
Do inicio até a metade estava de boas, parecia semelhante e sólido ao lado da parte 1, acelerado mas com certos momentos de suspiro só que próximo do final ficou tão caótico e desconexo que eu só tava lendo a esmo para chegar nos capítulos vendo que dava para ver que o autor só estava colocando aleatoriamente os elementos mesmo que não fossem ser levados tão a sério depois tipo o demônio do fogo.
Ainda dá para ler rapidamente e rápido, só que deu para ver que o autor perdeu a mão nesse exagero, mesmo assim consegui aceitar essa parte.
<center>Finalização</center>
Posso finalizar aqui dizendo que eu achei boa a obra por um geral só que nada surpreendente assim e por isso deixo em 7,5, pela parte 1 ela é bem melhor em abordar os temas e a consistência geral dos elementos e a obra em geral até na parte 2 ainda dava para se divertir com o exagero.
Nunca irei entender quem gosta desse final pois parece que o autor só largou a mão, entendo que ele passou por dificuldade mas boa parte dos mangakás passam por dificuldade e isso não acho que impede das pessoas não gostarem do que ele fez pois querendo ou não tá ali para ser consumido pelo público além de terem vários autores que tem a opção de dar um tempo da obra e depois voltar para conseguir voltar com tudo mas não foi o que ele quis então ficou nisso de invés de uma parte 3, decidiu largar ela por provavelmente não querer continuar com uma obra tão longa e fez isso, então tudo bem criticar, só não precisa desmerecer o autor como pessoa.
E sinto que a parte 2 fez com que tanta gente lesse a esmo que por causa disso aceitaram o que o autor fez mesmo sendo mal executado porquê desde antes desse final ele já estava fazendo as coisas na coxa, e considero esse top 3 piores finais de mangás que eu já li, mesmo eu já tendo visto esse clichê de tentar seguir aquela fórmula de agradar o público ainda sim esse se destaca por ser tão jogado e mais conveniente do que a maioria dos outros finais que eu já vi, não vou nessa de pior final da história como a maioria já que o pessoal mete isso como se tivesse visto MUITOS mangás para dizer isso sendo que provavelmente só viram da sua bolha mesmo e que sua perspectiva pequena vale para tudo, sempre vai ter um pior e em algum momento irei encontrar outros finais piores que esse de chainsaw man mas pelo que eu vi até o momento fica entre os piores que eu vi.
<center><img width='220' src='https://static0.srcdn.com/wordpress/wp-content/uploads/2025/01/yoru-denji-aging-chainsaw-man.jpg?q=70&fit=crop&w=1008&h=693&dpr=1'></center>
Tenha noção de que se tu odeia enrolação e intrigas de romance entre 3 pessoas VOCÊ irá detestar essa obra, eu que não tenho tanta implicância assim com Triângulo amoroso fez com que ficasse PUTO de tão repetitivo que isso se tornou durante trama, não foram 1, 2 ou até 3 Triângulos Amorosos e sim 4 DELES, chegou em um ponto que só queria que a autora parasse de repetir o mesmo esquema e agilizasse logo essas intrigas pois já estava realmente ficando cansativo.
Tem até outras obras que eu li/assisti que tinha triângulo amoro mas que eu não achei tão problemático assim e aceitei, no caso dessa obra dá para ver diretamente a Autora forçando a barra em alguns momentos para inserir outro dilema e intriga para enrolar da forma menos convincente e natural possível, o que funcionou um pouco melhor em outros acabou não funcionando nos principais por causa da abordagem e do quanto que foi esticado até o final, ele tenta replicar algumas questões juvenis femininos na adolescência só que acabam soando meio repetitivos e as vezes extremamente conveniente para de novo criar outra Intriga, coisas que eu achei que boa parte dos personagens foi razoavelmente bem caracterizados mas que em si não se sustentam tão bem assim por ficarem muito atribuído aos seus arquétipos e soando desinteressantes.
O que posso dizer é que você ainda pode conseguir se relacionar aos personagens pois consigo ver um pouco de elementos associativos com a adolescência, um dos personagens faz muito bem o seu papel sem soar tão desnecessário e também tem o Kou que consegue ser o que mais se destaca pelo seu foco na trama e envolvimento emocional pelos seus dilemas, além disso dá para sentir uma melhora na arte durante da trama e certas questões finais que compensam algumas coisas, mas em geral eu achei mais pro lado negativo do que positivo essa obra, mesmo sendo clichê eu acho que tem várias outras que aplicam isso de forma mais concisa e contida comparada com essa daqui.

É um dos pontos que mais me incomodaram, em si tiveram só dois Triângulos amorosos que não me incomodaram muito por serem mais diretos e não tão alongados enquanto tem outros 2 extremamente alongados, colocados de forma abrupta e com um exagero em relação na maneira que é tratado por parte deles, um deles por parte eu consigo aceitar melhor pela construção emocional envolta de um dos personagens no casal e o outro eu só odeio demais.
Parte deles tem uma perspectiva sobre o relacionamento que faz parecer não tão característicos fazendo soar como um personagem feito somente para criar alguma intriga no meio do relacionamento principal, de maneira que faz parecerem idiotas.






Quem pretende ler Magi: Sinbad no Bouken antes de Magi: The Labyrinth of Magic pode acabar tendo a experiência um pouco afetada. Isso acontece porque a história de Sinbad foi pensada, em grande parte, para complementar e expandir elementos apresentados na obra principal, além de responder algumas questões que surgem em Magi. Ainda assim, não é impossível começar por ela, mas a recomendação que eu daria é de ler Magi: The Labyrinth of Magic primeiro e depois partir para a história de Sinbad.
Comparando as duas obras, considero que os momentos mais marcantes de Magi: Sinbad no Bouken não tem tanta frequência ao mesmo nível dos grandes picos de qualidade em Magi: The Labyrinth of Magic. Por outro lado, a história de Sinbad me parece mais consistente do início ao fim. Diferente da obra principal, que na minha opinião apresenta uma queda de qualidade mais brusca em sua reta final, Magi: Sinbad no Bouken mantém um nível mais estável ao longo da história.
Outro ponto em que o spin-off se destaca é no foco maior em worldbuilding no quesito de compreensão dos reinos. A obra explora com mais abrangência a cultura, a política e a identidade das diferentes nações do seu mundo, dando bastante espaço para a parte de exploração e construção da ambientação. Além disso, a maioria dos capítulos foram publicados com menos páginas do que o padrão de mangás semanais — provavelmente porque o autor trabalhava na série ao mesmo tempo em que produzia Magi: The Labyrinth of Magic. Isso acabou deixando tanto a leitura quanto o ritmo da história mais acelerados. Já em Magi: The Labyrinth of Magic, a narrativa costuma ter mais tempo para desenvolver situações e dar um respiro maior entre os acontecimentos.

Em geral ele fica mais na abordagem de exploração e contemplação das culturas e problemas que elas estão tendo que lidar ou só uma característica que é abordada como uma conexão aos personagens para lidarem com a falta de percepção cultural deles naquele novo ambiente, sendo muito bem explorado mesmo de algumas vezes de forma meio breve pela delimitação de páginas dos capítulos.
Em consideração eu prefiro o Worldbuilding desse Magi do que o Original, não por ser o melhor em todos os aspectos mas por focar em um que eu gosto muito que é em explorar e entender as culturas e se utilizar bem disso para a progressão do desenvolvimento dos personagens em relação as vendas deles e criar uma conexão pessoal com o novo ambiente e as culturas, mas no caso de Magi do Aladdin ele tem outros aspectos tão impactantes quanto mas que no final deixam a bola cair gravemente.
Por isso considero top 3 Worldbuildings que eu mais gosto, muito merecido e bem valorizado na obra, se você gosta ainda mais de uma abordagem meio faraó e egípcia que é meio seca que nem Duna no fato de viverem em um deserto praticamente, você vai adorar além do misticismo que tem envolta que valoriza ainda mais essa estética que o autor está querendo abordar.
Compensa mais ainda se tiver algum interesse em algo político, noc caso em Magi: Sinbad no Bouken é mais utilizado como uma confraternização de relações entre Reinos e em Magi: The Labyrinth of Magic dá mais foco e discussões em volta da política governamental em Guerra, os dois valorizam essa parte política de uma maneira diferente, uma é mais amena e a outra de forma mais bruta, não que um tenha só isso mas que eu considero que se destaca mais em uma característica do que a outra.
Um outro motivo de eu valorizar ainda mais esse worldbuilding em Magi: Sinbad no Bouken, é pelo fato de no final o mundo em Magi: The Labyrinth of Magic acabar ficando MUITO mais monótono e sem graça comparado com o que víamos antes, discussões políticas, questões culturais etc ainda meio que continuarem só que a ambientação e todo o misticismo foi alterado para que se tornasse algo mais futurista deixando todo o ambiente e estética mais egípcia e interessante, se tornando algo mais próximo de nossa realidade pois muitas tecnologias ainda acabaram se abordando de formas genéricas e próximas de nossa realidade como uma TV, Carro, Avião etc sem que valorizasse tanto a estética e em alguns locais e coisas puxando para algo AINDA mais futurista e exagerado fazendo na minha opinião decair muito no Worldbuilding enquanto em Magi: Sinbad no Bouken por ser antes dessas mudanças acabou aproveitando muito mais a estética e culturas desse mundo interessante de forma até mais frequente por causa da exploração do Sinbad com sua companhia, levando a eu considerar mais consistente exatamente por não ter como sair tanto da margem como foi em Magi: The Labyrinth of Magic, só que em Magi: The Labyrinth of Magic ainda tem vantagem em relação a lore do Mundo que é o ponto alto e que mais abrangeu todo o nosso conhecimento sobre o mundo, em que é indiretamente algo que valoriza certos elementos em Magi: Sinbad no Bouken por abordar dúvidas e construções que não tiveram em Magi: The Labyrinth of Magic.
As culturas são bem vividas e mostradas de maneira criativa até na maneira que se localizam geograficamente no mundo, abordam as questões culturais de conexão externa com outros reinos e os motivos do porquê ficarem isolados, abordam suas diferenças físicas e sobre-humanas em casos que tem essa diferença, também as vezes destaca a política deles para mostrar a necessidade de aprendizado da companhia de Sindria e também a forma que o Rei lida com as situações atuais do mundo que está se moldando com as dungeons.
Bem completinho, além de abordar a política de maneira que não seja monótona ou extremamente cansativo, pois eu não sou fã de política mas na maneira que foi abordada conseguiu ficar bem natural e não tão sem graça quanto outras obras poderiam fazer, até mesmo eu que não gosto muito disso consegui ver o valor e ficar muito de boas com isso.

Eu tinha um receio de que eu fosse me incomodar com o Sinbad pois eu ADORO ele e por causa disso o que rolou no final de Magi: The Labyrinth of Magic me deixou extremamente frustrado com ele e acabou fazendo ele decair no meu conceito, sem dúvidas ele seria bom já que lembro de ver o anime da temporada dele e ter adorado o personagem, mas mesmo com essa ânsia que eu tive eu li e adorei até as partes que meio que se conectam com o que ele viria a se tornar pois é extremamente bem feito do início até o fim, não só ele mas outros membros de sua aliança de Sindria são muito bem utilizados e valorizados, só alguns ali que não tiveram totalmente o seu espaço de aproveitamento mas em geral foi muito positivo todo o grupo de Sinbad.
Além disso são todos carismáticos de sua maneira com uma boa apresentação dessas características principalmente o Sinbad que direciona o grupo e que mostra tanto a sua influência quanto o que ele faz ao também influenciar eles a conseguirem serem independentes dele para tomares suas ações e realmente abordar bem isso.
Uma aliança carismática e bem construída, que evidencia de forma profunda a conexão entre os personagens. Essa ligação vai além de uma simples comparação com One Piece, destacando principalmente a jornada de autoconhecimento que cada um percorre — um elemento que também encanta quem acompanha essa obra, como eu. Essa identificação se torna ainda mais forte em Magi: Sinbad no Bouken, que, para mim, transmite uma sensação mais próxima e familiar do que Magi: The Labyrinth of Magic.
Alguns pontos negativos seria de que o Judar poderia ter sido melhor aproveitado pois quando vi a menção dele em Magi: The Labyrinth of Magic conectado ao Sinbad esperava que fosse ter mais construção entre eles como algo antagônico do Judar atrapalhar ele diretamente mas acabou sendo uma relação de inimigos bem simples, Vittel perdeu a oportunidade de recompensar por uma de suas cagadas e isso atrapalhou o personagem, Pisti ficou bem de escanteio mas é meio compreensível pela falta de tempo em tela e o Spartos poderia ter sido mais valorizado depois da morte de seu irmão mais velho.
Tem outros certos probleminhas só que direi mais a frente.

Um personagem que estive com muito ódio no final de Magi: The Labyrinth of Magic sendo trabalhado de forma esplendorosa nesse spin off focado nele, aborda muito bem todos os seus conflitos, dilemas e imperfeições.
Imperfeições que em Magi: Sinbad no Bouken foram trabalhadas de forma que deixou muito a deseja na finalização, aqui são muito bem trabalhadas e justificadas pelo foco no personagem então mesmo também tendo esses lados dele ainda não deixam a desejar na abordagem e aprofundamento do personagem, coisa que eleva MUITO o personagem em um outro patamar.
Nunca é bom quando tiver um personagem feito para ser o ápice e perfeito acabar sendo alguém feito somente com essa proposta pois pode soar monótono, e felizmente não é o que acontece, se utilizam dessa predestinação do personagem de forma que a gente não odeie ele mesmo isso sendo destacado no início, mas a própria história entende isso e faz mostrar que o mundo não é tão fácil quanto ele achava e acaba quebrando a perspectiva tanto do leitor sobre o que esperava quanto do próprio personagem fazendo a gente sentir mais pena e tristeza por aquilo que ele passa, algo que realmente faz a gente ter empatia por ele.
De inicio o personagem muitas vezes falava sobre estar destinado a percorrer tais rotas em prol de mudar e criar o seu "mundo", isso não tão ruim dentro da história mas na minha visão me causava receio e incômodo de que ele fosse denovo utilizado no final de forma muito próxima do que foi no final de Magi: The Labyrinth of Magic, o bom é que não foi assim que aconteceu, o próprio autor entende que conforme o protagonista vai tendo muito essa confiança vai acabar deixando a história meio previsível e não trás reações e mudanças tão interessantes e drásticas ao personagem e por isso ele cria um arco focado só nele recebendo a "punição" por ser tão orgulhoso e confiante, em um nível extremo de quebra mental ao personagem, algo que quem estaria lendo NUNCA nem esperaria pois em Magi: Sinbad no Bouken mal teve indícios dessa conexão do Sinbad com a Madaura.
Sinbad participaria de um torneio de combatentes para poder pagar as custas da divida que adquiriram com a Madaura que enganou eles, nesse momento vemos que o Sinbad está bem confiante de sua vitória e a gente confia que ele vai vencer o combate e assim solucionar esse problema da dívida, só que acontece o inesperado e ele perde a luta.
A gente sente raiva por ele ser arrogante e prepotente antes da luta? não, pois a gente sabe que esse era o método dele de conseguir lidar com a situação e que ele já estava receoso sobre essa proposta de batalha que ela deu, e por causa disso a gente não sente desgosto pois a gente já tem uma simpatia por ele e não é tão errado ele dizer que vai vencer pois ele PRECISA vencer a qualquer custo por causa da dívida, então ver ele perder é muito inesperado pela onda de acontecimentos onde ele conseguiu lidar sem sofrer tanto e que até vinha com confiança para provir essa queda inesperada dele, e também servindo como uma punição simbólica ao personagem por ser tão "arrogante" e ficar falando tanto de destino e ter se saído bem até o momento.
Depois disso ele virou escravo dela e que realmente dá um receio na gente e um desconforto pelos acontecimentos que rolam, a gente fica com um grande receio em tentar pensar em como que ele irá lidar com a situação já que pela maneira feita parece tão impossível dele sair desse dilema que eu só imaginava eles invadindo o local e salvando ele do nada, só que não é o que acontece.
A gente vê ele sendo punido das piores formas no limite do que a autora pode fazer com o personagem, fazendo ele ficar numa câmara de tortura onde ele fica em uma sala só com água no pé, parece simples mas isso vai enfraquecendo os ossos dele e vai fazendo ele ficar cada vez mais com frio até ele pensar que vai MORRER de hipotermia, sempre dando ênfase na reação e demonstração de agonia do personagem e quando parece que ele vai morrer ela retira ele da câmara e pergunta se ele ama ela, só que por esse momento ele não ter mostrado afeição por ela como se fosse a sua mãe de fato ela só decide colocar ele de novo na câmara de tortura, ela vai repetindo e repetindo isso até quebra toda a mentalidade do personagem e fazer ele parecer só uma casca vázia, o autor ter chegado TÃO longe me deixou impressionado, ele não fez essa abordagem de forma "física" por assim dizer, já que o que imaginaríamos num caso desse tipo é dele perdendo unha por unha, dedo por dedo etc mas por ser o personagem principal é cabível não ser assim e tem justificativa na história, e só nesse foco dele sofrendo por tudo que "indiretamente" mostrava muito do seu ego, é algo muito bem feito e que realmente trás uma enorme empatia pelo personagem nesse momento.
Depois disso ele finalmente ganha a confiança e decide fugir da Madaura se utilizando das crianças para fugir, e a maneira feita é algo que realmente dá um peso emocional, pois ele decide se utilizar delas mesmo sabendo que muitas poderiam morrer e fazendo isso pelo seu ódio e profunda calamidade que ele sentiu durante todos esses momentos, a gente sente ódio pela Madaura, não só pelo que a gente viu ela fazendo com o Simbad mas o entendimento de sua manipulação emocional por outro personagem.
Fátima era alguém muito submisso a Madaura como comerciante de escravos, alguém sem escrúpulos e que demonstrou extrema inveja do Simbad por causa da confiança que estava adquirindo de Madaura, nisso Fátima decide trapacear e tentar enganar ela para ela livrar o Simbad mas acaba dando errado e ela vende ele para um Homem rico como punição para ele, mas em nenhum momento ela fala que é uma punição, ela só engana ele dizendo que isso faria com que ele fosse o melhor filho que ela teve e ele aceita de tão submisso e obediente que ele é, depois disso mostra que ele ficou junto com o seu novo mestre, na cama dele sem... roupa... nesse momento entendemos que ele foi abusado e a gente sente extremamente impactados por isso, não por gostarmos do personagem mas por entendermos que desde jovem ele já ia sendo manipulado até ao extremo por ela ao ponto de não se importar nem com a própria saúde pelo bem dela, é desconfortante e isso faz a gente ODIAR a Madaura.
Madaura em Magi: Sinbad no Bouken não é horrível como personagem mas o tempo todo temos percepção do quão rancorosa ela é, de forma muito explícita ao colocar o leitor para saber o que ela tá pensando, coisa que é menos impactante do que é feito em Magi: Sinbad no Bouken, pois de invés de dizer na nossa cara o quão maligna ela é, a gente só vê suas ações e o quanto que ela manipula seus filhos, vários momentos que poderia mostrar seus sentimentos com pensamentos e o quão bosta ela é só pelos pensamentos, a gente vê ela com sorrisos tentando passar como alguém decente e boa mas a gente percebe que lá no fundo ela é asquerosa só pelas suas ações, deixando satisfatório o que acontece com ela.
Expliquei tudo isso pois no final a gente vê que o Sinbad fez isso por vingança contra a personagem, não só conseguimos compreender o motivo do Sinbad fazer tudo isso por vermos tudo que ele passou mas por a gente também sentir esse sentimento de querer vingança contra a personagem pelo ódio que foi construído contra ela, algo que mesmo sendo uma imperfeição mostrada ao Simbad a gente aceita pela empatia que tivemos por ele e também por vermos ele compreendendo o erro que ele cometeu e tentando compensar o seu erro salvando o restante das crianças que eram órfãos.
Temos momentos de discussão entre o Simbad e a Serendina sobre os valores de ser um Rei, a gente compreende o lado um do outro e não faz com que nenhum deles seja rebaixado em questão de valores ao leitor, Serendina sendo alguém que acredita muito na linhagem sanguínea e valores dos reis que são transmitidos de eras em eras enquanto o Sinbad busca um reino que junte vários reinos para encontrar a paz e o que ele tanto desejava mas por limitação de perspectivas sobre os valores e um Reino e seu Povo ele perde na argumentação contra ela e dando mais uma pitada de "imperfeição" no personagem que valoriza ele e que mostra que ele ainda tem muito a aprender, sua convicção sendo abalada nisso e depois levando ele a cometer coisas que são extremamente complicadas de se lidar.
Depois de um tempo tivemos um momento onde o Simbad finalmente conseguiu a confiança para poder constituir seu reino ao se encontrar com Barbarossa e ele fazer uma proposta de vender parte de suas terras para o Sinbad que assim ele poderia constituir seu Reino, tudo isso é algo complicado pro Simbad lidar pois sabemos que Barbarossa tem ideais muito negativos pois ele vê como se somente a linhagem de seu povo importasse e que os outros reinos fossem inferiores, mesmo com essa ambiguidade nos valores no Barbarossa o Sinbad aceita fazer esse acordo mesmo sendo contra o ideal do Barbarossa, mesmo assim eles conseguem ser amigos mesmo com essa crenças principais sendo muito distintas pelas suas perspectivas de realidade, chega um momento que o Sinbad encontra antigos colegas e vizinhos de sua vida passada sendo usados nesse mesmo local que ele comprou o ambiente para criar seu Reino.
Nisso fica o principal conflito no momento
"Libertar seus antigos vizinhos e pessoas de sua vida passada para que eles não morram com a destruição do ambiente que será feito o reino por cima" dessa forma ele perderia a confiança do Barbarossa e denovo não conseguiria mais continuar com os seus sonhos de criar um reino seu
ou
"Não fazer nada e largar seus antigos vizinhos e pessoas de seu passado para construir o seu futuro reinado que tanto sonhou e que já estava quase desistindo" dessa forma sacrificaria eles e faria um pecado pelo resto da sua vida.
Isso é um momento conflitante e muito pesado, é uma imperfeição compreensível ao personagem por causa de seus dilemas que ele teve e os sacrifícios que ele fez, mas que é algo tão pesado que eu compreendo quem não gostar da decisão que ele teve, pois é algo extremamente cruel...
Depois disso ele foi manipulado pela Serendina e acabou indo contra o Barbarossa fazendo uma Guerra que levou em milhares de mortes levando em conta 4 personagens relevantes de seu grupo, mesmo depois de tudo que ele passou ele ainda teve que aguentar outros sacríficios ainda mais tristes para constituir o seu Reino e isso mostra o quão profunda e complexa foi sua jornada e suas imperfeições como Humano de fato, é um ótimo personagem que eu achei tão interessante que eu poderia falar AINDA mais dele de tanta coisa que fez ele se elevar, suas dificuldades, seus aprendizados, suas conexões pessoais entre Reis, sua jornada etc foi realmente algo grandioso e valoroso.

Ja'far considero facilmente o que mais se destaca entre os companheiros do grupo do Sinbad, servindo como aquela bengala que impede o Simbad de decair na lamentação e desespero e fazendo ele reconhecer seus valores que não consegue compreender por si mesmo, alguém que era um assassino e que eventualmente conseguiu ser influenciado pelo Simbad só por causa de sua personalidade e percepção de valores ao Ja'far sem olhar para ele somente como um assassino.
Sem dúvidas um personagem muito bom, ele é bem utilizado do inicio até o fim não só em Magi: Sinbad no Bouken como também seus princípios sendo bem mostrados em Magi: The Labyrinth of Magic, realmente um bom personagem que consegue ser elevado pela sua conexão e companheirismo com o Sinbad.
Um dos principais momentos de destaque dele é no arco da Madaura, depois do Vittel sem querer colocar a companhia deles em divida o Ja'far tenta encontrar maneiras de conseguir recuperar o Sinbad das mãos da Madaura, ele tenta de tudo e não consegue pensar em nada até que veio em mente dele conversar com o Rashid tentando buscar alguma solução com ele mas ele de novo se sente pressionado no momento em que não entendeu o que Rashid quis dizer, ele chega numa ótima conclusão de fazer uma campanha se utilizando de Rashid como pilar para fazer com que a Madaura pense que o Rashid irá eventualmente liberar a escravidão em seu reino, se utilizando do ego dela para ser enganada e ela aceitar fazer um contrato com eles, nisso eles consegue libertar o Sinbad da escravidão, só que bem no momento em que o Sinbad cria uma rebelião dos escravos.
A gente viu as duas perspectivas que estavam sendo feitas, a do Sinbad com o seu sofrimento e depois ele se rebelando e depois a companhia de Sindria tentando retirar o Sinbad da Madaura e no final os dois pontos se encontrando para ter o momento do Simbad se lamentando pois ele diz não ter direito de ser Rei por causa de seu ego e o massacre que ele criou, nesse mesmo momento o Ja'far pune ele dizendo que não foi só ele que teve que fazer sacrifícios.
Da mesma maneira que o Sinbad fez um sacrifício em que o fez se comparar com Madaura, Ja'far rebate o ponto dele destacando que não foi somente ele que teve que sujar as mãos e que tomando essa decisão de enganar a Madaura com o contrato e manipulando ela faz com que eles não sejam tão diferentes em relação a ela pois ela também se utilizou desse mesmo método para enganar Vittel e lhe colocarem em dívidas, fazendo com que tenha uma resolução deles aceitando essa mancha que criaram e o Sinbad fazendo uma promessa de que caso ele saia da linha de novo o Vittel possa matar ele como punição por seguir por esse mesmo caminho, mostrando a confiança verdadeira e construindo uma ótima relação entre os personagens, coisa que durante toda a jornada o autor sempre dá algum momento de enraizar mais ainda a conexão entre eles os dois.
O que me decepcionou é o fato do Vittel não ter tanto destaque nesse arco, pois mesmo o leitor sabendo que ele não tem culpa pois ele foi enganado, ainda sim é bom ter os momentos dele compensando seu erro para compadecer e simpatizar mais com ele e pelo fato de não ter sentido ele ficar tanto de canto sobre o assunto deles lidando com a Madaura visto que o tempo todo a gente via que ele realmente se sentia culpado por isso, então teria muito cabimento pelo menos mostrar ele compensando o seu erro ao contribuir mais no planejamento do plano com o Ja'far e a Rurumu, algo que infelizmente não teve e que achei o ponto mais decepcionante no arco, mas ainda sim eu considero o melhor arco de Magi: Sinbad no Bouken

A personagem eu não dava nada no inicio pensando que ela seria só mais alguém secundária entre o grupo, mas felizmente não foi o caso.
Transmitindo mensagens extremamente marcantes envolta da temática de mãe e trazendo dinâmicas de relação dela entre os personagens de forma bem legal e que até contribuí para o desenvolvimento de mentalidade por trás de um deles e ainda atribuindo uma função de Professora muito boa.
Ela é extremamente valorosa de seu próprio jeito e representando uma feminilidade muito aconchegante e graciosa através da maternidade, mesmo sendo meio bruta a principio visualmente, no final ela retrata uma mensagem muito boa, quem se conectar com essa mensagem vai adorar os momentos de destaque da personagem, mesmo eu não considerando tão frequentes quanto o do Ja'far, ela ainda sim é muito bem utilizada durante a trama.
De novo voltando ao arco da Madaura, acho que igualmente ao Vittel ela precisava ter um momento nesse arco mais por causa da conexão simbólica, coisa que não me veio na cabeça quando começou o arco mas durante ele eu percebi que tinha total sentido o envolvimento dela.
Não só por causa de sua inteligência já que foi bem destacado enquanto ela ensinava os personagens, mas pela conexão materna em contra a ponto a Madaura, enquanto a Madaura sorria e aconchegava seus filhos em seu peito tentando "acariciar" eles, a Rurumu mostrava a mesma coisa com seus filhos e pessoas preciosas.
A diferenças é que enquanto a Madaura fazia isso para tirar proveito e moldar a mentalidade de seus "filhos" para que eles seguissem ela e fizessem tudo que ela queria somente por capricho e egoísmo próprio.
A Rurumu era atenciosa não porquê queria somente se aproveitar de seus filhos e pessoas próximas mas por valorizar eles e compreender seus valores como filhos e pessoas que tem muito a entender e aprender, atenciosamente por não egoísmo que nem a Madaura.
Ao mesmo tempo que mostra toda a maneira que a Madaura puni seus filhos quando eles desobedecem e vão contra o que ela deseja.
Rurumu se mostra punindo a Serendina por ter desmerecido o Sinbad por querer que ela entenda que o Sinbad ajudou a Serendina mesmo ela odiando ele.
Nesse momento a Serendina fica puta com o e desconta sua raiva reprimida pelo Sinbad usando de justificativa que ele antes dessa luta estava arrogante e muito prepotente e que merecia ser escravo, nesse momento Rurumu dá um tapa nela e diz que mesmo ele sendo arrogante ele fez isso por nós e te salvou mesmo quando ele poderia ter te ignorado, e mesmo por isso ela ainda vai amar a Serendina por sua compaixão por ela e se considerar como a mãe da companhia de sindria, destacando todo o laço maternal que ela não só vê em seus filhos biológicos quanto em seus companheiros representando o contra ponto em relação a Madaura que só tem filhos "falsos" não por não serem de sangue, mas por ela querer que eles sejam seus filhos somente por capricho e egoísmo e não por reconhecer a sua liberdade deles.
Uma mensagem que pegou fundo e que eu gostaria que até tivesse mais, foi MUITO bom, só que eu gostaria que tivesse um debate direto entre a Rurumu e a Madaura sobre maternidade que assim eu iria gostar ainda mais pois teve até um momento de discussão, a Rurumu eu sinto que percebeu o quanto que a Madaura era alguém instável mas tentou se segurar por causa do plano, tem lógica mas acho que na resolução final o autor até poderia ter arranjado um espaço para uma discussão entre elas.
Também outro momento dela foi no final onde ela morre de pé tentando proteger os seus filhos, Hinahoho enfurecido quase perde o controle mas recobra a razão quando ele percebe que o sacríficio dela foi em prol de seus filhos para herdarem e continuarem vivos por ela, algo emocional e impactante, só que se tivesse ainda mais tempo poderia ter sido ainda maior emocionalmente, mas entendo que o autor tava meio limitado por causa da quantidade de capítulos e páginas visto que estava fazendo Magi: Sinbad no Bouken e Magi: The Labyrinth of Magic no meso período, mas mesmo nisso ele conseguir trazer momento emocionais e muito bem construídos com a personagem, realmente uma mensagem que emocionaria muita gente que tem uma conexão especial envolta do tema de maternidade, verdadeiramente uma boa personagem.
Para quem viu Magi: The Labyrinth of Magic antes de ver Magi: Sinbad no Bouken pode se criar uma expectativa muito mais específica do que comparado com outras obras que começa sem ter quase nenhum embasamento envolta da obra, limitado a coisa que não deem spoilers ou coisa do tipo, algo que eu já teria por ter visto a obra original e não começado pelo Prequel que seria Magi: Sinbad no Bouken, tem vantagens e desvantagens.
A desvantagem é que a sua expectativa provêm não só do que você ouviu falar em Magi: The Labyrinth of Magic sobre os acontecimentos e personagens que estariam em Magi: Sinbad no Bouken mas pelas expectativas que você teria por esperar que certos personagens que você não acha que foram bem o suficiente em Magi: The Labyrinth of Magic teriam uma 2° chance de serem aproveitados em Magi: Sinbad no Bouken.
O que me decepcionou foi que eu esperava mais da construção entre o Judal com o Sinbad, por ser algo dito e referenciado em Magi: The Labyrinth of Magic, esperava ele ter mais momentos dessa relação e também para agregar mais ao Judal pois eu considerei ele meio decepcionante em Magi: The Labyrinth of Magic, esperando mais dele acabei me decepcionando quando mostra que a relação que ele teve com o Sinbad foi colocado de forma muito rápida dentro da história fazendo eu não me conectar tanto nesse trecho da história, pelo menos mostrou... chegou em um ponto que pensei que não mostraria em Magi: Sinbad no Bouken por estar quase finalizando os últimos capítulos.
Outra decepção é que eu esperava ver os outros djins do Sinbad, já que na história final mostra o Alladin, Alibaba, Judal e outro personagem tendo que lidar com os Djins de dungeon por Dungeon até finalizar os 7 Djins que ele teria, sendo que o autor só foi até a 4° Dungeon e deixou em aberto como seria os últimos 3 Djins e esperava que fossem aparecer durante Magi: Sinbad no Bouken, algo que não aconteceu... fiquei meio impaciente por querer ver logo eles e tava demorando... demorando... e não teve, eu gosto dos Djins por achar legal o conceito e por isso que fiquei hypado por ver seus poderes pelo Sinbad só que infelizmente só foi até o 3°/4° Djin, não é um defeito enorme pois a história não focou tanto nisso mas eu via que teria outros momentos plausíveis dele mostrar ou que daria para mostrar só de aumentar alguns capítulos na história, mas entendo que parecia que o autor queria finalizar a história próximo do arco da Serendine e da reunião dos 7 Mares onde acontece um massacre que é ápice que se esperava em Magi: Sinbad no Bouken para quem já viu Magi: The Labyrinth of Magic, e por isso só foi até o 3° Djin mostrado o que se faz pois é nesse momento que a Serendine morre e o Sinbad portaria o Djin dela, acho compreensível mas queria...
Talvez tenha outras coisas pequenas que não lembro, mas essas foram as que mais esperei e que não teve destaque... o arco quase final quando é envolta da guerra eu até fiquei meio confuso... parecia meio embrulhado mas repensando bem não acho que foi ruim o arco, só acho que fiquei confuso pois esperava que o Mystras estaria vivo em Magi: The Labyrinth of Magic e por isso não acreditei que ele tinha morrido e que o autor daria uma forçada para que ele não morresse, coisa que não aconteceu e que somente depois que eu fui entender que na verdade o "Mystras" que eu pensei que estava vivo em Magi: The Labyrinth of Magic na verdade era o irmão dele o tempo todo... coisa que acabou tirando o impacto daquele momento não por culpa da obra mas sim por eu não ter notado ou lembrado que era o irmão dele...
O Ja'far não morrendo por fazer o sacrifício de ficar mais poderoso com a sua conexão do Djin é mais discutível, lembro que eu aceitei pois teve uma justificativa boa eu acho.
Além disso também durante a história tem vários momentos que parecem meio apressados, mas tem sentido se tu analisar que o autor está fazendo 2 obras ao mesmo tempo e por isso vários capítulos são mais curtos que o padrão, coisa que o autor bem no final aumenta extremamente a quantidade de páginas para finalizar a obra de forma melhor e fechando as pontas que não foram mostradas e conectando diretamente com Magi: The Labyrinth of Magic.
Não achei que foram decepções que pioraram muito a minha experiência, mas que entendo quem acabar se incomodando com eles.
Você pode achar que estarei falando do Fan service de "Ecchi", mas na verdade estou falando de momentos de Fan Service conectados com o que o público adora ver, que são as conexões entre as tramas de Magi: Sinbad no Bouken com Magi: The Labyrinth of Magic, onde várias vezes temos um momento mostrando elementos conectados com Magi: The Labyrinth of Magic antes de mostrar o que acontece futuramente, algo feito de forma muito natural e divertida em Magi: Sinbad no Bouken.
Momentos sutis onde quem nem viu Magi: The Labyrinth of Magic passaria direto, com que já viu acharia muito legal por abordar as conexões entre um e outro de forma simples e natural, como se você acompanhasse toda a jornada até chegar no final onde é muito focado nessas conexões e te trás aquele sentimento de completude do inicio até o fim, algo semelhante com o que acontece em Fire Force só que no caso de Magi de forma mais explícita já que não é segredo a conexão das duas obras, podem ser só detalhes mas que são feitos e colocados de tal forme que aquece o sentimento de quem está apegado a obra, recomendo muito que a pessoa veja somente depois de ver Magi: The Labyrinth of Magic para ter um sentimento desses.

A Arte eu não considero ruim, ela faz bem na quadrinização e no direcionamento das informações, além de que diferente de Magi: The Labyrinth of Magic não tem tantos Djins Equips que são muito extravagantes e overdesign que deixam mais confusos de entender e também tem menos momentos de Guerras onde envolvem tantos personagens que é mais complicado do autor deixar mais facilmente compreensível de entender, coisas que não tiveram tanto em Magi: Sinbad no Bouken.
Só que no inicio eu achei a arte meio feia, depois disso ela melhora conforme a leitura mas chega em um momento na história que parece que os rostos e feições do Sinbad ficam meio estranhos e desconexos... um pouco mais largo ou esticado, com uma expressão meio diferente do padrão que não pareceu tanto uma decisão artística, pode ter sido só impressão minha.
Mas em geral ela foi mais positiva do que negativa, característica do traço que já conhecemos do autor.
Não tem tantos momentos épicos e exagerados em questão de momentos de batalha como em Magi: The Labyrinth of Magic onde a arte brilha ainda mais, só que ainda sim ele faz bem.

Levando em conta tudo isso eu até poderia abaixar um pouco a nota mas pela obra ter ido por um caminho que eu gosto muito que é na Jornada e construção de Worldbuilding pela conexão entre os Reinos que seriam abordados, eu elevo muito a nota e pelas conexões emocionais que tive nessa história.
Pode ter sido um pouco apressado já que os capítulos são menores e isso delimita o tempo dos momentos, construções e em seu envolvimento, sim, mas mesmo assim eu adorei e recomendaria para muita gente pois vale muito apena ler essa história.

Diria que diferente de Jujutsu Kaisen padrão, o autor tenta dar mais destaque e valorização aos personagens principais e desenvolver eles sem ficar muito de implicar com uma variedade de personagens na trama para se dividir o tempo, deixando a história mais direta e reduzida sem muita necessidade de amplificar muito as coisas.
A proposta dos aliens não é algo que eu gosto muito pois em Jujutsu Kaisen eu considero que combinava mais as maldições no enredo pela ambientação do mundo jujutsu do que a introdução de aliens, mas mesmo não gostando tanto disso, ainda sim o autor conseguiu construir isso sem ser algo tão negativo.
Ainda tem uns hábitos do autor e um certo ritmo dele, mas vejo que é mais contido em relação ao jujutsu kaisen anterior.

Eu fui contra a ideia pois parecia uma forçada de barra para ter uma continuação, e no final considerei razoavelmente boa a integração desse elementos.
Não considero que ela se justifique profundamente para eu considerar totalmente compreensível esse elemento, mas habituaram o mundo de tal forma que foi um pouco contra o que era em relação a mensagem de Jujutsu antigamente e abordando uma conexão simbólica um pouco diferente junto com a ambientação.
A principio eu pensei na possibilidade de dentro da história na verdade os Aliens em seu planeta serem semelhantes com o que foi o plano do Kenjaku ou da Tsukumo mostrando uma possível sociedade jujutsu de como seria se no mundo de Jujutsu tivesse acontecido aquilo, mas não foi o caso... seria uma boa ideia para justificar a inserção deles para transmitir outra perspectiva de como poderia ter sido a sociedade jujutsu partir dos planos que já vimos.
Também tinha pensado que o Autor poderia ter dado características mais únicas em relação na utilização de energia amaldiçoada, tipo, diferente do mundo padrão que conhecemos, no caso deles teriam adquirido regras, pactos etc mais diferentes por causa do ambiente que viviam e isso não seria algo tão destoante do gege pois ele já fez isso um pouco com outra era em Jujutsu onde as Barreiras, técnicas etc tinham características diferentes da era atual em jujutsu, indo por esse lado eu acho que compensaria mais a inserção de aliens como uma maneira de trazer algo ainda mais novo envolta da feitiçaria e renovando esse elemento, mas não foi o caso e eu acho até compreensível não ir por esse lado já que Jujutsu Kaisen Módulo já seria mais curto e não teria espaço para isso.
No final a gente viu numa perspectiva de que eles tinham uma variedade de técnicas jujutsu extremamente limitadas que dessa maneira o autor não teria que construir muito por base do que já conhecemos, e os aliens foram retratados como imigrantes e personagens que tinham seus dilemas e problemas a solucionar, algo que fez eu aceitar a inserção dos Aliens na trama por eu considerar bem feito essa construção, mas não foi num nível que fez eu considerar totalmente 100% cabível o autor seguir por esse caminho de colocar Aliens.
Não trazendo elementos muito característicos dos Aliens que se envolvam na trama para ser totalmente entendível a presença deles.
Mas também algo que compensou isso foi a mudança de "atmosfera" na obra, antes as maldições serviam de lado a lado com a maneira que o mundo Jujutsu funcionava, os Feiticeiros eram parias da sociedade que só serviam como Armas e que não tinham a sua valorização como indivíduos e na sociedade eles eram praticamente como qualquer pessoa comum, pois a sociedade não consegue reconhecer o valor que eles fazem destruindo as maldições pois elas são invisíveis e imperceptíveis e por isso que acabam sendo retratados tanto no tratamento de suas personas como em suas mortes de forma seca e pouco épica e emocional, propositalmente por causa da ambientação mais trágica e melancólica que boa parte do tempo durante a obra o autor quer retratar, e as maldições acabam combinando com essa característica na obra.
Mas os Aliens não são invisíveis e no final percebemos que eles viram até algo mais público e menos sorrateiro, para que não fique tão destoante o autor começou a retratar o mundo de forma mais pé no chão, menos seco e mais esperançoso em comparação a Jujutsu Kaisen anterior, fazendo com que pelo menos a integração dos Aliens não fique muito destoante na ambientação e construção da história fazendo com que fique menos negativo e aceitável eles.
Só que no caso de The Horizon eu gostei mais da história por refletir mais variedade na história abordando novas perspectivas profundas e tentando não ficar monótono ao transmitir mais profundidade e impacto emocional em relação aos personagens principal que é algo que em "Shoujo Shuumatsu Ryokou" não é tão cativante assim.
Em geral, considerei mais um saldo positivo em relação a tanto os humanos que tiveram mais foco quanto os aliens, só teve algumas questões em relação as Resoluções deles que eu achei meio abruptas ou que não tiveram uma construção de finalização mais satisfatória como poderia ser, alguns considero que tinha uma construção que estava em um bom andamento mas na resolução do conflito principal mesmo tendo lógica a maneira feita ainda sim foi representada de maneira anticlimática e menos emocional como poderia ser.
Mas consigo ver que o autor deu muito mais foco nessa questão de construção de simpatia e empatia pelos personagens na sua construção do que em Jujutsu Kaisen antes, já que dessa vez teve menos capítulos então ele teve que fazer algo mais contido e deu mais foco aos personagens e seus dilemas diferente de Jujutsu Kaisen antes que dava muito foco nas batalhas, problemas e momentos de Hype e alguns onde valoriza o personagem.

Diferente de seu irmão, considero que ela tem uma introdução melhor que ele, ela demonstra seu dilema principal de querer ser reconhecida mas que não consegue e seu irmão indiretamente acaba ficando em seu caminho mesmo ele não querendo isso, a interação dela é divertida e transmite mais carisma abordando trejeitos mais visíveis na personagem e além disso acaba tendo mais camada lá na frente da história, me incomodo com a maneira introduzida esse elemento em específico que vai abordar na personagem e além disso não gostei tanto da resolução pessoal dela no final, não na maneira feita e sim no foco que deveria ter tido com isso que não teve.
Mas considero uma ótima personagem mesmo com esses certos problemas que eu tive.
Os problemas foi na maneira que foi revelada o câncer dela, algo que foi revelado de forma meio abrupta em uma situação que acabou sendo um elemento meio conveniente no discurso da personagem, mas mesmo assim considerei ótima a maneira abordada e construída na história, para resolver esse problema seria só deixando uma sutiliza em momentos mostrando que tinha algo de errado com ela antes de revelar que ela tem câncer, se teve isso pode ter sido só eu não ter notado.
Além disso antes dela invocar o Mahoraga teve uma ótima construção emocional dela sofrendo com o câncer e depois mostrando que ela fez um contrato de sacrifício que deu mais urgência ao momento, mas que na resolução é feita de forma muito rápida e com pouco momento emocional focado somente na personagem refletindo e mostrando o impacto emocional com ela não tendo mais câncer, até na maneira que foi solucionado esse problema eu achei legal, o Autor tinha já mostrado algumas vezes elementos que poderiam solucionar esse problema delas, o Mahito que pode curar o câncer dela, o anel do Tsurugi que abrange o poder do usuário com a energia amaldiçoada, o poder do Maru que se conectaria com esse Boost aumentando as possibilidades com seu poder... só achei estranho o fato de abranger em um nível que ele interage com os mortos, mas aceitável até certo ponto.
Meus problemas com ela foram só esses, a introdução do câncer dela e a falta de momentos finais para a personagem.
E além disso o autor também indiretamente tinha antecipado a técnica dela das 10 sombras, não é atoa que foi mostrado poucos momentos para que lá na frente tivesse o mini "plot" de que ela portava a técnica do Megumi o tempo todo, só que sua família impedia que utilizasse mais frequentemente.

Diferente da Yuka acho que na introdução dele não foi feita de maneira tão boa, pareceu que ele ficou mais de lado, depois tivemos boas cenas dele, momentos que faziam mostrar que ele se preocupava no fundo mesmo a principio parecendo alguém frio ainda tivemos bons momentos de interação e construção dele mais sútil, além de ter um ótimo momento dele em uma das lutas finais.
Um bom personagem, só não considero que ele brilhe tanto quanto a Yuka mas que ainda sim compensa em uns bons momentos.
O momento dele na luta do Maru desistindo de lutar e no final concluir "não sei, eu sou só um adolescente" me agradou bastante na integridade na relação deles e na interação que valorizou esse momento, desde o inicio tivemos momentos mais cotidianos e despretensiosos que foi valorizando os personagens e isso incluí o o Tsurugi, momentos até onde ele só vai atrás de um tubarão conseguiu ajudar a trabalhar seu carisma mesmo que de forma não extremamente profunda assim, mas bem funcional.

Em si, gosto da sua personalidade e carisma desde o inicio como um elemento cômico divertido entre o grupo principal, acho a comédia dele bem aplicada e seu designe legal.
O seu desenvolvimento de compreensão da raça humana com a conexão emocional que se cria desde o inicio eu considero muito boa, além das indiretas com o seu poder que no inicio são meio sutis e mais para frente se conectam bem com a resolução e uma parte da lógica considerei boa, certas sementes foram colocadas através dele e a construção de seu passado foi muito boa também, algo simples e singelo mas que valorizou o personagem e a conexão mundana com os personagens principais.
Em relação a sua função, eu fiquei meio confuso nisso dele conseguir acessar a área dos mortos.
Não sei se foi algo em aberto ou muito específico de um detalhe de seu poder, mas acho que até em Jujutsu Kaisen anterior o autor destacava melhor o momento de explicação da técnica do que nesse caso que acho que ficou meio random no meio das falas ou ficam espalhado a lógicas pelas pontas, eu achei meio amontoado a resolução final envolvendo o personagem, mas não achei ruim pois de fato tiveram pontas de indiretas que se fecharam com ele.
E essa parte dele pensar em mudar a energia amaldiçoada dos Aliens e ter um plano tão mirabolante me deu a sensação de ser o autor mudando o rumo da história para decidir continuar com Jujutsu Kaisen mesmo depois da finalização de Módulo... achei meio abrupto isso por alguma razão pessoal.

Um personagem que ficou muito mais de fundo como desafio final que conseguiu me agradar, só que faltou mais tempo de tela de envolvimento com o personagem para eu realmente gostar mais dele.
Ele é legal, em relação ao design é um dos que mais gostei de tão visualmente cativante e imponente, mas ainda sim faltando mais momentos para valorizar ele.
Na luta contra o Mahoraga foi onde ele mais pode brilhar com seus dramas e dilema de mais forte que só agora encontrou um desafio, achei que o autor queria muito valorizar essa característica de personagem expert em entender e executar o jujutsu com pouco conhecimento então o autor tentou abordar isso direcionando alguma conexões tipo dele aprendendo energia reversa pois ele entendeu a lâmina do Mahoraga, dele aprendendo expansão de domínio com o entendimento da barreira baseado na nave que criaram e a única coisa que ele fez que eu achei meio meh foi isso de demonstrar criar uma reversão de feitiço, não me incomodo com o fato dele mostrar pois já é algo que teve pouco em Jujutsu então é bom retrazer esse feitiço, mas é estranho a maneira aplicada, pareceu tão simples e banal e no final a gente viu isso sendo aplicado só com 3 personagens durante a obra INTEIRA e um desses nem é o Sukuna, aí ficou meio estranho.
Outra coisa é do fato de não mostrar a expansão de domínio e a técnica reversa dele, mas analisando acho que é menos meh do que o oposto que aconteceu...
Personagem que o autor quis elevar na expertise um pouco além do que eu achei necessário já que a expansão de domínio OK para poder usar de combo com a técnica reversa mas não serviu de nada, ficou só ali para mostrar o potencial dele e pronto, mas teve bons dilemas e bons momentos.
_~Luta Final Mahoraga vs Dabura ~_
Em resumo foi boa, teve momentos mais criativo na quadrinização, um bom visual e boa utilização de técnica e demonstrou bem a maneira dos personagens de lutar só com o seu jeito e trejeito de golpear, além do drama legalzinho.
O que foi ruim é no desfecho que mostrou outra característica que o autor não se desapegou na construção de clímax e reviravolta pro engajamento, coisa que pensei que não teria pois diferente de jujutsu anterior ele era mais longo e complicado de direcionar enquanto Jujutsu Kaisen Módulo por demonstrar parecer melhor direcionado e planejado não teria isso, mas teve de qualquer jeito...
Luta hype que acabou sendo desperdiçada, daria para ter um desfecho que trouxesse a mensagem que o autor quis sem desmerecer tanto os elementos que dispôs a colocar nesse final.
Em si, o problema foi o fato do autor de novo se utilizar de novos elementos atribuídos aos personagens como hype do final do capítulo para engajar o leitor e no final descartar isso sem necessidade já que a principio colocou até coisas sem proposta nenhuma.
Sobre a expansão de domínio do Dabura, eu acho mais rebatível pois as expansões de domínio mais genéricas acabam seguindo uma margem bem específica envolta de ser só uma acerto garantido, só que não acharia improvável de ser uma expansão de domínio envolta de pactos que nem a do Higuruma e isso trouxesse algo diferente, mas acho mais provável mesmo que fosse acerto garantido já que combina até mais com a personalidade de brutamonte do Dabura e com o jeito da raça dele de serem mais diretos e ser menos estratégico, ainda sim não impossibilita de ser uma de pacto pois tem inúmeras possibilidades para que ainda combine com ele.
Levando isso em conta é menos negativo se tu ver só como um acerto garantido, agora não utilizar reversão de feitiço pode ser ainda mais decepcionante pois diferente da expansão de domínio que já foi utilizada várias vezes em jujutsu, o caso da reversão de feitiço é algo que só foi utilizado 3 vezes na obra considerando o Dabura então seria mais decepcionante por não ver a reversão dele não sendo usada, entendo quem não gosta mas eu não acho tão prejudicial pois pelo menos é algo meio óbvio por ser usada junto com a expansão, provavelmente ele usaria no acerto garantido da expansão que nem a Yorozu para finalizar o Mahoraga.
Agora o pior problema nessa finalização da luta deles na minha opinião, eu odeio o fato do autor trazer uma nova habilidade ao Mahoraga visto que a gente já conhece ele faz tempo desde Jujutsu Kaisen e foi utilizado mais de 3 vezes já, e o autor ainda faz ele demonstrar uma nova habilidade que NUNCA foi usada e descarta ela logo em seguida, a gente sabe que se adaptaria rápido só que o dilema fica em "como assim se adaptando a existência?" ele está se adaptando até para ataques que o Dabura não direcionou para ele ainda? tá considerando todas as possibilidades do que o Dabura poderia aprender? tá se adaptando em qual velocidade? etc
Por exemplo, "Dabura venceria pois ele iria usar uma técnica nova contra o Mahoraga junto com o acerto garantido da expansão"
O que impediria do Mahoraga já ter se adaptado a reversão do feitiço do Dabura enquanto o próprio não tinha utilizado no Mahoraga estando em suas mãos?
O que impediria do Mahoraga no curto tempo da abertura da expansão de domínio já ter se adaptado a Barreira e quebrado a Barreira logo em seguida?
outras dúvidas seriam, "Qual a velocidade da adaptação?"
0,10 segundos? 1 Segundo? 2 segundos? nessa velocidade ele se adapta tão rápido quanto a velocidade do golpe na velocidade da Luz do Dabura? Ele adapta mais rápido que a velocidade de abertura da barreira do Dabura?
"Se adaptar a existência" seria se adaptar em qual sentido? antecipar a adaptação sem a necessidade de receber o ataque? antecipar a própria capacidade de aprendizado do Dabura levando em conta todas as possibilidade de energia jujutsu?
"Qual o motivo dele só ter utilizado isso logo em Jujutsu Kaisen Módulo?" Qual foi o gatilho? o pacto com a Yuka? mas o que impediria do Sukuna fazer o mesmo se ele entender de pactos? Seria a demora que o Mahoraga teve para finalizar o Dabura? então teria demorado mais do que contra o Gojou? Ou o fato de ter se adaptado tanto e mesmo assim não finalizar o seu adversário?
Existem muitas pontas soltas e lógicas nisso tudo, e mesmo assim o autor simplesmente só trás essa habilidade dele mesmo a gente já conhecendo o mahoraga, e descarta pouco tempo depois.
QUAL A NECESSIDADE? com o Dabura você pode até aceitar por poder ser algo muito mais simples e direto, mas não dá para se dizer a mesma coisa com o Mahoraga.
Eu achei isso um grande problema na resolução da luta, o que eu faria seria o seguinte.
Primeiro o Mahoraga mostra essa habilidade junto com a expansão de domínio como vimos
Segundo tem um monólogo do narrador detalhando que a expansão de domínio do Dabura é de acerto garantido e que ele prenderia finalizar o Mahoraga desitegrando ele com a sua técnica de reversão de feitiço que seria a escuridão
Terceiro nesses milésimos de segundo enquanto o Mahoraga está sofrendo o dano do acerto garantido ele ataque o chão da Expansão de domínio e neutraliza ela e fazendo ela se desfazer
Eu não estou supondo algo que só eu pensaria, estou supondo algo que o próprio autor já fez na própria obra com o Mahoraga durante a luta da Yorozu.
Seria uma quebra de expectativa muito boa, pois tem total lógica e já foi feito anteriormente.
Nesse feito teríamos noção da velocidade de adaptação do Mahoraga de se adaptar a barreira de domínio nos milésimos de segundo que ela estaria abrindo e talvez durante o acerto garantido tivéssemos melhor noção de que enquanto o Dabura estava com a técnica em suas mão o Mahoraga já estava se adaptando a ela.
Dessa maneira aceitaríamos melhor essa demonstração do Mahoraga por nos dar uma percepção do auge que ela é, mostraria um pouco do Dabura usando suas técnicas finais e não precisaria matar o Dabura pois depois disso ele seria resgatado pelo Maru e acabou.
"ah, mas teria sentido o Maru conseguir salvar o Dabura nesse momento?" se o MARU conseguiu ultrapassar a barreira da expansão de domínio da Dabura e ainda retirar ele do local, acho que ele teria total capacidade de retirar o Dabura, ainda levando em conta que o Mahoraga não é tão rápido assim.
Dessa maneira teríamos noção de quem realmente venceria a luta e sem ter que matar ninguém.
Outra possibilidade seria só o Mahoraga não tirar uma habilidade do NADA e talvez o Dabura nem precisar mostrar expansão de domínio, mas preferi a versão anterior pois ainda continua com uma boa parte do que o autor já fez e não acho que seria algo que estenderia tanto a luta pois ele pode conseguir fazer isso em 2/3 páginas, se bem que com a explicação das técnicas pode ser mais páginas mas então se deixar mais direto e com menos explicação aí dá 2/3 páginas mesmo.
Quebra a expectativa mas não deixa totalmente sem função esses elementos e ainda satisfaz parte do público deixando visível quem venceria.
Isso é o que eu tenho a dizer da batalha, na minha opinião o Mahoraga venceria por eu acreditar que se adaptando tão rápido ele já iria se sobrepor a expansão do Dabura.

Desde o inicio ele estava sendo mencionado como um adversário do Dabura e que muita gente suspeitava que ele poderia não aparecer pois o autor tem muito disso de quebrar as expectativas até com coisas que já estavam sendo construídas, mas felizmente ele apareceu e realmente foi bom no que se propôs.
Eu não acho que ele foi tão memorável quanto falavam, mas considero que acho isso por ter tido um gosto meio amargo com ele no final de Jujutsu Kaisen anterior, então para compensar teria que fazer mais do que 80% das vezes ser só ele mostrando que é foda e muito poderoso.
A maneira que fez isso foi realmente legal e muito bom, só que já que a construção que teve no final de jujutsu com ele no final eu achei bem ruim, eu esperava que fosse ter algo que compensasse MUITO isso, mas não foi o caso, mas teve uma finalização mais focada no emocional envolvendo o personagem que deu pontas para valorizar mais ele, então em si não achei ele ruim.
Achei bom, só que não no nível que estão comentando atualmente.
Outra coisa que interpretaram foi que ele é mais poderoso que Gojou e Sukuna... algo que eu considero errado e certo ao mesmo tempo.
É errado tratar só com o que a gente viu que ele é o mais poderoso, mesmo se considerar o que tivemos de hype nesse ápice dele no final de Jujutsu, não é NOVIDADE o autor retratar certos elementos de hype que tivemos anteriormente sobre tal elemento sendo desperdiçado ou se tornando ambíguo, que sendo ambíguo que eu acharia provável nessa ocasião, eu considero que está no nível deles mas que provavelmente vai ficar em aberto sobre tudo isso de capacidade comparado com os dois.
Os motivos para eu não considerar que ele é superior aos dois eu direi
Gojou e Sukuna estavam em níveis tão detalhados que é difícil o autor demonstrar de fato algo que chegue nesse patamar com o personagem somente com ele mostrando o que ele mostrou no momento.
Então para se comparar com Gojou e Sukuna ele teria que mostrar que sua Expansão de Domínio está no ápice do refinamento possível, se não o Gojou supera
Teria que ter totalmente noção de controlar a sua expansão de domínio com sua barreira, se não o Sukuna Supera
Teria que ter noção de Domínio Simples no Ápice, pois os dois eram muito bons nisso (esse é mais simples)
Ele deveria saber fazer muito bem Pactos, para chegar no patamar mais próximo ainda se for querer dar mais ênfase no conhecimento de energia do personagem.
Teria que ter noção da utilização de Energia Reversa para usar no próprio cérebro e assim utilizar a expansão de domínio várias vezes, algo que foi muito aplicado e relevante (não basta tu só saber energia reversa).
Amplificação de Domínio ele não sabe também eu acho (pelo que lembro, é só Domínio Simples)
Mostrar também uma compensação no gasto de energia amaldiçoada ou ter ampliado ela para ficar ainda mais comparável aos personagens
Pois aí fica brechas para a dúvida mesmo e no final não se torna realmente uma afirmação de fato
Se o autor metesse só um "ele ficou mais poderoso que GOJOU e Sukuna" eu acharia bem brocha
Pois não é tão simples assim
Tem que ter também uma noção de percepção da energia do ataque do adversário sendo criada antes para antecipar os golpes, algo que também se foi como base da noção do momento em que fariam o selo de mão para usar a expansão de domínio.
Não é atoa que o Gojou e Sukuna reagem tão rápido um ao outro
Em resumo: em Jujutsu é relevante ter o Pacote bem refinado, não basta ser só o melhor em tal quesito ou ter uma técnica Inata foda
Takaba era um exemplo de Técnica Inata foda, só que ele não era adepto ao mundo Jujutsu e por isso ele nunca estaria no mesmo patamar
Não adianta ter a maior quantidade de Energia amaldiçoada se tu não souber tirar o melhor proveito dela (Yuta)
Itadori teria que ter muita coisa ainda para termos total certeza desse elemento, e mesmo se o autor só falasse e não mostrasse nada para deixar isso cabível, ainda sim soaria só genérico e conveniente para o autor.
O que eu acho que com o que tivemos podemos ter noção, é que ele pode compensar a quantidade de energia amaldiçoada gasta ao usar um Black Flash que isso faz ele reenergizar sua energia amaldiçoada compensando o gasto dela, mas contra o Gojou é difícil fazer isso quando ele estaria com o Mugen então é complicado depende de conseguir acertar o oponente para compensar sua energia amaldiçoada...
Eu poderia falar sobre "ah, mas para ele fazer aquilo tudo de sangue ele teria que ter muita energia amaldiçoada" mas eu acho meio ambíguo, pois ele fez rastros de sangue e não que tenha lotado todo o prédio de sangue, enquanto o Choso já fez um Tsunami de sangue contra o Naoya, então acho que é mais um exemplo de autor controle da técnica de sangue dele e refinamento.
O momento dele cortando o Mahito poderia ser um exemplo de que ele consegue ver a energia do adversário sendo criada antes de fazer o golpe, mas pode ser só coincidência ele ter feito naquele momento.
E se ele tivesse deixado o Mahito fazer uma expansão de domínio já poderia contribuir em mostrar o quão refinada é a expansão de domínio dele e fazer que nem o Gojou fez com o Jogo.
E na vez que ele matou várias maldições, pareceu 1 enorme golpe destrutivo que compararam com Gojou/Sukuna mas tem 2 pontos que não relevaram
1° Esse golpe do Itadori ficou lado a lado com a do Tsurugi usando a Rika, nisso é natural concluir que foram no mesmo nível já que é praticamente do mesmo tamanho e é muito fácil concluir que a Rika não teria um golpe no nível do ápice do Sukuna e Gojou, se fosse para elevar ainda mais o Itadori o Autor faria com que fosse ainda maior o golpe.
2° Os cortes do Sukuna NÃO explodem, boa parte daquela poeira de efeito na destruição teria provindo da morte das maldições ou do decaimento dos prédios na área, então ainda fica ambíguo o nível daquilo e também se o golpe da Rika foi com o máximo de sua capacidade naquele momento (coisa que o Itadori provavelmente não foi com tudo talvez também)
Ficou bem longo, mas é por eu não gostar de ver o pessoal tratando esses momentos com tanta simplicidade para dizer que o Itadori está no topo sendo que jujutsu já deixou muita coisa como algo ambíguo, não precisa ser um Dragon Ball onde o próximo sempre será o ápice além de que se o autor quiser utilizar ele mais para frente seria conveniente não fazer ele ser perfeito em tudo.
Essa é minha opinião, você pode acreditar que ele é o mais poderoso se quiser, mas acho ignorância tratar como fato isso e que na verdade nada impede do autor só querer fazer o Itadori ser o mais forte atual que já estaria de bom tamanho.

Como já tinha uma perspectiva bem tanto faz com o Worldbuilding de Jujutsu Kaisen, eu não fiquei na espera de um Worldbuilding fantástico em Jujutsu Kaisen Módulo.
Algo que nunca foi um foco de fato em Jujutsu Kaisen anterior e que na maioria dos momentos era mais uma bengala para o acontecimento dos momentos de impacto na história, então mesmo eu achando o Worldbuilding de Jujutsu Kaisen ruim eu nunca critiquei pois eu via que o autor NÃO tinha intenção nenhuma de realmente valorizar essa característica ao ponto dele dentro da história limitar esse mesmo worldbuilding com uma informação relevante e que delimitava suas possibilidades de construção no mundo, então em resumo eu achei nada demais essa característica em Módulo já que não trouxe nada que propusesse uma real construção grandiosa durante a leitura e deu totalmente a entender que o princípio a ser destacado eram os personagens e não o mundo a volta deles, mas em relação a ambientação foi boa.
Não espere um grande Worldbuilding em Jujutsu Kaisen Módulo da mesma forma que não necessitava esperar isso em Jujutsu Kaisen anterior, a proposta é focada em outras características e não tendo isso como principio, algo cabível pela limitação dos capítulos também mas eu entendo um pouco o sentimento de esperar mais por esse lado pois aí valorizaria mais a decisão do autor de adicionar aliens no mundo e abordar mais o Worldbuilding deixaria algo mais único e necessária a inserção deles, mas não é o que acontece.
Isso dá família Gojou não aceitar a Yuka de utilizar as 10 sombras é mais uma maneira de delimitar a personagem e fazer com que tenhamos um mini plot da revelação da técnica dela.
A cultura dos Aliens de Módulo é mais uma abordagem para mostrar suas interações e um pouco de sua cultura mais pro lado de conectar emocionalmente os personagens do que abordar e delimitar várias diferenças entre os aliens e os humanos já que mesmo certos detalhes sendo diferentes ainda sim são utilizados por exemplo, para criar um conflito e assim trazendo um momento de maior tensão, de fazer eles como se fossem imigrantes e diferenciar só os métodos de lidar com as situações para finalizar com uma luta final no hype dela.
Dá para ver que muitos detalhes se conectam mais para criar a mensagem e a conexão dos momentos e conflitos a serem lidados na história, e não abordar mais intensamente suas culturas, diferenças entre tribos mais a fundo, como que eram suas comidas, sua convivência ao ambiente etc de forma mais profunda, não é tipo o que se faz em Magi, Made in Abyss ou One Piece por exemplo que abrange e constrói mais essas características do que em Jujutsu.
Além de nem abordar tanto uma diferença de técnicas de Jujutsu pois é mais conveniente para facilitar o autor de construir a história em menos capítulos.

Em relação ao visual fiquei com um receio de não ser boa, mas ela realmente é bem agradável e limpa.
Na minha opinião, eu prefiro a arte do Gege por eu considerar mais visualmente característica e única do que essa atual, mas os design ficaram muito bons também além de ter momentos criativos da luta final.
Mas acho que em questão de coreografia gostava mais de como era anteriormente com uma variedade maior de reviravoltas não só pelo poder bruto mas pela criatividade na utilização das técnicas, coisa que não teve tanto ou bem menos do que em Jujutsu Kaisen até na luta final, provavelmente pois o autor queria ser mais direto e simples para não ter que abordar muitas explicações e delimitar melhor aos 25 capítulos que ele pretendia fazer com a história.
Na quadrinização eu considerei pior do que era em Jujutsu, pois em Jujutsu o autor era bem mais criativo em relação a uns bons momentos até da técnica abordar conexão com os quadros, além de atualmente parecer mais padrão comparado com anteriormente na minha opínião.
A arte em geral é bem positiva, não vai ser muito negativa e não acho tão justo diminuir a arte dos dois ficando nessa comparação pois dá para ver que o Gege foi melhorando o traço conforme o semanal pois tava tendo bem mais capítulos e por serem quase 300 capítulos comparado com 25 capítulos, que facilita para ser mais consistente do que foi com o Jujutsu Kaisen anterior, então não quero ir nessa de desmerecer a arte de um comparando com o outro pois eles estavam em ocasiões bem diferentes de lançamento, os dois são bons mas por preferência prefiro o do Gege mesmo.
Algo que eu criticaria foi em uma decisão artística de representar a fala da técnica do Dabura com uma censura
Vi muita gente teorizando que isso seria algo que o autor censurou para depois ter uma reviravolta na mesma lógica do Sukuna quando utilizou o Fuuga, mas se a intenção do autor fosse só representar que aquilo seria na língua dos aliens então seria muito mais cabível que ele fizesse só uma palavra com uma fonte de texto muito aleatória e bizarra para mostrar que era a língua deles, visto que antes a gente já teve algo bem semelhante com o Sukuna e poderia acabar transmitindo outra intenção de invés de ser só outra língua.
Não acho tão problemático assim, mas poderia ter diferenciado mais, caso seja só coisa da scan então aí não tem problema, mas dá para ver que ele tentou diferenciar ao colocar rachaduras no balão, coisa que eu não acho o suficiente.
Em Geral eu gostei mas minha opinião poder mudar quando eu reler pois vendo semanalmente é bem diferente de ver de uma vez, se você pretende ler sem ter visto Jujutsu Kaisen antes de ver o Módulo você pode ficar boiando em certas informações bem destacadas que se conectam com Jujutsu Kaisen anterior, mas se pretende ler mesmo assim eu acho que não vai ser tão impossível de entender... mas certas coisas são bem melhor explicadas antes de tudo isso que o autor não deu tanto espaço para querer explicar de novo considerando que o leitor já leu Jujutsu Kaisen antes de ver o Módulo.
Ainda deu para ver que o autor continuou com uns bons hábitos que já tinha anteriormente, mas dessa vez entendendo a limitação que ele teria nesse caso ele tentou ficar mais contido e focar melhor a sua escrita nos principais elementos que ele propôs, fez muito bem em fazer isso e espero que no final se ele decidir continuar, ele não faça pior do que fez em Módulo.
Não gosto muito da ideia do Itadori virar um objeto amaldiçoado que nem o Sukuna pois parece muito que o Autor quer mais replicar o que foi anteriormente, mesmo não sendo mal feito eu não gosto dessa ideia... iria preferir que fosse só o Itadori Normal mesmo, mas entendo que é uma maneira de delimitar o personagem para facilitar na abordagem da utilização dele visto que ele ficou muito poderoso e ficaria mais difícil trazer dificuldades na história com ele nesse nível.

Estive na expectativa de ver uma história mais filosófica, cotidiana e que deixasse em destaque as maneiras de conseguir se abster de uma vida antiga através do sacrifício do seu tempo de vida, certa parte foi cumprida e a outra foi totalmente irrelevante para a trama como forma de mostrar que "ó, não é somente o dinheiro que vai importar" mesmo quando no fim das contas a gente mal viu em prática isso sendo efetivado para mostrar que mesmo com o dinheiro ainda vai ser alguém triste.
No Fim considerei uma história com grande problemas em construção envolta do tema e que fica muito monótono ao extremo, em várias pontos tanto nos diálogos, personalidade dos personagens, ambientação e até um pouco da abordagem do tema sendo monótona por causa do restante.
TODOS os personagens são genéricos e monótonos na maneira que são abordados em relação as suas características e personalidades, sendo o mais ambíguos e diretos para tentar transmitir o tema através deles como ferramentas mas sem nenhum glamour de abordar características e personalidades bem destacadas ao leitor, mesmo quando se está próximo do final em que eles são melhore construídos por assim dizer, eles ainda faltam muito glamour em questão de transmitir as mudanças que sofreram com a própria compreensão, mesmo tentando abordar mais personalidade mostrando eles mais felizes ainda sim fica naquela perspectiva rasa e nada interessante de fato ficando no máximo "bonzinho" nessa parte, só que depois de mais de 10 capítulos de monotonia entre eles que era tão rasos e simplórios quanto um pires.

Eu tenho a mania de não gostar quando o protagonista é fumante pois isso me incomoda por preferências de conexão ao protagonista que é o principal, mas mesmo tentando ignorar isso eu ainda achei ele um SACO de chato, ele não direcionava momentos que mudasse o Status coo ao ponto de ficar a maioria dos momentos bem chatos na leitura além de que ele tinha elementos que tinha TUDO para eu sentir empatia, isso dele ter dificuldades aos 20 anos, fazer faculdade e sentir que não está bastante, dele começar a valorizar mais a arte depois de adulto quando percebe que consegue ser bom mas que antes não se achava o suficiente, esse elementos tinha tudo para me fazer gostar dele tirando a parte de ser fumante mas são retratados de forma tão rasas e nada demais que eu só liguei o fds para quase tudo dele tirando alguns momentos de reflexão sobre a arte que ele tanto gostava antigamente.
Além do autor tentar fazer com que sentimos pena por ele por ter uma vida merda, quase ninguém de sua infância gostava dele, os que gostaram mostraram que nunca se importaram de verdade, ele percebe que o seu futuro seria monótono e horrível e além disso também descobre que sua vida valia na verdade 30 Yens, coisa que eu vi e pareceu muito que era o autor tentando deixar o mais depressivo e edge para ver se tirava algum interesse no personagem mas que na minha visão pareceu só uma casca vazia de interesse que em algum momento conseguiu ter algo além de ser só depressivo e merda, mas que continuou ambíguo

Miyagi foi outra que foi meio desperdiçada em relação a construção de seu passado que em relação a sua mãe foi só um pouco mostrada em um flashback simples e direto tentando transmitir o ódio que a mãe sentia pela filha só com um mero diálogo raso e pouco efetivo, além disso também teve o antigo colega dela que se afastou e que ela sentia alguma amargura por esperar que ele sofresse pela suposta "morte" dela, em relação a ela eu achei nada demais mas considerei melhor que o protagonista por eu ter visto uma construção um pouco mais decente e mais carisma que o protagonista.
A maioria dos personagens só servem de uma ferramenta artificial para tentar levar o personagem para a merda ou no final tentar elevar o impacto da mudança que ele fez, de forma bem direta e simples como sempre, algumas conseguiram se destacar e outras eu via a forçada do autor em utilizar aqueles personagens de forma extremamente direta para direcionar a história sem soar algo sútil de fato.
Além disso os diálogos são o mais diretos possíveis, e utilizados de tal maneira que deixa a leitura extremamente cansativa e sem graça de tão excessivo e desnecessário que é a quantidade de texto que o autor utiliza na leitura, além de terem vários diálogos que o autor de invés de representar somente mostrando como que foi a conversa entre os personagens, deixando somente alguns momentos deles falando sem mostrar o que estão dizendo e só transmitindo a sensação pelo desenho em que estaria rolando o diálogo, ele faz de forma monótona representando isso em mais texto que faz com fique mais simplório aquele construção.
Tem vários outros diálogos em que de invés de construir e direcionar para um ponto da conversa de forma natural já começa no ponto principal dela ou um pouquinho antes disso e que ficaram muito evidentes no início e que depois o autor tentou ter mais cuidado.
Teve um personagem em específico num extra que também tinha um diálogo estranho, mas no final o autor mostrou que mesmo ele tendo algo a que valorizar em sua vida que era a criança ao seu lado o autor não descreveu isso ou deixou explícito de forma rasa, não, ele só fez isso mostrando o tempo todo uma criança ao seu lado enquanto conversava com o cara se rebaixando para alguém inútil e patético enquanto isso nem lembrava e destacava o quanto que ele já impacta só por estar cuidando da garotinha como um pai, algo mais agradável.
O autor tinha tudo para fazer uma mensagem muito bacana de valorização de vida, só que ele representou isso de maneira tão direta e sem graça pela quantidade excessiva de falas e diálogos mal feitos que boa parte do impacto que teria no tema abordado acabou se perdendo.
Considerando um ponto relevante que foi muito mal utilizado pelos defeitos que tiveram durante a história, mas que pelo menos próximo do final ele conseguiu direcionar esse tema de maneira melhor e menos Edge como estava sendo anteriormente, momento em que eu considero que deu um pulo de qualidade não muito alta mas que se destacava em relação ao que estava sendo desde o inicio.
A arte é bem medíocre para ruim, do inicio até o fim.
Dá para notar o quanto os personagens são travados e não tem uma transmissão de linguagem corporal boa o suficiente para entendermos logo de cara suas personalidade e arquétipos, além dos designs serem bem simples, erros anatômicos e já que eu já até tentei fazer algum mangá consigo perceber alguns momentos em que ele se utiliza de fotos realistas para tentar facilitar o desenvolvimento do mangá da mesma maneira que eu já até fiz por conta própria, se for tratar da mesma maneira que um iniciante eu acho de boas.
Tem que ter a perspectiva de estar lendo uma obra iniciante para valorizar, mas eu acho tão exaustiva que eu odiei mesmo boa parte da leitura mesmo.
Em resumo achei realmente ruim e mesmo sendo uma obra curta, pelo fato de ter muitas páginas e textos que parecem de fanfic abarrotados fez com que se tornasse algo extremamente cansativo mas que depois dos 10 capítulos começou a ser melhor.
Por isso não dou a nota mais baixa possível, mas ainda considero ruim.

Antes de ler essa história eu já estava um pouco na perspectiva de que fosse meio semelhante com The Horizon na questão de ambientação sólidas e fria além de ser meio seco, no final acabou tendo um pouco disso e uma abordagem de interação mais humorística mas sem ser caricata e ao mesmo tempo melancólica pelas situações e ambiente onde se encontram, como se buscasse um alívio no meio do desastre.
Uma história que não é para todo mundo e que pode soar bem chata ou desinteressante mas que compensa se você estiver pré disposto a ver algo não extremamente profundo e complexo que te faça achar mil maravilhas mas que te coloca para refletir e meio que relaxar.
Na minha visão ela é uma boa história até no final que pode desagradar muita gente, pelo menos eu compreendi a lógica por trás dessa monotonia e amargor na finalização mas entendo quem gostaria que fosse diferente pois o tempo todo era algo amargo e triste com umas pitadas de comédia e no final acaba sendo tão triste quanto estava sendo o tempo todo, o que não achei tão legal é que mesmo eu entendendo que a proposta é meio que ser direto eu acho que ficou monótono até demais pro meu gosto, com pouca variação que faça com que levante a vontade de aproveitar ainda mais a história mesmo que seja num ambiente frívolo o autor ainda tenta trazer uma boa variedade só que não engaja tanto quanto eu queria que fosse.

Algo que eu achei interessante foi nessa ambientação do autor, ele trás totalmente uma sensação de um mundo sem salvação que é frívolo e monótono além de ficar em ambiguidade em como que chegaram nesse ponto, se você ficou na expectativa de ter uma grande explicação de Lore por trás de todos esse elementos você vai se decepcionar muito, não que ele não diga nada mas que ele diz elementos que são tão específicos em ambíguos que acabam ficando mais como elementos do campo teórico do mundo em que estariam nesse momento.
Diria que é tipo uma ambientação de The Horizon+Little Nightmares+Inside além de ter uma lógica de progresso semelhante com Made in Abyss só que ao contrário.
Comparo com The Horizon por causa de alguns elementos envolta de 2 personagens isolados que buscam sobreviver e que com a Guerra encontram amargura, a ideia de ter um elemento cômico por serem crianças mas que é retratado de forma seca e ingênua mas que não descredibiliza a seriedade pela maneira que é retratada na história, além de viverem em um mundo de Guerra que nem em The Horizon.
Só que no caso de The Horizon eu gostei mais da história por refletir mais variedade na história abordando novas perspectivas profundas e tentando não ficar monótono ao transmitir mais profundidade e impacto emocional em relação aos personagens principais que é algo que em "Shoujo Shuumatsu Ryokou" não é tão cativante assim.

Diferente de The Horizon, eu não cheguei a ter a experiência com Little Nightmares então o que falarei é só semelhanças meios básicas através de experiências que eu tive por assistir gameplay.
Tudo nesse mundo reflete em ser coisas extremamente enormes, isso trás um pouco a sensação de ambientação que tive assistindo as gameplays de Little Nightmares em que tu era enorme em relação aos personagens principais e totalmente fora da realidade do que tinha percepção, a diferença é que os exageros de tamanho que lembro em Little Nightmares eram menos tecnológicos do que aqui em "Shoujo Shuumatsu Ryokou" e lá abordava muito mais o impacto que é ser extremamente minúsculo em relação ao ambiente.


Igual anteriormente, será só uma comparação meio rasa por experiência externa de não ter jogado de fato.
Eu associo Inside com Shoujo Shuumatsu Ryokou, pela conexão visual e pelo tipo de ambiente apresentado. Ambos retratam um mundo dominado por estruturas tecnológicas gigantescas, que parecem resultado de um desenvolvimento exagerado da tecnologia, mas sem aquele aspecto limpo, organizado ou utópico que normalmente é associado ao progresso.
Assim como em Shoujo Shuumatsu Ryokou, o cenário de Inside transmite a sensação de uma civilização que avançou muito, mas que acabou entrando em decadência. As construções enormes e os espaços industriais que reforçam a ideia de um mundo que já foi habitado e funcional, mas que agora existe quase como um resquício do que restou da humanidade.
Além de coisas magnificas como inteligências artificiais sendo retratadas da maneira mais ambígua e superficial dentro da história, como se atualmente aquilo não fosse mais nada que se importasse tanto e que em Inside é mais um empecilho mesmo.
Na minha visão esse é o que mais se assemelha no âmbito de progresso dos personagens dentro desse abismo, só que retratado por perspectivas opostas na história.
Diferente dos outros esse eu li Made in Abyss, no caso do progresso na história de Made in Abyss a dupla vai se aprofundando camada por cama dentro do abismo e ficando cada vez mais difícil e complexo pelas mudanças de ambiente que tem no Abismo.
No caso de "Shoujo Shuumatsu Ryokou" de invés de progredirem camada por camada para baixo eles fazem o oposto e é camada por camada para cima até alcançar o topo, algo que eu pensei que poderia ter outra representação é desse aumento de dificuldade conforme o ambiente das camadas pois olhando de forma meio lógica não seria tanto sentido ter Neve e chuva nos locais visto que tem um teto enorme encima mas que chegando próximo dos últimos andares pareceu que o ambiente ficou mais nevado e frio, mas foi algo representado temporariamente mas que seria interessante de se ter.
Enquanto em Made in Abyss as camadas são as mais orgânicas e místicas possíveis , em Shoujo Shuumatsu Ryokou são as mais inóspitas e mecânicas possíveis representando lados bem diferentes e interessantes.
Se você quiser ver um mundo mais conspiratório você pode gostar muito, pois por ser algo que a própria humanidade criou dá para criar várias linhas de pensamento que não são tão fora da curva quanto seria com algo místico por assim dizer, na minha opinião eu achei legal só que não é do tipo de mundo que mais me agrada por eu ter visto certos elementos que eu considero que é mais por ambientação do que lógico de verdade e outros que são mais exagerados que eu consigo ver algum motivo pelo menos.
Tipo, isso de até nas camadas inferiores conseguir nevar, chover etc ignorando o fato de uns tetos por cima dessa camada eu acho estranho e meio sem lógica, como se as camadas superiores ambientasse o terro inferior? ou seria como se as camadas fossem menores conformes os próximos andares e isso possibilitasse nevar? seria algo totalmente disforme?
Agora na minha teoria eu considero que a utilização de recursos ambientais tinham sido tão desgastados que eles tentaram reproduzir em alguns locais dessas camadas como a plantação e os peixes, mas que em algum momento rolou uma Guerra por recurso que fez com que boa parte se perdesse nisso tudo e decidiram criar um Foguete para tentar buscar outros mundos onde poderiam reestruturar a sociedade com novos recursos, assim tentaram guardar o máximo possível das informações da humanidade como buscando todos os livros e informações do passado para não se perderem e provavelmente tentaram guardar elas por inteligência artificial quando foram embora, e eu presumo que essa separação de andares seria uma maneira de separar a sociedade em classes ou também criar novas tecnologias ou eu também pensei na possibilidade deles terem utilizado tantos recursos que a terra abaixo deles diminuíram e foram criando novas camadas conforme esse gasto de recursos abaixo de seus pés.
E tudo dá a entender que esse mundo caiu em ruínas a muitos e muitos anos, algo que eu acharia muito sem lógica se o autor não explicasse o fato delas não terem tanta noção sobre isso já que a principio a gente só sabia que elas estavam ali e pronto, não sabíamos por onde se passavam, onde eram suas famílias e etc.
Depois isso acaba sendo mostrado e é o suficiente para fechar essa ponta de falta de lógica da falta de compreensão das personagens, elas simplesmente viviam em outro local com seu vô e provavelmente seus outros familiares e depois tiveram que fugir e encontraram esse novo local que a Guerra arruinou.
Só fica ainda mais em aberto como estaria o estado do mundo a fora além do local em que elas estavam, em outros locais do mundo também caíram nessa de falta de recursos e gerou guerras criando outros locais inóspitos? sabemos que devem ter outros locais com sobreviventes mas seriam quantos? e como lidam com os recursos para sobreviverem? quantos animais ainda vivem? a gente tem mais noção do local em que elas exploram mas não temos muita noção externa e isso pode deixar ainda mais curiosidade.
É um mundo bem misterioso e interessante de se pensar além de ter uma ótima ambientação, mas que eu prefiro algo um pouco mais explicado ou direcionado tipo em mundos como em Magi, One Piece, Made in Abyss etc que dão uma margem de falta de respostas também (tirando Magi) mas que responde mais do que em Shoujo Shuumatsu Ryokou, coisa que é de opinião, podem preferir algo mais em aberto e ambíguo ou que nem eu que prefere algo mais bem direcionado que tá tudo bem.
A Chito e Yuuri eu considero que funcionam muito bem na história, só não acho que é perfeito mas mesmo se não fosse o que eu gostaria que fosse para compensar a monotonia na história já daria para fazer isso por outros métodos sem ser com "elas" em si, então considero que é algo que faltaria com elas e ao mesmo tempo não dependendo se tentaria compensar isso pelas personagens ou com algo externo.
A principio eu gostei bastante da maneira que elas são utilizadas, são carismáticas na interação entre uma e outra, e mesmo não sendo de forma exuberante, ainda tem lógica pelo ambiente em que se encontram pois se elas forem muito fora da curva isso pode acabar desvirtuando na ambientação então acabam sendo bem caracterizadas tanto na personalidade quanto no nivelamento em relação ao ambiente.
O que não gosto tanto é que com elas poderiam ter melhores reações ou que mudassem de forma um pouco mais enérgica o Status coo para que assim parecesse menos monótono o tempo todo ou alterasse o ambiente delas atual com algum momento do passado delas mais frequentemente coisa que foi feita só 1 vez com elas e provavelmente o autor fez somente 1 vez para justificar algo que elas sempre comentavam para não ficar totalmente a esmo, também daria para ter algo um pouco mais diferente com os personagens secundários mas que sempre acabam tendo uma representação ainda mais monótona que as próprias protagonistas em relação na personalidade deles que poderia ser um pouco mais destacadas para trazerem um ar de quebra que agradasse um pouco mais.
É entendível o fato de serem secos ainda mais que as protagonistas por serem crianças a gente entende essa diferenças de personalidade um pouco mais enérgica mesmo que não tanto, então acharia melhor de invés de abordar a personalidade abordar mais construção em relação ao motivo de se encontrarem naquela situação ou alguns diálogos mais interessantes, eles sempre tem algo meio profundo só que retratados de maneira que das mesmas outras vezes em que as protagonistas refletiram parece que esses personagens novos são mais para colocar outras reflexões para elas ou criar alguma situação um pouco diferente mas que não chega a ser tão "nossa, isso daqui foi bem diferente"... pois são representados de forma tão crua quanto o que a gente já estava vendo.
Tem até um momento que estava subindo um elevador com o Kanazawa e ele mostrava uma certa empolgação com os mapas, mas quando ele os perde ele fica abalado e depois ele aceita isso e vai embora de forma bem monótona e padrão... é até estranho que parecia que ele poderia pelo menos pensar em buscar eles de volta pois o elevador não tinha se quebrado tanto assim já que eles ainda conseguiram arrumar e subir de novo, nada impediria dele pelo menos ver se conseguiria recuperar os mapas já que não é como se tivessem se queimados ou molhados e sim só caído do elevador e decidir buscar descer de novo mesmo que só encontre um deles, até na maneira que retrata essa perda do "valor" dele acaba sendo retratado de maneira simplória, não que isso tenha sido um grande problema para mim mas é algo que me impede de dar nota máxima para essa obra por causa dessa representação de reflexão muito padronizada na minha visão
A obra é totalmente focada nisso, de retratar reflexões e percepções de vida, de maneiras meio simples pois a principio seriam crianças com uma percepção de mundo muito mais rasa e acabam tendendo a serem mais simples e diretas como "porquê pessoas se odeiam?" "Qual o sentido da arte realista se basta só usar uma câmera?" coisa mais básicas e que tem sentido, se você busca reflexões ainda mais complexas de coisas mais minuciosas você pode não gostar tanto, mas se estiver aberto para esse tipo de reflexão como eu estive lendo essa obra você vai aproveitar melhor.
Já que parece meio monótono então estar aberto para as reflexões e o "cotidiano" delas é bem essencial para aproveitar esse mangá e caso não esteja aberto para isso você provavelmente não vai gostar.
Já que a história é extremamente seca em muitos momentos, acho que irá esperar que o final seja bem agradável para trazer um refresco ao leitor que esperava pela resolução daquilo tudo.
Coisas que ficam meio ambíguas em relação ao que se espera no final, pois trás alguns elementos fora do nosso racional e das próprias personagens e naturalmente você associa que vá envolver o final por serem os únicos elementos que se destacam além do padrão de tudo que a gente viu.
Mas o que se recebe é elas chegando ao topo, encontrando nada, com poucos itens e comendo sua última comida naquele momento, um final amargo e sem glamour conforme toda a história que a gente viu até esse momento.
Pode decepcionar muitos e outros compreenderem pois a história sempre na tendência para uma perspectiva Crua e sem valor, eu não gostei tanto mas não cheguei a odiar, pois no caso eu entendo a lógica de ser assim mas pela história o tempo todo ser crua e nua ao ponto de ficar meio monótona eu queria algo mais destacado e interessante no final que foi o que não aconteceu, então não gosto tanto assim do final exatamente pela jornada não ser tão interessante diferente de The Horizon que até na jornada trouxe coisas interessantes que me impactou mais.
Fique num misto de sentimentos, e antes de chegar no final já estava percebendo que se estava sendo construído com elas perdendo seus itens até no final ficarem quase sem nada e provavelmente morrendo depois do final já que ficaram sem comida... algo meio deprimente, mesmo outras histórias que via o protagonista morrendo no final era com uma tendência de ser emocional tanto positivo quanto negativo, mas nesse caso se destacou bem mais o lado negativo...
Acho que podem tanto odiar quanto amar esse final, e acho compreensível os dois lados

Da mesma maneira que Made in Abyss, essa arte é meio confuso em relação a ambientação em alguns momentos por parecer algo bem sujo e no caso de Made in Abyss é mais pela falta de contraste com os personagens.
Os dois tem cenários bem exagerados e únicos na minha visão, e se destaca o fato de em Shoujo Shuumatsu Ryokou ser muito visível o traço de grafite algo que eu considerei bem ousado e diferente além de visualmente destacasse só pela diferença que é retratado esse visual comparado ao que estamos mais habituados de arte digital.
Além do traço nas personagens ser bem fofo.
Em resumo, achei uma história ousada, interessante e bem reflexiva além de ser um Slice of Life até agradável de se passar o tempo.
Tem algumas coisas que eu não achei tão bons assim, mas em geral o saldo é bem mais positivo do que negativo e até mesmo considerando o final que dá para considerar um pouco fora do convencional, mas que tem cabimento.

Para quem for for ler/assistir Pandora Hearts tem que esperar que não seja um Battle Shounem convencional que é mais popular e que abordar mais ação e aventura como se está acostumado em ver, essa história aborda um grande mistério em que a cada capítulo vai só se intensificando e ampliando além de focar muito na psique e dilemas dos personagens para seus desenvolvimentos internos e aprender conforme a vida sobre o quão errado é ficarem somente na sua caixinha interna sem abrir sua visão.
Se você ler tem que prestar muita atenção desde o inicio pois é muito extenso a quantidade de elementos colocadas desde o inicio e a forma abordada, dependendo de sua primeira impressão eu compreendo não querer continuar por causa da abordagem inicial de abranger muitas perguntas de formas rápidas e abruptas a principio, mas se continuar garanto que você terá uma ótima história que conforme progredi só melhora.
Essa história me deixou bem confuso em muitos elementos mas conseguiu me engajar muito bem através dos personagens e do interesse no mistério, eu facilmente releria a obra por ter tantas pontas ali que eu fiquei boiando e que revisitaria para ficar mais compreensível.

O que eu posso dizer sobre a maravilha que é essa construção? compreendo que é um elemento essencial desde o inicio no engajamento mas que no inicio eu via uns tropeços pelo fato de ser extremamente excessivo em alguns momentos.
Pode ter tornado a leitura inicial de muita gente algo tenso e cheio de informações que fez o público boiar e não somente nisso mas na maneira que o ambiente muda constantemente no inicio e pelos diálogos ser muito envolta disso e o autor não dar tanto de respiro pro leitor descansar no inicio, e conforme se passa a obra vai se criando um conflito de informações que deixa ainda mais complicado ter total noção do que era de fato, mas que deu para ver em uma boa parte delas que era bem proposital para despistar sobre a perspectiva do leitor.
Eu digo que é muito bem feita para agregar mais aos personagens e seu desenvolvimento, da mesma maneira que em "A menina do Outro lado" é utilizado para agregar na construção principal da história que são os personagens, em Pandora Hearts também é dessa maneira e não somente um mistério profundo que mais apresenta uma grande lore além da conexão aos personagens mas algo que os engrandece no desenvolvimento deles.

Quando uma história destaca tanto isso é legal ter uma boa finalização trazendo um mistério que traga um bom resultado de toda a espera, e eu adorei o resultado só que esperava mais alguns pontos
Esperava por exemplo que a principio o Jack fosse ser mais complexo e interesse do que nos foi revelado mas na verdade ele era uma casca vazia que se comprometia a ser alguém muito viciado em ficar próximo da Lacie, e eu gostaria que tive sido construído de uma maneira mais profunda em relação as interações entre eles, não acho mal feita mas pelo destaque que ele teve e sua ambiguidade esperava algo mais impactante.
Fiquei confuso sobre a irmã gêmea da Alice, pois a principio eu tinha entendido que a Lacie que seria sua irmã gêmea mas na verdade acabou deixando em aberto de que tinha uma irmã gêmea só que não apareceu ela ou deixei alguma informação passar pois realmente fiquei confuso sobre isso.
Além disso no final tiveram várias informações envolta das reviravoltas da Lacie com a Alice e das duas com o Oz, a principio eu consigo ver uma lógica boa por trás de umas destacadas nesse final só que em outra eu sinto o pressentimento de forçada de que tem algo que tá errado ou que simplesmente só me perdi por dentro de tantas informações que tivemos.
Fiquei confuso pela maneira em que mostrou o Gilbert e o Vincent no passado, não pelas informações e sim por não ter dado ênfase neles pulando para o futuro e ainda continuando jovens, eu tinha concluído que foi por causa deles terem caído no Abismo e voltado um tempo depois saindo dele só que não me foi mostrado isso e agora fiquei meio estranho em relação a essa informação que ficou meio ambígua (eu posso só não ter entendido e passado despercebido).
Fiquei meio estranho com isso dos Baskervilles serem tão especiais que não envelhecem da mesma maneira que as pessoas comuns e também são imunes aos efeitos do contrato de levar eles para o Abismo, mas ao mesmo tempo isso de imunidade ao abismo me pareceu algo colocado abruptamente para facilitar o personagem mesmo que pela lógica ele pudesse ter feito isso anteriormente que não faria nenhuma diferença e pelo fato do irmão que deveria ter muito tempo de vida acabar morrendo do nada no final da obra...
E fiquei confuso sobre lógicas e decisões envolta de informações sobre as famílias que envolviam certas lógicas internas dos acontecimentos, não sinto que o que perdi envolta disso foi tão prejudicial no meu aproveitamento mas eu chegava num momento que até esquecia alguma das famílias sem ser os Nigthray e Vessalius.
Contudo não foi só problema, os dilemas do Break foram muito bem abordados e trabalhados tanto por uma conexão mais profunda dos desejos que iremos ver os personagens buscando quanto uma certa conexão entre ele e o Oz
Isso dos Glen's serem um titulo é bem legal e reforça certos elementos que foram ditos de "essa chain era do Glen" possibilitando que fosse de outros Glen's e não exatamente do que a gente conhece deixando menos óbvio
Todas as conexões entre Glen e Jack me fizeram perceber claras referências na relação entre Oz e Gilbert pelas suas semelhanças, só nisso eu consegui descobrir antes mesmo de ser revelado que a Chain do Gilbert era na verdade do Glen de antigamente mas errei no fator de imaginar ser uma "reencarnação" do Glen, mas cheguei próximo pois eles realmente tinham uma conexão de semelhantes em família e servo
Outro elemento que antecipei foi o fato do Elliot ter o Hampty Dumpty pela falta de lógica nas informações dadas
Não teria sentido ele ter uma marca de contratante pois se ele nunca soube não teria lógica por ser uma marca extremamente visível e que tudo mostrava que ele não sabia, então não teria lógica ele ter uma marca se não ele estaria escondendo ou a principio eu considerei que ela só pudesse estar invisível o tempo todo e foi "isso" que aconteceu de fato além de eu achar conveniente na história para trabalhar o personagem e deixar ele mais interessante.
Fica ainda mais visível o quando percebe que o autor criou uma discussão entre eles para que o Break e o Gilbert saíssem de perto para mostrar o Elliot "revelando" que não tem a marca só que somente para o leitor, algo realmente bem feito esse mistério e bem redondinho em relação ao arco desse momento e que não ficou confuso
Eu adorei também as revelações dos mistérios conectados as referências ao País das Maravilhas sendo muito foda o Oz ser o tempo todo o coelho da Alice e ter ainda ficado complicado por ter se tornado um Humano ao corpo do Jack e que ficasse retrocedendo a idade para ser do jeito que conhecemos hoje em dia
A principio eu não gostei tanto da apresentação dos personagens, eu não via como se o autor transmitisse suas características principais de forma interessante mas que eu achei meio genéricas tirando por alguns outros que eu achei mais carismáticos e melhor conduzidos no inicio.
Eu via como se o autor estivesse mais destacando e enfatizando os elementos de mistério para depois focar nos personagens e quando ele decide construir mais eles certos elementos deles que antes eu só estava vendo um pouco com a perspectiva de "característica padrão de shounem" começaram ter mais glamour e impacto durante a obra e a triste melancolia da finalização disso tudo.
Já começarei dizendo algo que conecta todos os personagens, a esperança provinda de uma mudança dos personagens mas com um finalização triste e mórbida deles.
Break era alguém que era muito pessimista e sempre aceitava que chegaria o seu fim como alguém esperando pela sua morte até que ele muda e deixa de acreditar nisso e nesse momento ele morre, quando ele morre tem o triste fim dele dizendo "eu gostaria de continuar vivendo" algo que ele nunca diria antes.
Elliot era alguém que odiava personagens que se sacrificavam pelo bem dos outros pois isso lhes deixaria um peso maior de tristeza para eles que é muito mais pesado se ele continuasse vivo por um certo "egoísmo" de que a morte iria trazer um sacrifício que recompensasse a vida de quem ele salvou, e no final ele morre fazendo o que ele mais odiava pois nesse momento ele entendeu o valor de fazer isso e tomar a sua decisão e partindo em paz.
Rufus Barma sempre acreditava que conseguiria se casar Sheryl Rainsworth, no final ele morre sem conseguir isso mas só pela tentativa e tempos que passaram juntos ele morre feliz mesmo nunca adquirindo o que tanto quis.
Com isso boa parte das mortes são um pouco melancólicas e esperançosas com um destaque nas mudanças dos personagens e no quanto que eles representam aquele aspecto da vida de que quase nunca saí como o previsto e o quanto que as suas mudanças podem afetar o seu lamento e aceitamento até no fim da vida

Facilmente meu personagem favorito da obra, ele é extremamente carismático e representa um construção de fragilidade muito linda e bem feita envolta de suas decisões tomadas por um "egoísmo" não proposital de suas pretensões como servo e isso refletindo nos objetivos que levaram outros personagens a tentarem buscar o mesmo e sendo um exemplo do quanto que isso é errado para a gente e desenvolvendo uma perspectiva como pessoa de forma diferente e aprendendo a valorizar aqueles envolta dele.
Acho muito boa essa construção do inicio até o fim
A finalização dele é um ponto final na sua mudança como pessoa, aquele que sempre buscava poder se sacrificar por gratidão e um alivio interno de contribuir pelo mal que ele já fez aprendeu a valorizar as pessoas em sua volta até chega no ponto de sua morte que é um ponto melancólico por finalizar o personagem bem no momento em que fala que "quer viver" trazendo ainda mais impacto não por ser triste mas por escancarar em seus últimos momentos o quanto ele mudou.
Algumas coisas que eu criticaria ele um pouco é em um momento do mangá em que eles estava preso numa jaula e quando vamos para fora ele já está solto sendo que nem foi mostrado que ele foi solto de lá e que serviu para ele lidar um pouco com a situação
Além disso fico meio estranhado com o negócio dele cego pois é completamente? mesmo não sendo como ele luta bem? eu interpretei que ele pode ter ficado cego de fato em algum momento mas ele já tinha se habituado em não ver para entender o ambiente mas que poderia ficar explícito na história pelo menos
Um personagem que eu não esperava nada mas que impressionou, toda a sua apresentação é marcada tanto para desenvolver o Oz quando uma metalinguagem criticando provavelmente quem achava o Oz alguém banal na época, e mesmo tendo essa função isso também da uma boa base de compreensão de suas características para serem melhor desenvolvidas e construídas mais para frente.
Um personagem realmente marcante e muito bem utilizado.
Quando chega no arco da procura pelo "Head Hunter" que intensifica a construção dele e elementos de ambiguidade sobre algo de errado com o personagem.
Conforme a gente vê ele interagindo com a Alice sempre ela dá uma fungada nele e essa característica era sempre ignorada, algo que a principio poderia passar despercebido e monótono mas que no arco do "Head Hunter" na mansão é revelado de fato, eu ainda achei estranho a discussão entre Break e Gilbert sobre a marca que estaria no peito do Elliot pelo fato de não ser nada demais essa discussão só pelo fato de quererem ver uma marca no peito dele mas que entendo um pouco o lado do Gilbert pois de invés dele fazer por conta própria ele estaria pedindo pro Gilbert, acho que pode envolver um pouco o fato dele estar meio cego mas eu acho que era o Break meio abalado com isso também.
O autor despista a gente ao fazer eles saírem do ambiente e deixar o Elliot sozinho revelar a marca para a gente e vermos que ele está sem, algum muito bem feito e que daria para nós contrariarmos pela falta de lógica por trás desse elemento e que posteriormente revela com ele matando a própria mãe deixando mais impactante e mórbido tudo isso.
É um peso enorme o fato de você matar sua mãe e ainda descobrir que o tempo todo foi ele que matou as pessoas antigamente com Humpty Dumpty, e o autor sabe balancear bem ao mostrar que as 2 pessoas que ele teria matado na mansão antigamente eram 2 babacas e facilitar a simpatia por assim dizer.
Não só isso mas a construção da relação entre ele e o Oz é muito boa, algo que se impacta ainda mais quando ele se sacrifica pelo bem de Oz de alguma maneira e que não quer colocar o peso no Oz que não gosta de matar, em que indiretamente finalizaria com a vida de seu Amigo.

A principio eu não dava nada para ele pois o exagero na obcecação dele pelo seu irmão mais velho não me cativava o suficiente, algo que no final é muito bem trabalhado na resolução dos conflitos e faz coisas que em outras obras poderia soar simplório mas que nessa aborda de forma muito bem feita por já ser abordada desde o inicio.
Ele realmente acaba sendo mais valorizado em abordar mais de sua psique de alguém muito melancólico e totalmente obcecado tanto com sua inutilidade e valor para seu irmão que se entra em uma contradição.
Eu gosto da construção final de que ele sempre se via como alguém fútil que só atormentava seu irmão, eu pensei que iria ser abordado de forma rápida somente com a fala do break mas foi se desenvolvendo e cativando mais em relação ao personagem e mostrando sua faceta e ambiguidade em relação ao seu objetivo que nunca nem tentou realmente levar em conta a perspectiva de seu irmão por trás disso tudo que ele fez.
Pelo que aparenta ele via como um peso que não gostaria nem de contar ao seu irmão por não se achar adequado a isso, e depois de tudo isso ele finalmente consegue se tornar alguém independente e se apoiar em pessoas que ele aprendeu a amar ao se criar maior valor na sua visão sem que fosse somente ao seu irmão, a sua construção de independência sobre seu apego exacerbado é muito boa e finaliza com ele depois de anos viajando por seus próprios motivos se encontrar com seu irmão e agora sim morrer em paz.
Em vários Mangás aborda isso da reviravolta de perspectiva dos antagonistas e personagens na finalização da obra, dependendo da forma abordada e construída pode só soar conveniente e mal escrito para agilizar a finalização da história e trazer um final ruim ou que finalizou de forma súbita demais.
Posso ter achado o final meio enxoto demais em relação com as informações mas a construção emocional com os personagens nesse final é muito boa, a maioria não provêm do nada e acabou.
É por cima de elementos que já tinham sido abordados, a Eccho alguém que tinha crise de identidade finalmente conseguindo adquirir seus valores e liberdade, Leo que fez tudo pelo Elliot mas que agora percebeu o erro em suas ações pela ambiguidade que faz tudo isso para no final ser algo que o Elliot não aprovaria, Vincent que antes mesmo sempre ficava nesse conflito de valores conforme a gente via e agora decidiu de fato o que gostaria de verdade por conta própria, o seu relacionamento com a Ada que já tinha sido mostrada anteriormente sendo intensificada nesse momento, a Lily Beskerville que já tinha uma relação com algum dos personagens que agora tá livre no aceitamento com ele (poderia ser um pouco mais construído anteriormente), Glen que agora percebeu seus valores como irmão mais velho e desistindo de seus objetivos.
Dentre esses acho que o do Glen foi o mais súbito por não ter sido tão demonstrado sua relação de irmandade com a Lacie, mas de resto eu achei bem construído o suficiente para ter um bom final.
Outro que veio antes do final foi o do Liam que teríamos uma suposta morte mas que descobrimos pouco tempo depois que sua Chain consegue fazer ele fingir de morto, sei que a chain até o momento era um mistério mas isso dá uma grande conveniência pro autor botar a função dela para qualquer coisa por ser tão abrangente essa "inutilidade" de invés do autor predefinir essa inutilidade dela por um "caminho" mais estreito, predefinindo indiretamente que o poder dela pudesse ser de fingir de morto de invés dele deixar muito em aberto, tornando essa falsa morte bem conveniente e ruim na minha visão.
Rufus Barma também foi outro que não morreu por conveniência que foi ainda mais ambígua a necessidade dele ter sobrevivido, a maneira que foi retratada parecia que ele tinha alguma noção de que poderia sobreviver mas em nenhum momento chega a ser explicado e ainda não tiveram nenhuma pista para ele ter sobrevivido na queda, então acho mal feita realmente a "falsa" morte dele também, e mais inútil do que o do Liam mas ainda demonstra uma mensagem no final que engloba muito do que foi a mensagem da obra então não foi totalmente inútil
Algo que eu não estava esperando que fosse o destaque na obra pois já imaginava ser mais filosófica, pelo menos esperava ser melhor introduzido e habituado para a gente entender.
Mas no inicio é demonstrando de forma meio sem graça em relação as Chains que parecem um pouco ambíguas e com o Gil parecer utilizar pouquíssimo.
Somente depois de um tempo começo a ver uma construção melhor envolta disso, não é da melhor forma possível mas já fez o básico bem o suficiente para eu não me incomodar tanto já que estaria mais focado na construção do mistério e nos personagens.
O que eu achei estranho é algo que ficou meio em aberto, mas vou explicar.
Entre os contratos de Chains existem 4 tipos:
A 1° é o contrato padrão onde se cria um relógio no peito e que os leva ao Abismo conforme o ponteiro vai fazendo a volta até o final e levando ao Abismo.
O 2° é o contrato portado por um espelho, não sei se poderia ser outros objetos mas nesse caso é a maneira de fazer um contrato sem ser considerado um contratante ilegal e que impede que os efeitos negativos acertem o portado, o problema é que quando se quebra o objeto ele acaba cortando a conexão com a chain e finaliza com o contrato.
O 3° é algo que só aconteceu com o Humpty Dumpty, Uma Chain consegue fazer contratos com várias pessoas ao mesmo tempo, tornando algo que pode ser utilizar por várias pessoas com a mesma Chain e que conforme vai sendo ampliada a quantidade de pessoas que fizeram o Contrato mais tempo irá demorar para que o Relógio no Peito dê a volta completa.
A 4° é a mais nebulosa, que é o portador se utilizar de 2 Chains ao mesmo tempo por 2 Contratos e não sabemos direito como funciona.
O que eu tenho problema é no quão ambíguo ficou essa 4° possibilidade de contrato, são considerado 2 Relógios no Peito? Quais as desvantagens? Eu vi isso dito pelo Vincent afirmando que por ter 2 contratos ele consegue lidar com a fraqueza do tempo do relógio de forma indireta mas aí não tem sentido, a gente viu que o Gilbert pode utilizar uma Chain infinitamente sem prazo final por causa de sua linhagem então não tem sentido o irmão dele precisar de 2 Chains para compensar a desvantagem do contrato, além disso parece ter sido a única menção sobre um contrato mais "padrão" que conseguiu ser estendido e que depois é revelado que o Gilbert não teria limite com o contrato, deixando a sensação de conveniência na história para que o Gilbert só não sofresse dos efeitos do contrato depois de quebrar o espelho de seu contrato.
Em resumo eu adorei a obra, ela constrói todos os elementos focais de fato de maneira muito interessante e impactante mas que não é perfeito pois tem algumas conveniências na história e alguns outros elementos que para ter melhor aproveitamento você precisa ficar mais delimitado no que ela realmente quer te entregar, e não lutas épicas desde o principio por coreografias fodas ou um sistema de poder muito bem aproveitado.

Fire Force é um battle shonen clássico. Tem os clichês e segue os estereótipos. O mangá mesmo sendo bem metódico em relação a elementos clássicos de shonem ele ainda te trás elementos que se destacam entre os Shonens mais diretos e consegue se utilizar em bons momentos esse clichês, pois se clichês fossem um problema provavelmente nem seriam tão populares ao ponto de se replicarem de forma tão abrangente, contanto que saiba utilizar deles é de bom agrado que é o caso em Fire Force.
Por mim, o mangá é uma boa obra segue as tendências de forma sólida, os que mais me atrapalhou foram as envolta da introdução e finalização. Isso pode soar como mediocridade, mas durante a obra a gente vai percebendo uma boa construção de empatia por boa parte do elenco e uma construção de mistérios. Este mangá é bom . Eu posso acabar parecendo que critiquei bem mais do que elogiei durante essas criticas que iram ver, mas é pelo fato de que elogiam tanto mas tanto que eu acabei ficando um pouco implicante com certos problemas na minha opinião que não vi ninguém comentando.
Eu posso mudar a minha visão futuramente pois eu já li tudo só que faz um bom tempo e talvez eu decida ler os volumes futuramente (que vai demorar pois eu tenho mais preferências de colecionar volumes com outras obras).
Por mim o Benimaru é um refresco em relação a imponência que estavam faltando nas principais patrulhas de Bombeiros, eu estava meio desanimado com eles pois faltava algo para deixar eles em um patamar melhor já que os lideres e personagens que foram introduzidos em relação as outras patrulhas se utilizaram de escada pro protagonista ou destacar um elemento de mistério envolta dele que irá ser mais relevante lá para frente, e por isso gostei do inicio com a demonstração em relação ao Benimaru quando aparece.
Ele consegue demonstrar carisma pela ambiguidade sobre o quão gentil ele é, a principio ele parece alguém desleixado que não se leva mais a sério mas que com sua ações entendemos os valores que ele impõe em si para pode proteger as pessoas envolta e o quanto que ele valoriza elas de sua maneira.
Os seus dilemas de "fraqueza" acabam refletindo bem nele e atribuí um valor ótimo, já que é muito sem graça o personagem mais forte ser só uma representação de símbolo e não ter nada além disso para valorizar ele além de "ele é o mais forte" e pronto, pode ter uma construção de empatia por valores que não representem uma "fraqueza" de fato, mas eu também gosto bastante quando fazem isso que é feito com o Benimaru.
O que eu não gosto é da margem em aberto sobre suas capacidades no final da obra, já que a principio ele teve dificuldade com a cópia de seu mestre mas quando enfrentou a cópia de si mesmo ele não teve nenhuma dificuldade, eu sinto que o autor não queria ter que representar outra luta complicada ao personagem então acelerou o resultado e fez com que o Mestre dele que representasse a maior dificuldade de fato para que assim também desenvolvesse ele de outra maneira.
Não achei um problema tão ruim assim, mas eu acho que poderia dizer simplesmente que "Todas outras cópias tem as mesmas capacidades que o original, mas pelo fato da visão do público envolta do benimaru ser através de sua imponência isso acaba sendo utilizado de base para o nível de poder de sua cópia e acaba ficando abaixo de sua cópia original".

Se utilizando de novo de comparação, na minha opinião eu prefiro um pouco mais a arte de Fire Force do que Soul Eater.
Diferente de Fire Force, Soul eater veio antes de Fire Force e nisso dá para ver que ele ainda tava se desenvolvendo a principio até alcançar o nível de arte de Soul Eater para frente além de ter erros anatômicos bem visíveis no inicio e eu achar as lutas iniciais mais bagunçadas do que viria ficar menos na frente. (talvez pudesse ser problema da qualidade da scan também, algun dia coleciono Soul Eater que tem mais promoções de volumes e que tem menos capítulos que Fire Force)
E em questão de Fire Force já acho ela extremamente consistente na qualidade desde o inicio, conseguindo ser bem criativo nos painéis com os poderes juntos.
O que acho sem dúvidas melhor em Soul Eater mesmo é a ambientação que eu considero mais icônica e marcante desde o inicio em Soul Eater.
Varias obras tentam fazer poderes cativantes ou que consigam agradar o público de alguma maneira, mas também é tendencioso de ter muitos genéricos e sem graça no meio.
Tinha tudo para que Fire Force com um sistema de poder baseado em algo que é tão utilizado ficasse banal e repetitivo, mas não é o caso.
o Autor se utiliza da combustão em si para ter uma grande variedade de poderes envolvendo fogo sem ser algo tão genérico quanto poderia ser, delimitando possibilidades, utilizações químicas e alguns bem exagerados até no conceito da combustão...
Além de abordar essa variação de formas criativas ele também consegue utilizar bem elas em coreografia e na quadrinização da leitura, deixando fluído e impactante



Entre todos os personagens, apenas dois realmente me desagradaram: Inca e Sumire. Cada uma por motivos diferentes, mas ambas conseguiram me dar um desgosto.

A Inca começou de forma promissora. Sua introdução foi OK e com potencial, e o questionamento sobre qual lado ela escolheria parecia abrir espaço para um bom desenvolvimento. No entanto, quando finalmente ocorre sua mudança para o lado dos vilões, tudo é tratado de maneira rasa e mal construída. Seus colegas mais próximos morrem, restando apenas um deles, e em vez de explorarem um possível sentimento de raiva, trauma ou até uma obsessão em compreender o próprio ódio, ela simplesmente aceita a situação e decide matar o seu companheiro. Essa mudança brusca de postura, abandonando o companheirismo que havia sido previamente construído, foi súbita demais. Isso acabou me fazendo odiá-la, ainda mais com a insistência da narrativa em colocá-la em destaque ao lado do protagonista. Facilmente entra no meu “top 2” personagens que menos gostei na obra.
Já a Sumire é um caso diferente. Não a odiei por ser necessariamente mal escrita, mas sim pelo seu carisma praticamente inexistente e pelo visual extremamente sem graça e monótono. Em determinado momento da obra, é revelado que o mundo anteriormente era realista como o nosso, o que serviria para justificar sua aparência mais comum. Ainda assim, a forma como são apresentadas imagens realistas da personagem me causa vergonha alheia, a ponto de eu não conseguir levar a sério os momentos que deveriam ter impacto.
Mesmo quando o autor tenta fazer com que a feição dela, seja maneira ou amedrontadora, eu não consigo achar nada demais pois ela continua extremamente sem graça independente do quanto que o autor tente retratar ela.
Entendo que haja quem goste dela, mas, para mim, ela soa deslocada dentro da caricatura estilística do autor — algo que sempre considerei um dos pontos fortes da obra.
Os principais problemas identificados em Fire Force não estão nas ideias apresentadas, mas na forma como elas são executadas. A progressão de poder conveniente, a desvalorização precoce de personagens, a conexão pouco antecipada com Soul Eater, a alteração de conceitos estabelecidos, a anulação de consequências e o uso de intervenções externas que quebram a lógica interna acabam enfraquecendo o impacto geral da obra.
A sensação final não é de falha conceitual, mas de escolhas narrativas que poderiam ter sido mais equilibradas, sutis e melhor preparadas ao longo da construção da história.__