
Aku no Hana é mais um título do meu recente interesse por obras dark tragédias. Por ser recente, meu gosto por isso não é refinado o suficiente ainda. Essa review me ajudou a organizar meus pensamentos. Vou escrever em português mesmo porque é mais fácil.

O início do mangá é uma wild ride, é provocativo porque nunca se sabe o que vai acontecer em seguida, mas por mais que isso seja um elemento que eu adoro, não passa disso, um elemento. Assim como em Shounen no Abyss, eu simplesmente não conseguia entender os personagens, principalmente o protagonista. Após ler essa review, consegui entender ele melhor, perceber o que não percebera, mas não quero que alguém me conte como algo que eu li é inteligente, eu quero eu mesmo ver isso, sentir isso, por isso julgo ser uma falha do autor não apresentar seus personagens com mais clareza. Outra coisa que me incomodou muito, foi como o protagonista, e vários outros personagens sentem demais e falam de mais o que pensam. Isso faz tudo parecer artificial, um grande circo. Mesmo com tudo isso me incomodando, I just couldn't stop turning the pages.
A partir do capítulo 34 (eu conferi, nunca lembro o número dos capítulos), a obra muda completamente de tom, se torna mais lenta, mais cotidiana, e diferente de antes, quando a obra se assemelha a uma tragédia, e tudo dá progressivamente mais e mais errado, agora as coisas vão se assentando e dando certo. Me fez sentir que tudo que passou antes era background para esse arco. Por um lado, foi refrescante ver a obra se afastar da narrativa dark para buscar uma conclusão catártica, porém, existe um motivo para a estrutura literária comum ser como é. Senti que o clímax veio cedo demais, depois, houve uma mudança brusca no pacing e no tom, o que acaba sendo prejudicial. E mesmo assim, achei que os últimos capítulos foram insuficientes, não deu tempo para resolver o conflito de forma digna. Em resumo, muito curto e com o pacing inconsistente.

Sobre o conflito: não sei se entendi muito bem os temas em jogo. Acredito que seja sobre a oposição entre a normalidade e a perversão. Perversão, nesse contexto, não se refere a perversão sexual necessariamente, mas o desvio da moralidade esperada na sociedade. Mas eu não entendi qual foi a mensagem final. "Não há problema em ser comum"?
Depois de falar tudo isso, parece eu não gostei da obra. Não é verdade. Esses defeitos são frustrantes pra mim porque eles impedem que o mangá seja mais que "muito bom", mas só tenho esse sentimento porque foi muito bom. In the end of the day, a unica coisa que importa é o quanto a obra deixa um impacto durador, e Aku no Hana com certeza deixou.